EDUCAÇÃO

Secretária de Educação: Janice Salvador

 

SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO 

Av. Senador Atílio Fontana, 5398, Centro.

Fone: (045) 3252-4245 

Fone: (045) 3277-9669

 

2016 - ELEIÇÃO DE DIRETORES/AS DAS ESCOLAS MUNICIPAIS

      A qualidade do ensino se assenta, dentre um dos aspectos mais fundamentais, sobre a competência profissional dos diretores escolares e sua capacidade de organizar, orientar e liderar as ações e processos promovidos na escola voltados para a promoção da aprendizagem e formação dos alunos.

       No contexto da democratização da escola, de modo a torná-la uma instituição aberta à comunidade e de qualidade para todos, além dos preceitos legais para a sua democratização, conforme proposto na legislação, uma nova estratégia tem sido acrescentada, qual seja a escolha de diretores pela comunidade escolar, a partir dos pressupostos de que na medida em que a comunidade escolhe o seu diretor, compromete-se em apoiar a implementação de Projeto Político-Pedagógico construído coletivamente, e passa a sentir-se parte atuante desse processo e da comunidade escolar.

     Apresentamos, como parte do processo da Gestão Democrática, a ser continuamente enriquecido e aprimorado, o processo de escolha/eleição dos/as diretores/as, com os seguintes objetivos:

• contribuir para que os profissionais da educação interessados em assumir as funções e responsabilidades de diretor escolar possam orientar a sua preparação inicial para fazê-lo mediante uma visão abrangente de seu trabalho;

• oferecer um instrumento de apoio na escolha de diretores escolares;

• estimular entre diretores escolares, a criação da cultura de desenvolvimento contínuo de competências para o exercício de suas funções gestoras e responsabilidades de liderança na escola.

(Lück,2009)

 

 

 

26º Concurso de Contos Paulo Leminski - 2015

PREMIAÇÃO DO 26º CONCURSO DE CONTOS PAULO LEMINSKI - 2015

 

1º LUGAR

Título: Sobre a terra seca dos meus olhos

Autor: Rita de Cássia Zuim Lavoyer

Cidade: Araçatuba/SP

 

2º LUGAR

Título: Jovelina

Autor: Luiz Rogério Camargo

Cidade: Curitiba/PR

 

3º LUGAR

Título: Verde-cidró

Autor: Fátima Jussara Pinto Parodia

Cidade: Porto Alegre/RS

 

MELHOR CONTO TOLEDANO

Títtulo: A fuga do maestro

Autor: Valdinei José Arboleya

 

MENÇÕES HONROSAS

 

Autor: Angelo Pessoa Martins - Cordeiro/RJ

Título: Expiação

 

Autor: José Eduardo Mendonça Umbelino Filho - Goiânia/GO

Título: Festa para Raquel

 

Autor: José Humberto da Silva Henriques - Uberaba/MG

Título: Uma questão de respeito

 

Autor: Renata Fonseca Wolff - Porto Alegre/RS

Título: Navegantes

 

Autor: Sérgio de Barros Prado Moura - Maceió/AL

Título: O matador

 

 

 

26º CONCURSO DE CONTOS PAULO LEMINSKI - 2015

Este evento literário é uma atividade promovida e realizada em parceria entre UNIOESTE - Campus de Toledo e Prefeitura Municipal de Toledo, através da Biblioteca Pública Municipal. 

 

CRONOGRAMA

Inscrição dos contos: de 30/04/2015 a 30/09/2015

Reunião Final da Comissão Julgadora: 21/10/2015  alterado para 20/11/2015

Cerimônia de Premiação: 06/11/2015 alterado para 04/12/2015

 

INFORMAÇÕES:

Unioeste - Campus de Toledo – (045) 3379-7049

Biblioteca Pública Municipal – (45) 3252-6225 e 3055-8790

Correio Eletrônico: biblioteca@toledo.pr.gov.br; concursopauloleminski@toledo.pr.gov.br 

 

REGULAMENTO

 

1. O Concurso se destina a todas as pessoas interessadas; e cada concorrente poderá participar com apenas um trabalho que ainda não tenha sido premiado em outro concurso ou já publicado em livros, coletâneas ou revistas. O tema é livre e a inscrição gratuita.

 

2. Consideram-se inscritas as obras entregues sob protocolo ou enviadas pelos correios (com registro A.R.), endereçadas à Biblioteca Pública Municipal de Toledo ou à Unioeste - Campus de Toledo, Paraná, aos seguintes endereços:

 

2.1 Biblioteca Pública Municipal de Toledo – Av. Tiradentes, 1165 – CEP: 85900-230 – Toledo/PR; ou

2.2 Unioeste – Campus de Toledo – Rua da Faculdade, 645 – CEP: 85903-000 – Caixa Postal 320 – Toledo/PR

 

3. O conto deverá ser apresentado em 01 (uma) via, escrito em língua portuguesa ou espanhola, digitado em espaço 1,5(um e meio), com fonte Arial, tamanho 11 (onze), podendo ser impresso na frente e verso do papel - mas em sequência - e obedecer a um limite máximo de 20 páginas.

 

4. Deverá constar, no interior do envelope que contém a obra, outro envelope menor (lacrado), contendo em seu interior uma folha na qual constem: o título do conto, nome do autor e seu pseudônimo correspondente, endereço completo, telefones, RG, e-mail e grau de instrução do contista. No entanto, na parte externa desse pequeno envelope, deverão constar apenas o pseudônimo do autor e o título do conto a ser inscrito no concurso. Portanto, em nenhuma das folhas impressas do conto enviado para o concurso poderá constar o nome de seu autor ou tampouco o seu pseudônimo pode fazer uma referência implícita ao seu nome. Caso isso ocorra, o trabalho será excluído do concurso.

 

             NOTA: Por exigência das Agências dos Correios, no envelope maior deverá constar o nome do remetente; mas isso não implicará na quebra de sigilo, posto que a comissão que realiza a leitura apenas recebe os contos, identificados apenas com o pseudônimo de seu autor.

 

5. A Comissão Julgadora será composta por oito membros de reconhecido nível intelectual e acadêmico, sendo sua decisão soberana e irrecorrível.O número de integrantes dessa comissão, no entanto, poderá variar, dependendo do número de obras inscritas no evento. 

 

6. Premiação:

    - Primeiro prêmio: R$ 2.500,00 (Dois mil e quinhentos reais);

    - Segundo prêmio: R$ 1.800,00 (Um mil e oitocentos reais);

    - Terceiro prêmio: R$ 1.500,00 (Um mil e quinhentos reais);

    - Melhor Conto Toledano: R$ 1.000,00 (Um mil reais).

 

NOTA: A eventual premiação de um conto que já tenha sido premiado em outro concurso implicará na obrigatoriedade de devolução do prêmio pelo respectivo candidato. E contos com indícios de plágio serão automaticamente excluídos do concurso.

 

7. A relação dos contos classificados para premiação e os indicados com menções honrosas será publicada nos órgãos de imprensa da região e nos portais web das instituições promotoras do concurso. Posteriormente, a cada período de cinco anos, os contos serão publicados sob forma de coletânea, reunindo os contos premiados e os que tenham recebido menções honrosas. Por ocasião de seu lançamento, os respectivos autores receberão um determinado número de volumes em seu domicílio, no endereço por eles fornecido. Na última coletânea, 5ª, em 2014, foram publicados trabalhos do 20º ao 24º evento. Logo, na 6ª serão editados os contos a partir do 25º concurso de contos.

 

7.1 Os contos premiados consideram-se propriedade da Unioeste e Prefeitura Municipal de Toledo - Biblioteca Pública Municipal, entidades realizadoras do Concurso de Contos Paulo Leminski, para finalidade de publicação da Coletânea de Contos; e aqueles que tenham recebido menções honrosas serão incluídos nessa coletânea mediante cessão de direitos por seus respectivos autores, por meio de documento legal, no caso de que se viabilize uma edição com a finalidade de venda para subsídio e auto sustentação do próprio concurso.

 

7.2 O produto de uma potencial venda das coletâneas será depositado na conta da Fundação Universitária – Unioeste, mediante acordo com essa entidade; ou na conta da Associação dos Amigos da Biblioteca Pública Municipal de Toledo PR - cujo fundo se destinará exclusivamente para cobertura dos custos de divulgação, comissão julgadora e premiação das subsequentes edições do Concurso de Contos Paulo Leminski.

 

8. O resultado do concurso será divulgado na imprensa e na Internet, nos portais oficiais das instituições promotoras do evento, a seguir: http://www.unioeste.br/leminski ou  http://www.toledo.pr.gov.br

 

9. Para a devolução dos contos, as despesas de postagem serão de responsabilidade do solicitante, devendo para tanto enviar envelope já selado, constando nele os dados do destinatário. O conto estará à disposição de seu autor após a divulgação do resultado do concurso por um período de 30 (trinta) dias e, após esse prazo, eles serão incinerados. 

 

10. O encaminhamento dos trabalhos na forma prevista neste regulamento implica na concordância com as disposições nele consignadas.

 

PREMIAÇÃO 25° CONCURSO DE CONTOS PAULO LEMINSKI-2014


1º lugar – R$ 2.500,00
ÉRICA NARA BOMBARDI - Campinas/SP
Título: Por dentro

2º lugar – R$ 1.800,00
SÉRGIO CORRÊA DE SIQUEIRA - Cachoeira do Campo/MG
Título: Eu odeio Vinícius

3º lugar -  R$ 1.500,00
TALITA MENDONÇA - São Roque/SP
Título: Arraia

Melhor Conto Toledano R$ 1.000,00
Autor: Darlou D'Arisbo
Título: A boneca azul e o forno da solidão

MENÇÕES HONROSAS

ALDY CARVALHO - São Paulo/SP
Título: A Peleja (memórias de alforje)

ELAINE DE MATTOS PIRES - Rio de Janeiro/RJ
Título: O Mosca

FLÁVIA SOUZA DIAS –  Houston - Texas - USA
Título: Faca Amolada

IGOR ROSA DIAS DE JESUS - Rio de Janeiro/RJ
Título: A Gaivota

PAULO HENRIQUE DA CRUZ SANDRINI – Curitiba/PR
Título: Máscara de Veneza no País do Carnaval (ou Golaço!)

RICARDO DE CARVALHO GUALDA - Rio de Janeiro/RJ
Título: Manual

 

 

 

 

Toledo, 20 de abril de 2015.

 

 

BLOGS E SITES DAS ESCOLAS MUNICIPAIS

CONTEÚDOS CURRICULARES

Os conteúdos curriculares que são ministrados pelos docentes no município de Toledo, em consonância com o Currículo da AMOP - Associação dos Municípios do Oeste do Paraná, são:

Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva

Educação Infantil

Língua Portuguesa

Geografia

Ciências

Arte

Educação Física

Matemática

Ensino Religioso

 

A base teórica da disciplina de História é a mesma do Currículo da AMOP, porém no Município de Toledo os conteúdos serão descritos gradativamente.

Informática Educacional, no Município de Toledo, não se caracteriza como disciplina, mas como metodologia para as demais áreas do conhecimento.

Os conteúdos de Educação Ambiental, Diversidade, História e Educação de Jovens e Adultos serão postados na sequência.

 

 

DESFILE CÍVICO - 7 DE SETEMBRO 2016

AnexoTamanho
ORDEM DO DESFILE1002.34 KB

DOCUMENTOS E CORRESPONDÊNCIAS

LOUSA DIGITAL

 

Abaixo, tutoriais para uso do Computador Interativo - Lousa Digital:

LOUSA DIGITAL - CALIBRANDO A LOUSA

LOUSA DIGITAL - KGeography (Treinar Geografia)

I FÓRUM MUNICIPAL DA DIVERSIDADE

I FÓRUM MUNICIPAL DA DIVERSIDADE

Dias 18 e 19 de Novembro de 2014

Local: Auditório Cândido Garcia

Unipar, Campus I

Avenida Parigot de Souza

 

Dia 18/11/2014

Palestra: 

Ministrante: Thayz Conceição Cunha de Athayde (Psicóloga UFPR)

Horário: 19 as 22h30

 

Dia 19/11/2014

Palestra: Trabalho decente e mundialização: Uma via de possibilidades para inclusão social?

Ministrante: Prof. Dr. Ariovaldo Santos (UEL)

Horário: 8 as 11h30min

 

Mesa redonda: Diversidade

Mediador: Prof Dr. Paulo Porto (UNIOESTE)

Horário: 13h30 as 17h30

 

Período de inscrições:  06 a 17/11/2014

Clicar no link abaixo, preencher com os dados pessoais e Salvar para depois clicar em Imprimir Ficha.

Clique aqui para fazer sua inscrição

 

 

INSCRIÇÃO: ARTE, LUZ, PONTO E AÇÃO 2016

Arte, Luz, Ponto e Ação 2016

Período: 08 a 11 de novembro

Local: Teatro Municipal

Horário: 19h30min.

 

- CLIQUE AQUI - para realizar a inscrição da apresentação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

INSCRIÇÃO: FORMAÇÃO CONTINUADA - SMED

SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO

INFORMAÇÕES E LINKS PARA INSCRIÇÕES

CAPACITAÇÃO E FORMAÇÃO CONTINUADA 2016

 

FORMAÇÕES COM INSCRIÇÕES ABERTAS:

 

OS PROCESSOS FUNCIONAIS E SEU DESENVOLVIMENTO

Período de Inscrição: 26/10 a 04/11/2016

Mais informações com a direção e coordenação das escolas

CLIQUE AQUI PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO

 

FORMAÇÕES COM INSCRIÇÕES ENCERRADAS: 

 

FORMAÇÃO CONTINUADA 2016

 

XII SEMANA DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Período de inscrições: 05 a 17/10/2016 até às 12h (meio dia).

Público alvo: Professores e estagiários da Educação Infantil Modalidade Creche e Assistentes em Desenvolvimento Social.

Informações com a direção do CMEI e Departamento da Educação Infantil

 

 

COMPUTADOR INTERATIVO NA SALA DE AULA

TURMA 3 – COMPUTADOR INTERATIVO – 2016

TURMA 4 - COMPUTADOR INTERATIVO – 2016

TURMA 5 - COMPUTADOR INTERATIVO – 2016

Período de inscrição: 29/08 a 01/09/2016 (Inscrições encerradas).

Verifique demais informações com a coordenação/direção da escola.

 

Capacitação: ANÁLISE LINGUÍSTICA NA AVALIAÇÃO DESCRITIVA

Departamento: Administração da Educação Infantil

Turma: TURMA 2 - ANÁLISE LINGUÍSTICA NA AVALIAÇÃO DESCRITIVA - 2016

Público alvo: Educação Infantil – CMEIs

Período de inscrições: 28/07 a 07/08/2016

Carga horária: 20 h

Datas (previsão): 10/08; 17/08; 31/08; 14/09; 21/09; 28/09

Horário: 19h às 22h

Local: CEJU - Jd Europa

(INSCRIÇÕES ENCERRADAS)

 

Capacitação: DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Departamento: Administração da Educação Infantil

Turma disponível: TURMA 2 - DESENVOLVIMENTO INFANTIL - 2016

Público alvo: Educação Infantil – CMEIs

Período de inscrições: 20/06 a 06/07/2016

Carga horária: 24 h

Datas (previsão): 04/07; 25/07; 01/08; 29/08; 27/09; 31/10; 21/11.

Horário: 19h às 22h

Local: Auditório Acary de Oliveira - Prefeitura Municipal

(INSCRIÇÕES ENCERRADAS)

 

Capacitação: FORMAÇÃO CONTINUADA EM LIBRAS 2016

Período de Inscrições: 20/06 a 05/07/2016

Carga Horária: 20 horas

Datas (previsão): 03/08, 10/08, 17/08, 24/08, 31/08, 14/09, 21/09 e 05/10

Horário: 18h30 às 21h (*Estas datas estão sujeitas a alterações)

Local: Escola Municipal Waldyr Becker

(INSCRIÇÕES ENCERRADAS)

 

Capacitação: ENSINO DA MATEMÁTICA PARA OS ANOS INICIAIS - 2016

Turma: TURMA 1 - ENSINO DA MATEMÁTICA PARA OS ANOS INCIAIS

Público alvo: Professores/as da rede municipal de ensino.

Período de inscrições: 25/04 a 10/05/2016 

Carga horária: 21h

(INSCRIÇÕES ENCERRADAS)

 

Capacitação: ANÁLISE LINGUÍSTICA NA AVALIAÇÃO DESCRITIVA

Departamento: Administração da Educação Infantil

Turma: TURMA 1 - ANÁLISE LINGUÍSTICA NA AVALIAÇÃO DESCRITIVA - 2016

Público alvo: Educação Infantil – CMEIs

Período de inscrições: 10 a 21/02/2016

Carga horária: 20 h

(INSCRIÇÕES ENCERRADAS)

 

Capacitação: DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Departamento: Administração da Educação Infantil

Turma disponível: TURMA 1 - DESENVOLVIMENTO INFANTIL - 2016

Público alvo: Educação Infantil – CMEIs

Período de inscrições: 10 a 21/02/2016

Carga horária: 24 h

(INSCRIÇÕES ENCERRADAS)

 

LINK DE INSCRIÇÕES

 

FORMAÇÃO CONTINUADA - 2014

FORMAÇÃO CONTINUADA 2014

 

Formação Continuada 2014

Data: 22 de Setembro.

Cursos, Materiais, Local e Horário e outras informações com a coordenação e direção da escola.

Período de inscrições: 17 a 19/09/2014 - Inscrições encerradas.

Obs: 

- As formações têm vagas limitadas.

- Ao concluir o preenchimento dos dados clicar em "Salvar".

- Para impressão da ficha de inscrição, basta apertar simultaneamente as teclas "CTRL + P" do teclado, ou então clicar com o botão direito do mouse, selecionar imprimir.

- Para nova inscrição fechar a janela da inscrição atual e entrar novamente no link.

 

"X Semana de Educação Infantil"

Data: 27, 28 e 29 de Agosto

Período de inscrições: 12 a 20/08/2014 - Inscrições encerradas.

Obs:

  • Os laboratórios de conhecimento têm vagas limitadas.
  • Quando a ficha de inscrição aparecer na tela, basta apertar simultaneamente as teclas "CTRL + P" do teclado, ou então clicar com o botão direito do mouse, selecionar imprimir.
  • Para nova inscrição fechar a janela da inscrição atual e entrar novamente no link.
  • Após o preenchimento dos dados, todos os inscritos deverão fazer a impressão de sua ficha de inscrição e ao final de cada atividade apresentá-la para que seja carimbada pela equipe organizadora, para controle de frequência. No último dia, a ficha será recolhida para conferência e certificação.

 

Formação Continuada 2014

Data: 12 de Junho

Período de inscrições: 04  a 10/06/2014 - Inscrições encerradas.

Obs: As formações têm vagas limitadas.

FORMAÇÃO CONTINUADA - 2013

Links para Formação Continuada 2013.

 

FORMAÇÃO CONTINUADA - MICRORREGIÃO I - 13/08/2013.

Inscrições encerradas.

 

FORMAÇÃO CONTINUADA - MICRORREGIÃO II - 28/08/2013.

Período de inscrições: 19 à 25/08/2013 (encerradas).

 

FORMAÇÃO CONTINUADA - MICRORREGIÃO III - 11/10/2013.

Período de inscrições: 01 à 09/10/2013 (encerradas).

 

IX SEMANA DE EDUCAÇÃO INFANTIL - 11, 12 e 13/09/2013.

Inscrição de participação: 06/09/2013 até 10/09/2013 às 11h59min (encerradas).

 

 

LISTA REMANESCENTE - CMEIs

PESQUISA: LIVROS DIDÁTICOS

 

Senhores/as diretores/as e coordenadores/as, 
 
Solicitamos que preencham a planilha para atualizarmos as demandas de cada escola. 

- CLIQUE AQUI - para preencher os dados

 

 

 

 

RELATÓRIO CMDCA

Histórico

ADMINISTRATIVO

Fórum Municipal de Educação

METAS APROVADAS DO I FÓRUM MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE TOLEDO

METAS APROVADAS NA I ASSEMBLÉIA DO FÓRUM MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE TOLEDO - 2008
21 e 22 de outubro de 2008

AnexoTamanho
Metas Aprovadas186.18 KB

METAS DA I CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE TOLEDO

Segue abaixo o arquivo com as metas aprovadas na I conferência municipal de educação realizada em maio de 2007.

AnexoTamanho
Metas da Primeira Conferência85.17 KB

Metas PME Lei 1885 de 2004 - Diretrizes

DIRETRIZES PME

1.PLENO DESENVOLVIMENTO DO EDUCANDO E SEU PREPARO PARA O EXERCÍCIO DA CIDADANIA, COM BASE NOS PRINCÍPIOS DE LIBERDADE E SOLIDARIEDADE

O pleno desenvolvimento do educando e o seu preparo para o exercício da cidadania, com base nos princípios de liberdade e solidariedade conduz para o projeto de educação com objetivos de excelência, os quais, para serem operacionalizados, devem partir da fundamentação sobre o conhecimento e aprendizagem com meta para construção da autonomia, formando sujeitos que, pela consciência crítica no seu próprio projeto e na sociedade, possam agir de forma responsável, criativa, cooperativa e inovadora. Possam também formular juízos próprios de valores, os quais conduzam à tomada de decisão oportuna ao agir em diferentes circunstâncias da vida, contribuindo para o desenvolvimento da sociedade.

Na busca do pleno desenvolvimento, necessariamente o conhecimento deve ser a estratégia mais importante para a concretização da autonomia. Assim necessário se faz habilitar para a pesquisa, pois este mecanismo subsidiará aprender e decifrar a dinâmica social, e intervir como sujeito que utiliza a aprendizagem para a reconstrução com base na realidade histórico-estrutural.

O pleno desenvolvimento humano voltado ao exercício da cidadania com base na liberdade e solidariedade, para sua consecução, precisa utilizar do conhecimento como instrumento para atingir o grande desafio do ser humano, que é o domínio ou desvelamento da complexidade humana, atingindo as dimensões da emoção, intuição, sabedoria, bom senso, da alma, do espírito e da ética. Essa complexidade exige o emprego do conhecimento para o cuidado com a vida, em que o sujeito tenha instrumentos para compreensão de seu contexto e do mundo globalizado, para poder agir sobre o mesmo, atuando de forma participativa e solidária, conforme projeto de vida e sociedade por ele mesmo desenhado e executado, sempre no sentido da formação e realização plena do ser humano como cidadão feliz, que faz o desenvolvimento da sociedade que sonhou.

2.RESPEITO À DIVERSIDADE DA DINÂMICA SOCIAL

O respeito à diversidade da dinâmica social é fundamental para que possamos viver e conviver, compreendendo a complexidade dos fenômenos sociais e desvelar o sentido crítico perante o fluxo de informações.

Assim, a educação manifesta seu caráter insubstituível na formação da capacidade de julgar, facilitando a compreensão verdadeira dos acontecimentos, e oportunizando a todos a capacidade de ultrapassarem a tendência de se fecharem sobre si mesmos de modo a abrir-se à compreensão dos outros, baseada no respeito à diversidade, pois afirmar sua diferença, descobrir os fundamentos da sua cultura, reforçar a solidariedade do grupo, podem constituir, para qualquer pessoa, passos positivos e libertadores, mas, quando mal compreendidos, dificultam e até impossibilitam o encontro e o diálogo com o outro.

A educação deve procurar tornar o indivíduo mais consciente de suas raízes e ensinar-lhes o respeito pelas outras culturas, pois os grupos humanos, povos, nações, continentes, não são todos iguais.

O respeito pela diversidade e pela especificidade dos indivíduos constitui um princípio fundamental para que as crianças possam ter acesso a diferentes modelos culturais e intelectuais, levando em conta a diversidade dos talentos individuais e optarem livremente pelos valores que utilizarão, respeitando, também, as opções feitas pelas outras pessoas.

O respeito à liberdade e o apreço à tolerância requerem por parte de educadores e educandos um esforço permanente no sentido de exercer o direito de falar e de ser ouvido, de discordar de expressar sentimentos, de regular-se e controlar-se mutuamente. A educação para a tolerância e para o respeito ao outro deve ser considerada como uma tarefa geral e permanente ao ensino do apreço à diferença, tornando a diversidade um fator positivo de compreensão entre os indivíduos e grupos humanos, propiciando a verdadeira formação para a cidadania a qual supõe uma democracia que nutre a diversidade de interesses e idéias.

3.ACESSO, PERMANÊNCIA E SUCESSO DA CRIANÇA, DO JOVEM E DO ADULTO NA ESCOLA

O acesso, a permanência e o sucesso da criança, do jovem e do adulto na escola é um desafio para o Município, Estado e Nação, e para tal se faz necessário criar mecanismos para que o acesso, a permanência e o sucesso escolar se efetivem.

Para dar à educação o papel que lhe cabe na dinâmica social, é preciso primeiramente combater todas as formas de exclusão. Para isso, é preciso conduzir e reconduzir, ao sistema educativo, todos os que dele estão afastados, ou que o abandonaram. Isto supõe a colaboração dos pais na definição do percurso escolar dos filhos.

Cabe, assim, à educação, a revisão imediata das concepções, princípios e práticas pedagógicas e curriculares a fim de que a educação possa produzir, transmitir e construir saberes que cativem e atraiam crianças, jovens e adultos para a escola, motivando-os para a permanência e o sucesso escolar.

A educação precisa construir e manter uma ligação entre os diversos aspectos da aprendizagem partindo do conhecimento que cada aluno tem ao ingressar na escola. É preciso oportunizar ocasiões de descobertas e experimentação em sala de aula e extra-classe por meio de didáticas diferenciadas ou projetos, propiciando o gosto e o prazer de aprender e, principalmente, a capacidade de aprender a aprender, como também a curiosidade intelectual, assegurando o sucesso escolar para todos.

4.DESENVOLVIMENTO DO PROCESSO EDUCATIVO EM CONSONÂNCIA COM O MOVIMENTO SOCIAL, POLÍTICO E ECONÔMICO DA SOCIEDADE

Uma sociedade é um complexo de proporções vastas que permitem ao homem resolver problemas concretos de maneira eficaz, mas, dependendo das formas de construção das soluções dos problemas, pode-se gerar outros problemas. A sociedade contemporânea, com sua forma de produção, sua técnica, instituições e idéias transitórias, tem requerido da educação um esforço permanente de ajustamento às necessidades criadas, pois deve existir uma correlação estreita e simultânea entre as formas de ação da sociedade.

Os atos educativos são condicionados pela estrutura e pela dinâmica social e ajudam na tomada de consciência dos problemas da sociedade e contribuem para a transformação das civilizações.

Com a velocidade atual de produção do conhecimento científico e tecnológico, que torna o conhecimento rapidamente superado, o papel da educação se torna elemento de desenvolvimento social pela correspondência entre as competências exigidas para o exercício da cidadania e para as atividades produtivas, tornando-se elemento central na dinâmica social.

A educação e o ensino são processos sociais que ocorrem no individual e no coletivo e a escola precisa estar permanentemente fazendo a análise dos movimentos sociais, econômicos e políticos da sociedade local e nacional para promover os ajustes no processo educativo para que se torne condizente com as necessidades de cada momento histórico-social.

Para que isto ocorra, o currículo deve valorizar e possibilitar a interdisciplinaridade a fim de abrir novas perspectivas no desenvolvimento de habilidades para dominar esse novo mundo que se desenha, propondo a inserção de temas transversais como a ética, pluralidade cultural, meio ambiente, trabalho, consumo entre outros, trazendo consigo o respeito pelo pluralismo, tornado-se uma educação inter-cultural e um fator de coesão social e de paz.

5.DIVULGAR O PROCESSO DE EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO E ARTICULAR DEBATE E PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE

Cabe ao Município divulgar o processo de educação à população em geral, principalmente à comunidade escolar, promovendo debates com os pais, profissionais da educação e órgãos colegiados, para dinamizar o processo educacional através da participação da sociedade.

À instituição escolar cabe a socialização do processo de aprendizagem desenvolvido pelo aluno, estabelecendo uma ponte com a família de modo que a mesma acompanhe os progressos do aluno, tendo conhecimento claro dos objetivos perseguidos, dos conteúdos abordados, das competências almejadas e da visão do professor sobre a evolução do aluno. A interação escola-família objetiva informar e esclarecer os conteúdos trabalhados e o método vigente para que a família e a comunidade escolar tenham condições de contribuir para o enriquecimento do processo educacional do Município, promovendo a orientação básica para a vida e oferecendo condições de um desenvolvimento pessoal autônomo com efetiva participação em todos os âmbitos sociais.

Além desses aspectos, é de fundamental importância estabelecer mecanismos formais de discussão como fóruns, conferências, debates sobre temas relativos à educação.

6.CONDUÇÃO DO PROCESSO EDUCATIVO DO MUNICÍPIO ATRAVÉS DO PRINCÍPIO E PRÁTICA DA GESTÃO DEMOCRÁTICA

Permitir que a sociedade exerça seu direito à informação e à participação deve fazer parte dos objetivos de um governo que se comprometa com a solidificação da democracia.

Democratizar a gestão da educação requer, fundamentalmente, que a sociedade possa participar no processo de formulação e avaliação da política de educação e na fiscalização de sua execução, através de mecanismos institucionais. Esta presença da sociedade materializa-se pela participação de pais, alunos, funcionários, professores e órgãos colegiados, como conselhos, que são os principais instrumentos de democratização e participação.

A articulação escola-comunidade se reveste de fundamental importância no processo educacional e, conseqüentemente, na qualidade de ensino. As políticas educacionais devem estimular a participação dos pais e dos profissionais da educação na definição da proposta pedagógica e gestão da escola. Na medida em que a participação se efetiva, também o compromisso e a responsabilidade com o processo educativo se concretizam. Para tanto, é importante assegurar mecanismos de participação como eleição de diretores, organização de conselhos escolares, APMs e organizações semelhantes, que de fato se consolidem como espaços de discussão, deliberação, tomada de decisões e diálogo.

7.GARANTIA DO FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO

Assegurar a aplicação dos recursos previstos na Constituição Federal e LDB e, na medida do possível, ampliar os percentuais no âmbito municipal.

A comunidade, através dos espaços já criados e de outros mecanismos que poderão vir a serem criados, deverá acompanhar a aplicação dos percentuais mínimos em educação previstos na legislação. Importante, também, é que as ações realizadas de fato satisfaçam as necessidades da educação municipal e do desenvolvimento da proposta pedagógica das escolas e UEIs, assegurando a descentralização financeira e autonomia das instituições educacionais.

8.GARANTIA DE QUALIDADE DE ENSINO OBSERVANDO AS DIRETRIZES CURRICULARES, AS ESPECIFICIDADES DE APRENDIZAGEM E AS CARACTERÍSTICAS DO MUNICÍPIO

Aos órgãos gestores do Sistema Municipal de Ensino de Toledo caberá a definição de diretrizes curriculares que garantam a coerência e o atendimento às necessidades do projeto de educação nacional e local. As diretrizes deverão apontar também para os parâmetros de qualidade pretendidos para a educação municipal. Assim as escolas, ao implementarem suas propostas pedagógicas, procurarão atender às diretrizes, de modo a concretizar o projeto de educação necessário à formação de cidadãos éticos, solidários e críticos e à consolidação da identidade educacional toledana. A proposta pedagógica configurada para o exercício de autonomia da escola e de expressão da liberdade de ensinar, além de estar comprometida com a legislação vigente, precisa do comprometimento do professor. A garantia da qualidade de ensino deve ser estimulada pelo estabelecimento de parâmetros a serem desenvolvidos e avaliados com o objetivo de atingir a qualidade.

9.PROCEDER ESTUDOS E INVESTIGAÇÕES SOBRE AS QUESTÕES DA REALIDADE EDUCACIONAL DO MUNICÍPIO

A complexidade humana e avanços da tecnologia colocam com clareza e até com imposição o sentimento de que todos os seres humanos fazem parte da mesma realidade, que vem impondo novos paradigmas, autocríticas, desrespeito a saberes, levando a desacertos, à visão multifacetada dos problemas e culpabilização de alunos e pais, entre outros.

A dinâmica do contexto social e a velocidade exponencial das mudanças ocorridas na sociedade, interferindo no comportamento, na conduta e até nos sentimentos do ser humano, têm provocado uma série de problemas e posturas para os quais o ambiente escolar é o cenário adequado para demonstração e efetivação. Esse mesmo contexto passa também a exigir que o processo de ensino-aprendizagem demande estruturas para atendê-lo.

Para vencer o sentimento de impotência diante dos problemas, mas também como uma forma de compromisso e vontade de avançar, de aprender e apreender em profundidade as questões sócio-pedagógicas e educativas, há a necessidade de se reconstruir o conhecimento, contribuindo cientificamente para a formação plena do educando em questão. Para essa reconstrução há necessidade de se utilizar a pesquisa como instrumento para compreensão, busca de solução e proposição de possíveis intervenções, pois a pesquisa é componente intrínseco a toda aprendizagem criativa, questionadora e aprofundada.

10.VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

A valorização coloca como imperativos o regaste da profissionalização dos profissionais da educação através da manutenção de um Plano de Cargos e Vencimentos que garanta progressão por titulação, desempenho e qualificação, pela garantia de hora-atividade na jornada de trabalho, de formação continuada, de ingresso através de concurso público e pelo compromisso com o próprio processo de formação, com a profissão e com a aprendizagem dos alunos.

11.ACOMPANHAMENTO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO ATRAVÉS DA SMED E DO CONSELHO MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO

O Plano Municipal de Educação concretizar-se-á processualmente, pautado na avaliação permanente, na articulação ação-reflexão-ação, na análise dos resultados, necessitando contínuo acompanhamento.

O compromisso para a execução dessa proposta, embora seja de todos os cidadãos, educadores ou não, para que seja operacionalizado mediante os objetivos em proposição, implementando-os para que a ação não se torne mecânica ou aleatória, visando sempre uma ação transformadora com qualidade, considera-se necessário proceder permanentemente ao acompanhamento e à implementação do Plano Municipal da Educação ao longo de sua vigência. Portanto, para que o acompanhamento tenha total teor coletivo e democrático, o Conselho Municipal de Educação e a SMED são os órgãos indicados para coordenar tal processo em razão de sua finalidade institucional.

12.INTEGRAÇÃO ESCOLA-FAMÍLIA NA ARTICULAÇÃO DE UM PROJETO DE VIDA EM SOCIEDADE

Um projeto de vida em sociedade só tem razão e necessidade de existir em função do ser humano, o qual deve ser o ator e o tema principal. Porém este homem é fruto de um contexto e de uma prática social que se estabelece no contexto familiar e se amplia aos demais. Somos todos frutos de uma família. Primeiro grupo que instituiu o conhecimento para o cuidar, efetiva e exercita as dimensões essenciais da integralidade humana, da emoção, intuição, dos hábitos, das atitudes, da relação com o sagrado, chegando à ética. Na família, o educar é ensinar o cuidado da vida.

A escola como uma instituição criada também pela sociedade para a cientificidade da produção do saber, mas principalmente para atender ao desejo da família e dos homens de modo geral na busca do pleno desenvolvimento e da excelência humana, mesmo com sua razão pedagógica e científica, em toda sua ação só será eficaz se o seu pressuposto for conceder a cada um dos seus integrantes “o passaporte para a vida” que subsidie a melhor compreensão possível de si, mas também do seu primeiro grupo e dos demais em que possa se inserir, chegando a compreender, intervir e participar na vida em sociedade. Entendendo, assim, que todo conhecimento só tem sentido se for em razão da felicidade das pessoas, razão pela qual escola e família devem se unir com sabedoria de eterno aprendiz em prol da humanidade.

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Metas PME Lei 1885 de 2004 - Metas

METAS PME

FINANCIAMENTO E GESTÃO

1.Garantir, a partir do primeiro ano da implantação desse Plano, mecanismos de fiscalização e controle que assegurem o rigoroso cumprimento do art. 212 da Constituição Federal em termos de aplicação dos percentuais mínimos vinculados à manutenção e desenvolvimento do ensino.

2.Garantir, a partir do primeiro ano da implantação desse Plano, mecanismos destinados a assegurar o cumprimento dos art. 70 e 71 da Lei de Diretrizes e Bases, que definem os gastos admitidos como de manutenção e desenvolvimento do ensino e aqueles que não podem ser incluídos nesta rubrica.*

3.Garantir, entre as metas dos planos plurianuais vigentes nos próximos dez anos, a previsão do suporte financeiro às metas constantes deste PME.

4.Estabelecer, a partir do primeiro ano da implantação do Plano, a Educação Infantil da rede municipal de ensino como prioridade para a aplicação dos 10% dos recursos vinculados à manutenção e desenvolvimento do ensino não reservados para o Ensino Fundamental.

5.Realizar estudo que vise à definição de índices satisfatórios à manutenção e ao desenvolvimento das atividades de Educação de Jovens e Adultos.

6.Apoiar a ampliação do atendimento dos programas da União de renda mínima associados à educação, de sorte a garantir o acesso e permanência na escola a toda população em idade escolar a partir do primeiro ano da implantação do Plano.*

7.Assegurar e promover, a partir do primeiro ano da implantação do Plano, a autonomia financeira das escolas mediante repasses de recursos diretamente aos estabelecimentos públicos de ensino em observância à Lei Municipal específica. – SUPRIMIR -

8.Implementar, a partir da implantação deste Plano, através do Sistema Municipal de Ensino, padrão de gestão que tenha como elementos a destinação de recursos para as atividades-fim, a descentralização, a autonomia da escola, a eqüidade, o foco na aprendizagem dos alunos e a participação da comunidade.

9.Apoiar tecnicamente as escolas na implementação e execução de sua proposta pedagógica a partir da normatização do SME de Toledo.

10.Assegurar a autonomia administrativa e pedagógica das escolas e ampliar sua autonomia financeira, através do repasse de recursos diretamente às escolas para pequenas despesas de manutenção e cumprimento de sua proposta pedagógica.

11.Estabelecer, no Município, programas de formação dos profissionais das secretarias da Rede Municipal de Ensino, para suprir, a partir da implantação do Plano, as necessidades dos setores de informação e estatísticas educacionais, planejamento e avaliação, promovendo medidas administrativas que assegurem sua permanência nas respectivas funções mediante avaliação de desempenho.

12.Informatizar e implementar a administração das escolas da Rede Municipal de Ensino, conectando-as em rede com a secretaria de educação, de tal forma que, em um ano a partir da implantação deste Plano, todas as escolas estejam no sistema.*

13.Garantir e ampliar no Município programas diversificados de formação continuada e atualização, visando à melhoria do desempenho no exercício da função de diretores de escolas a partir da implantação do Plano.

14.Assegurar que, em dois anos a partir da implantação deste Plano, 80% dos diretores, pelo menos, possuam formação específica em nível superior e que, no final da década do PME, todas as escolas tenham diretores adequadamente formados em nível superior e, preferencialmente ainda, com curso de especialização.

15.Gestionar, junto às Universidades, a ampliação da oferta de cursos de graduação e Pós-Graduação em administração escolar, visando à implementação das propostas pedagógicas a partir da implantação do Plano.

16.Estabelecer, a partir da vigência deste Plano, no Município, em um ano, programa de acompanhamento e avaliação dos estabelecimentos de Educação Infantil.

17.Observar as metas estabelecidas nos demais capítulos referentes a Financiamento e Gestão, a partir da implantação do Plano.

18.Manter na jornada de trabalho tempo compatível com as necessidades das atividades de planejamento, estudo e avaliação para todos os professores da rede municipal de ensino.

19.Assegurar a gestão democrática nas escolas municipais através da eleição de diretores de escolas e UEIs, de conselhos escolares e do repasse de recursos diretamente às escolas.

20.Estudar a viabilidade técnica e financeira da realização de concurso específico para professor de Educação Física para atuar no Ensino Fundamental (1ª à 4ª) e na Educação Infantil, a partir da implantação do Plano.

21.Assegurar, na implementação do projeto político- pedagógico na prática cotidiana, a articulação dos programas de implementação pedagógica de forma interdisciplinar e à luz das necessidades do ensino e da aprendizagem.

22.Realizar, durante o ano de 2005, a reformulação do currículo e do sistema de avaliação de Rede Municipal de Ensino, assegurando-se amplo e consistente processo de discussão com os profissionais da educação e assessoria especializada e comprometida com as necessidades da educação.

23.Estabelecer padrões de qualidade de ensino para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental com mecanismos de controle e acompanhamento desses padrões através do Sistema Municipal de Ensino a partir do primeiro ano de implantação deste Plano.

24.Assegurar a continuidade e inovação das ações pedagógicas através da elaboração das propostas pedagógicas e regimentos escolares pelas equipes das unidades de educação.

25.Articular o funcionamento e a ação do Sistema Municipal de Ensino, garantindo a implementação de recursos financeiros, humanos e tecnológicos.

26.Elevar os índices de qualidade da aprendizagem através de um processo continuado de formação de professores, consistente e articulado com a proposta pedagógica, com as diretrizes curriculares municipais, estaduais e nacionais, com os padrões estabelecidos pelo próprio SME a partir da implantação deste Plano.

27.Articular ações e discussões que potencializem o compromisso do professor com seu processo de formação, com sua profissão e com a construção e desenvolvimento da proposta pedagógica, a partir da implantação do Plano.

28.Viabilizar, nas escolas e UEIs, em um ano a partir da aprovação do Plano, a remoção de barreiras arquitetônicas e implantação das reformas e ajustes necessários ao pleno atendimento dos alunos com necessidades educativas especiais.

29.Estudar alternativas de reformulação da avaliação de desempenho e de estágio probatório, em parceria com a Secretaria de Administração, de modo a favorecer a qualificação dos profissionais da educação e as exigências da profissão, a partir da implantação do Plano.

30.Estabelecer parcerias com universidades para implementação de projetos de formação de professores e projetos de pesquisa que incidam sobre os pontos de dificuldade da educação de Toledo, a partir da implantação do Plano.

31.Estudar a viabilidade de se estabelecer parcerias com instituições de ensino estaduais, educação superior e escolas privadas visando o enriquecimento do Sistema de Educação existente no Município, a partir da implantação do Plano.

32.Estudar e reformular o Decreto Municipal nº 103/2002 que estabelece critérios do porte das escolas e seu quadro de pessoal, a partir da implantação do Plano.

33.Definir mecanismos que viabilizem o atendimento à Rede Municipal de Ensino (alunos, professores e família) por profissionais que formem uma equipe multiprofissional(fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, neurologistas, psiquiatras, pedagogos, orientador educacional, assistente social, psicopedagogos, dentre outros a serem definidos) a partir da Implantação deste Plano.

34.Assegurar a ampliação e atualização do acervo das bibliotecas públicas, bem como a sua manutenção através da aquisição de periódicos e revistas diversas anualmente.

35.Estabelecer parcerias com empresas para viabilizar a ampliação da oferta de vagas na Educação Infantil com apoio do Ministério Público, a partir do primeiro ano da Implantação deste Plano.

36.Articular junto as Universidades e aos cursos de Ensino Médio, sistemáticas de estágios que atendam as necessidade da proposta pedagógica das escolas, e do processo de formação dos estagiários, com devido acompanhamento de orientadores de estágio, a partir da implantação do Plano.

37.Gestionar, junto a Secretaria de Administração, a revisão do plano de cargos e salários visando à valorização profissional através da manutenção dos avanços existentes, da ampliação da tabela de vencimentos até a letra “ Z” incluindo avanços para mestrado e doutorado, a partir da implantação do Plano.

38.Realizar estudo acerca de viabilidade de elevação do piso salarial para os servidores da educação imediatamente após a aprovação do Plano.

39.Estabelecer, através do Sistema Municipal de Ensino, no primeiro ano de vigência do Plano Municipal da Educação, critérios de qualidade para a rede municipal como forma de acompanhamento das diretrizes e metas estabelecidas e qualificação da proposta pedagógica.

40.Após a aprovação deste Plano, realizar estudos investigativos em conjunto com a SMED e escolas, através do estabelecimento de cronograma de estudo e da busca de apoio institucional especializado, sobre as questões intervenientes na aprendizagem, visando elevar o nível da qualidade do ensino.

41.Realizar estudos no primeiro ano de vigência deste Plano para estabelecer um sistema de avaliação coerente com a nossa realidade e que garanta a necessária articulação entre o ensinar e o aprender.

42.Assegurar a continuidade do Programa de Avaliação do Rendimento Escolar do Município de Toledo, desenvolvendo sistemas de informação e avaliação institucional para acompanhar o processo de ensino e aprendizagem e definir ações para melhoria da qualidade de ensino.

43. Investigar o contexto educacional através da formação de grupos de estudo nas escolas municipais em conjunto com a SMED, Universidades e órgãos para sua melhor compreensão e proposição de possíveis ações.

44.Promover, durante a Década da Educação do PME, a articulação escola/família através da manutenção dos Fóruns Permanentes de Educação e Família nas escolas do Município como espaço de discussão, reflexão e diálogo sobre as questões relativas à aprendizagem, educação e contexto escolar.

45.Assegurar nas escolas, preferencialmente em contra-turno, atendimento aos alunos com dificuldades de aprendizagem.

46.Assegurar a produção de materiais complementares para apoio didático-pedagógico aos professores, através da equipe pedagógica da SMED.

47.Garantir e reorganizar a hora-atividade semanal dos professores destinadas ao planejamento, correção de atividades dos alunos, reflexão sobre os conteúdos curriculares, projetos e propostas metodológicas, troca de experiências entre os professores da mesma série e reuniões pedagógicas.

48.Assegurar e implementar os Programas Cidadão Ambiental e Conhecendo Toledo, desenvolvidos pela SMED.

49.Garantir a manutenção e ampliação do ensino da língua estrangeira no currículo das escolas da Rede Municipal de Ensino.

50.Logo após a aprovação deste Plano, realizar estudos sobre a necessidade da implantação de uma alimentação especial para alunos carentes além da merenda já ofertada diariamente.

51.Garantir, com a colaboração da União, merenda escolar de qualidade (produtos “In natura” – frutas e hortaliças da época) e em porções suficientes a garantir um mínimo calórico diário às crianças em idade escolar.

52.Apoiar a manutenção do Programa Nacional do Livro Didático, criado pelo MEC, assegurando que a escolha seja realizada com o envolvimento de todos os professores.

53.Gestionar junto ao Ministério da Educação a revisão dos critérios estabelecidos para a distribuição do livro didático de maneira que seja superada a falta de livros para os alunos, fato que se repete anualmente.

54.Já no primeiro ano de vigência deste Plano, criar espaços de discussão sobre os temas que envolvem o Ensino Fundamental, dinamizando a articulação dos profissionais deste segmento.

55.Garantir ampliação e atualização do acervo bibliográfico das escolas anualmente durante a Década da Educação do PME, de modo a atender as necessidades dos professores e alunos.

56.Após a aprovação do PME, em um ano, buscar recursos junto ao Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) para introduzir e ampliar a inclusão digital do professor e dos alunos em parceria com a União.

57.Após a aprovação desta Lei, aperfeiçoar e criar novos canais de comunicação entre escola e sociedade para se discutir as expectativas e necessidades da comunidade em relação à escola pública.

58.Com a vigência desta Lei, promover debates e reflexões, fóruns, seminários, em parceria com igrejas, ONGS, associações, escolas de pais, no sentido de assegurar o compromisso da comunidade em geral com o processo educacional com os ideais de confiança, respeito, solidariedade.

59.Estimular e criar parcerias com as Universidades para a concessão de créditos curriculares aos estudantes de educação superior e de cursos de formação de professores em nível médio, que participarem de programas de Educaçao de Jovens e Adultos

60.Exigir a experiência e preferencialmente a formação na área de secretariado e/ou administração, para os cargos de assistente administrativo da Secretaria Municipal da Educação, de acordo com o Plano de Cargos e Vencimentos.

61.Organizar uma central do sistema administrativo das Unidades de Educação Infantil, na SMED e criar, a médio e longo prazo, a função administrativa nos respectivos estabelecimentos.

62.Garantir a divulgação e o acompanhamento das propostas do Plano Municipal de Educação, inclusive na mídia, a partir do primeiro ano de vigência.

63. A partir da Implantação do Plano Municipal de Educação fortalecer a concepção de comunidade de aprendizagem principalmente em relação à Educação Especial, estendendo a formação aos demais profissionais envolvidos na escola e à família.

64.Estabelecer em parcerias com as Universidades locais o desenvolvimento de campanhas educativas sobre o tema da inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais.

65.Estudar a partir da implantação do Plano, sistemática de implementação das classes especiais, principalmente nas de condutas típicas.

66.A partir da implantação do Plano, que o Sistema Municipal de Ensino normatize sobre os estágios remunerados na Rede Municipal de Ensino.

67.A partir da Implantação deste Plano, estudar a possibilidade de parcerias com Associações de Moradores, Sindicato Rural, Associação Rural, Universidades para transporte de alunos universitários oriundos da Zona Rural, visando à permanência do jovem no campo.

68.Assegurar e garantir a merenda escolar, dinamizando o Programa através de estudos para atendimento às especificidades das escolas.

69.Assegurar, a partir da implantação do Plano, Intérprete da Língua de Sinais – Libras- atuando na Prefeitura Municipal, com disponibilidade para interpretar e traduzir em diferentes âmbitos sociais.

70.Estudar a viabilidade de ampliar gradativamente o Ensino Fundamental para nove anos, nos termos da legislação e das normas do Conselho Nacional de Educação e do Sistema Municipal de Ensino de Toledo.

71.Estabelecer a partir do primeiro ano do Plano, estudos para acompanhamento e avaliação do transporte escolar, e utilização destes estudos como fontes para educação para o trânsito e formação dos motoristas.

EDUCAÇÃO INFANTIL

A Educação Infantil, sendo a primeira etapa da Educação Básica, no Município de Toledo é ofertada em Creches e entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade, e em Pré-escolas, crianças de quatro a seis anos.

1.Assegurar práticas de educação e cuidado que possibilitem o desenvolvimento integral da criança, entendendo que ela é um ser completo, total e indivisível.

2.Assegurar complementação à ação da família, articulando, na Educação Infantil, as funções de educar e cuidar.

3.A partir da vigência deste Plano, proporcionar condições de adoção, execução, avaliação e aperfeiçoamento das Diretrizes Curriculares da Educação Infantil.

4.Com a aprovação desta Lei, ampliar a oferta de Educação Infantil no Município de Toledo, de forma a atender, em quatro anos, a 80% da população de 0 a 6 anos e até o final da década da vigência deste Plano, alcançar a meta de 100% deste atendimento.

5.Assegurar a criação de Conselhos Escolares e/ou outras formas de participação da comunidade escolar, visando a melhoria de funcionamento nas Instituições de Educação Infantil, ao enriquecimento das oportunidades educativas e dos recursos pedagógicos, bem como à gestão democrática das Unidades de Educação Infantil.

6.Implantar, no primeiro ano após a aprovação deste Plano, parcerias das Escolas e Unidades de Educação Infantil públicas e privadas, com empresas e outros segmentos da sociedade, visando à realização de projetos para o enriquecimento curricular e articulação escola/família.

7.Gestionar junto ao Sistema Municipal de Ensino, a contar da aprovação deste Plano, a normatização em relação aos padrões mínimos de infra-estrutura para o funcionamento adequado das Instituições de Educação Infantil (Creches e Pré-escolas) públicas e privadas, que assegurem o atendimento às características das distintas faixas etárias e das necessidades do processo educativo.

8.A partir do primeiro ano de vigência deste plano, somente conceder Alvará para construção e funcionamento de instituições de Educação Infantil, públicas ou privadas, que atendam aos requisitos de infra-estrutura definidos em lei específica e às normas do Sistema Municipal de Ensino.

9.Garantir que no prazo de três anos da aprovação deste Plano, os atuais prédios de Educação Infantil atendam aos padrões mínimos de infra-estrutura estabelecidos pela legislação e normasdo Município.

10.Ampliar a oferta de vagas na Educação Infantil, através da construção de creches e salas de aula nos bairros e Distritos do Município, conforme a necessidade.

11.Realizar, a contar do início deste Plano, estudos sobre as reais necessidades do custo-benefício do aluno na Educação Infantil para que haja adequada aplicação dos recursos.

12.Estabelecer, via Sistema Municipal de Ensino, a contar do início deste Plano, parâmetros de qualidade dos serviços de Educação Infantil, como referência para a supervisão, o controle e a avaliação, e como instrumento para a adoção de medidas de melhoria da qualidade nas instituições municipais e privadas que ofertam esta modalidade de educação.

13.Garantir, a partir da vigência desta Lei, que todas as escolas e instituições de Educação Infantil do Município elaborem e/ou implementem suas propostas pedagógicas, com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais, nas normas Municipais e nos Referenciais Curriculares Nacionais.

14.Assegurar que todas as escolas e instituições de Educação Infantil do Município de Toledo reformulem continuamente seus projetos pedagógicos, com a participação coletiva dos profissionais de educação neles envolvidos e de toda comunidade escolar.

15.Assegurar, para a Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino, o fornecimento de materiais pedagógicos adequados às faixas etárias e às necessidades do trabalho educacional, de forma que, a partir da aprovação deste Plano, sejam atendidos os padrões mínimos de infra-estrutura.

16.Com a aprovação desta Lei, garantir, às instituições públicas atendimento especializado às crianças com dificuldades de aprendizagem, com atraso no desenvolvimento infantil e ou com necessidades especiais, nos termos das Normas do Sistema Municipal de Ensino.

17.Com a aprovação do PME, em dois anos, promover convênios/ parcerias com editoras e clubes de serviços para a implementação das bibliotecas do aluno e do professor nas Instituições públicas e privadas.

18.Assegurar a realização de viagens de estudo aos profissionais das instituições de Educação Infantil públicas.

19.Manter a alimentação escolar para as crianças atendidas na Educação Infantil, nos estabelecimentos públicos e conveniados, com o devido acompanhamento nutricional através da colaboração financeira da União, do Estado e Município.

20.Assegurar a manutenção dos projetos e programas que são oferecidos á Pré-Escola, ampliando-os também para as Unidades de Educação Infantil.

21.Após a aprovação do PME, garantir em calendário a manutenção de hora- atividade e do Conselho de Classe.

22.Com a aprovação desta Lei, garantir que a avaliação na Educação Infantil tenha característica diagnóstica e de acompanhamento do processo contínuo, que objetivo de analisar a forma como a criança elabora o seu conhecimento.

23.Garantir que, no prazo de dois anos a partir da implantação deste Plano, a direção da instituição de Educação Infantil seja exercida por profissional de formação em Pedagogia, ou em licenciatura de Curso de Normal Superior, ou ainda, em qualquer licenciatura, com curso de pós-graduação em Educação Infantil, nos termos da legislação do Sistema Municipal de Ensino.

24.Garantir que o docente da Educação Infantil seja formado em licenciatura plena em Pedagogia ou Normal Superior, com habilitação específica para Educação Infantil, admitida como formação mínima a oferecida em nível médio, modalidade Normal.

25.Estabelecer, a partir da vigência deste Plano, que em dois anos o Sistema Municipal de Ensino de Toledo implemente normas explicitando as exigências à qualificação para a direção e a docência nas instituições de Educação Infantil.

26.Estabelecer estudos a partir da implantação deste Plano para viabilizar eleições para Direção das Unidades de Educação Infantil Municipais - modalidade Creche, democratizando a gestão das Unidades.

27.Promover estudos, a partir da implantação deste Plano, junto aos setores competentes para analisar a viabilidade de reenquadramento dos Assistentes em Desenvolvimento Social e dos Auxiliares em Desenvolvimento Social para o Quadro Próprio do Magistério, desde que possuam a formação exigida.

28.Assegurar que os professores de Educação Infantil na modalidade Pré-Escola sejam do Quadro Próprio do Magistério.

29.Garantir programa de formação continuada aos profissionais que atuam na Educação Infantil, estabelecendo, à medida do possível, parcerias com as instituições públicas e privadas.

30.Com a aprovação desta Lei, estabelecer normas que visam à implementação da proposta pedagógica da Educação Infantil.

31.Assegurar, a partir da implantação deste Plano, que além de outros recursos municipais, os 10% dos recursos de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino não vinculados ao FUNDEF, sejam aplicados prioritariamente na Educação Infantil.

32.Manter e implementar, após o primeiro ano de vigência deste Plano, eventos para divulgação, socialização, interação, troca de experiências e de estudos da Educação Infantil.

33.Com a aprovação desta Lei, estimular a criação de Creches e Pré-Escolas em parceria com empresas, nos termos da legislação e em articulação com o Ministério Público.

34.Implementar, já no primeiro ano de vigência do PME, na proposta Pedagógica da Educação Infantil a viabilização de programas ou projetos como musicalização, artes, recreação, educação ambiental, educação alimentar, língua estrangeira, entre outros.

35.Estudar a possibilidade de se estabelecer convênios entre o Poder Público e escolas privadas para ampliação da oferta de vagas para Educação Infantil a partir da implantação do PME.

36.Estudar a possibilidade de se estabelecer parcerias entre as escolas privadas e o Poder Público Municipal para integração destas em programas de viagens de estudo para alunos de Educação Infantil, a partir da aprovação do PME.

ENSINO FUNDAMENTAL

1.Estabelecer, através do Sistema Municipal de Ensino, no primeiro ano de vigência do PME, critérios de qualidade para a rede municipal como forma de acompanhamento das diretrizes e metas estabelecidas e qualificação da proposta pedagógica no Ensino Fundamental.

2.Após a aprovação deste Plano, realizar estudos investigativos no Ensino Fundamental, em conjunto SMED e escolas, através do estabelecimento de cronogramas de estudo e da busca de apoio institucional especializado, sobre as questões intervenientes na aprendizagem, visando elevar o nível da qualidade do ensino.

3.Realizar estudos no primeiro ano de vigência deste Plano para estabelecer um sistema de avaliação, no Ensino Fundamental, coerente com a nossa realidade e que garanta a necessária articulação entre o ensinar e o aprender.

4.Assegurar a continuidade do Programa de Avaliação do Rendimento Escolar do Município de Toledo, desenvolvendo sistemas de informação e avaliação institucional para acompanhar o processo de ensino e aprendizagem, definindo ações para melhoria da qualidade do Ensino Fundamental.

5.Assegurar o transporte escolar de forma a garantir o acesso à escola, dos alunos da zona rural e demais localidades de difícil acesso.

6.Assegurar o atendimento às especificidades e às diversidades culturais através do currículo escolar, que contemple projetos pedagógicos e alternativas inovadoras, estimulando uma educação democrática com inclusão social.

7.Assegurar a unidade pedagógica, da rede municipal, através da manutenção da Base Nacional Comum e do atendimento às especificidades locais, através da manutenção da parte diversificada na matriz curricular do Ensino Fundamental.

8.Assegurar que o currículo escolar, através de uma prática docente articulada e consistente, possa instrumentalizar os educandos com os conhecimentos básicos necessários a fim de que estes construam competências que atendam as exigências do mundo moderno.

9.Assegurar que a proposta pedagógica possibilite o desenvolvimento de práticas e conhecimentos que propiciem a formação para a solidariedade e a tolerância, para a vida em sociedade.

10.Investigar através da formação de grupos de estudo nas escolas municipais, em conjunto com a SMED, universidades e outros órgãos, questões pertinentes ao contexto educacional, visando melhor compreensão e indicação de possíveis ações para o Ensino Fundamental.

11.Promover, durante a Década da Educação do PME, a articulação escola/família, através da manutenção dos Fóruns Permanentes de Educação e Família nas escolas do Município como espaço de discussão, reflexão e diálogo sobre as questões relativas à aprendizagem, educação e contexto escolar do Ensino Fundamental.

12.Garantir assessoramento pedagógico por parte da SMED aos professores das séries iniciais do Ensino Fundamental da Rede Pública Municipal, para a implementação de sua proposta pedagógica.

13.Garantir atendimento especializado através de equipe multiprofissionall para os alunos da Rede Municipal de Ensino nas especificidades da aprendizagem, orientação aos professores e atendimento às famílias.

14.Assegurar nas escolas, preferencialmente em contra-turno, atendimento aos alunos do Ensino Fundamental, com dificuldades de aprendizagem.

15.Assegurar a produção de materiais complementares para apoio didático-pedagógico aos professores de 1ª à 4ª séries, através da equipe pedagógica da SMED.

16.Garantir e reorganizar a hora-atividade semanal dos professores de 1ª à 4ª séries destinadas ao planejamento, correção de atividades dos alunos, reflexão sobre os conteúdos curriculares, projetos e propostas metodológicas, troca de experiências entre os professores e reuniões pedagógicas.

17.A partir da vigência deste Plano, realizar estudos tendo em vista a possibilidade de ampliação da hora-atividade semanal dos professores da rede municipal.

18.Com a aprovação deste Plano, ao reestruturar as propostas pedagógicas, as respectivas escolas devem contemplar as potencialidades rurais e a valorização de cada comunidade.

19.Assegurar o programa de Educação Ambiental na proposta curricular como prática educativa integrada, contínua e permanente.

20.Assegurar e implementar os Programas Cidadão Ambiental e Conhecendo Toledo, desenvolvidos pela SMED para o Ensino Fundamental.

21.Com a aprovação do PME, ampliar gradativamente o atendimento em tempo integral, através de parceria com os diferentes órgãos do serviço municipal, otimizando os espaços físicos existentes e articulando a realização de atividades nas próprias escolas.

22.Garantir o funcionamento dos laboratórios de informática em todas as escolas da rede municipal de ensino, com implementação contínua, adequando-os aos avanços tecnológicos.

23.Assegurar em calendário escolar, atividades esportivas, recreativas e culturais, reuniões pedagógicas e reuniões bimestrais com pais, visando o pleno desenvolvimento do educando, de acordo com as normas do Sistema Municipal de Ensino.

24.Assegurar programa de prevenção às drogas e de valorização da vida na proposta pedagógica, buscando parcerias para implementação deste programa.

25.Definir, no primeiro ano de vigência desta Lei, políticas públicas de inclusão no ensino regular, para alunos portadores de necessidades educativas especiais.

26.Assegurar em calendário escolar o momento para o Conselho de Classe, nos termos da legislação do Sistema Municipal de Ensino.

27.Promover, a partir do primeiro ano de implantação do Plano, estudo sobre a sistemática de realização do Conselho de Classe nos estabelecimentos de ensino, visando corrigir possíveis distorções,implementando esta ação em consonância com as normas do Sistema Municipal de Ensino

28.Assegurar a docência da disciplina de Educação Física por professor com formação específica na área, dentro das Normas do Sistema Municipal de Ensino.

29.Assegurar e ampliar o programa de musicalização nas escolas da Rede Municipal de Ensino.

30.Garantir a manutenção e a ampliação do ensino da língua estrangeira no currículo das escolas da Rede Municipal de Ensino.

31.Garantir, durante a Década da Educação do PME, que a proposta pedagógica possibilite o desenvolvimento ao senso de responsabilidade e de compromisso com a vida, através do desenvolvimento dos conteúdos dos temas transversais.

32.Logo após a aprovação deste Plano, realizar estudos sobre a necessidade da implantação de uma alimentação adicional para alunos carentes, além da merenda já ofertada diariamente.

33.Garantir, com a colaboração da União, merenda escolar de qualidade (produtos “in natura” – frutas e hortaliças da época) e em porções suficientes a garantir um mínimo calórico diário às crianças em idade escolar.

34.Incentivar, durante a Década da Educação do PME, o cultivo da horta escolar por projetos específicos objetivando a melhoria da alimentação e a qualidade de vida das crianças, reduzindo assim o consumo de produtos industrializados.

35.A partir da aprovação deste Plano, prever a redução do número de alunos por sala de aula, considerando a capacidade física das escolas, recursos humanos e financeiros.

36.Com a aprovação deste Plano, garantir que todos os professores que atuam como regentes de classe, sejam concursados, dentro das normas do Sistema Municipal de Esnino.

37.Apoiar a manutenção do Programa Nacional do Livro Didático, criado pelo MEC, assegurando que sua escolha seja realizada com o envolvimento de todos os professores do Ensino Fundamental.

38.Gestionar junto ao Ministério da Educação a revisão dos critérios estabelecidos para a distribuição do livro didático, de maneira que seja superada a falta de livros para os alunos, fato que se repete anualmente.

39.Já no primeiro ano de vigência deste Plano, criar espaços para discussão de temas que envolvem o Ensino Fundamental, dinamizando a articulação dos profissionais deste segmento.

40.Garantir a continuidade das atividades e programas da SMED que visem o incentivo à leitura dos alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental.

41.Garantir para que haja a ampliação e atualização anual do acervo bibliográfico das escolas durante a Década da Educação do PME, de modo a atender as necessidades dos professores e alunos do Ensino Fundamental.

42.Buscar recursos junto ao Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) para introduzir e ampliar a inclusão digital do professor e dos alunos do Ensino Fundamental em parceria com a União, a partir do primeiro ano após a aprovação do PME.

43.Após a aprovação desta Lei, aperfeiçoar e criar novos canais de comunicação entre escola e sociedade para se discutir as expectativas e necessidades da comunidade em relação à escola pública.

44.Com a vigência desta Lei, promover debates, reflexões, fóruns e seminários, em parceria com igrejas, ONGS, associações, escolas de pais, no sentido de assegurar o compromisso com a aprendizagem, com a erradicação do analfabetismo, dos princípios e ideais de confiança, respeito, solidariedade e ética.

45.Assegurar e implementar ações cívico-culturais e recreativas realizadas pela SMED em conjunto com as escolas, entidades e clubes de serviços, visando à interação e ao pleno desenvolvimento do educando.

46. Estudar a proposição de um currículo para escolas da Zona Rural contemplando a valorização da vida no campo e a devida capacitação dos profissionais daquelas escolas para efetivação do currículo proposto, a partir da implantação deste Plano.

47.Estudar a possibilidade de se estabelecer parcerias entre a Rede Privada e o Poder Público para produção de material didático- pedagógico para os professores de 1ª à 4ª série da Rede Privada, a partir da implantação deste Plano.

48.Estudar a possibilidade de se instituir parcerias entre as escolas privadas com a SMED para sua integração nos programas Cidadão Ambiental e Conhecendo Toledo.

ENSINO MÉDIO

1.Articular junto aos órgãos competentes o reordenamento, a partir do primeiro ano deste Plano, da rede de escolas públicas que contemple ocupação racional dos estabelecimentos de ensino estaduais e municipais, com o objetivo, entre outros, de facilitar a delimitação de instalações físicas próprias para o Ensino Médio separadas, pelo menos, das quatro primeiras séries do Ensino Fundamental e da Educação Infantil.

2.Gestionar, junto ao Governo do Estado, a expansão gradual do número de escolas públicas de Ensino Médio de acordo com as necessidades de infra-estrutura identificadas ao longo do processo de reordenamento da rede física atual, visando, no prazo de dois anos, a contar da implantação deste Plano, o atendimento da totalidade dos egressos de Ensino Fundamental e a inclusão dos alunos com defasagem de idade e dos que possuem necessidades especiais de aprendizagem.

3.Apoiar políticas que visem melhorar o aproveitamento dos alunos do Ensino Médio, de forma a atingir níveis satisfatórios de desempenho definidos e avaliados pelo Sistema Nacional de Avaliação Básica (SAEB), pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e pelos sistemas de avaliação que venham a ser implantados no Estado.*

4.Apoiar a política do Estado do Paraná, quanto ao estabelecimento dos padrões mínimos de infra-estrutura para o Ensino Médio, compatíveis com a realidade local, observando os padrões de infra-estrutura que serão estabelecidos pela Secretaria Estadual de Educação e pelo SME** após a implantação do Plano.

5.Apoiar a criação de mecanismos, como conselhos ou equivalentes, para incentivar a participação da comunidade na gestão, manutenção e melhoria das condições de funcionamento das escolas públicas.**

6.Apoiar as políticas do Estado do Paraná que assegurem a autonomia das escolas, tanto no que diz respeito ao projeto pedagógico, como em termos de gerência de recursos mínimos para a manutenção do cotidiano escolar.**

7.Gestionar, junto ao Estado do Paraná, medidas para ampliar a oferta diurna e manter a oferta noturna paa o Ensino Médio, suficiente para garantir o atendimento dos alunos que trabalham.**

8.Apoiar e incentivar as organizações estudantis, como espaço de participação e exercício da cidadania.

9.Apoiar a iniciativa do Estado do Paraná, no que trata da educação ambiental, para que esta seja desenvolvida como prática educativa integrada, contínua e permanente, em conformidade com as diretrizes educacionais.

10.Apoiar iniciativas das escolas públicas e privadas para modernização e atualização dos laboratórios tecnológicos e implementação da formação do quadro docente.

11.Apoiar iniciativas das escolas públicas e privadas quanto à dimanização do trabalho voluntariado na comunidade educativa, principalmente entre os educandos.

12.Apoiar iniciativas das escolas públicas e privadas para implantação de laboratório ecológico.

13.Observar, no que diz respeito ao Ensino Médio, as metas estabelecidas nos capítulos referentes à Formação de Professores e Educação a Distância.

(*) O cumprimento deste Objetivo/Meta depende das políticas educacionais da União.
(**) O cumprimento deste Objetivo/Meta depende das políticas educacionais do Estado.

EDUCAÇÃO SUPERIOR

1.Apoiar a política de incentivo à expansão da Educação Superior Pública, prevendo a diminuição das desigualdades de oferta existente nesta região do Estado.

2.Apoiar os órgãos competentes para criação de sistemas interativos de educação a distância, utilizando-os, inclusive, para ampliar as possibilidades de atendimento aos cursos presenciais, regulares e de educação continuada.*

3.Apoiar iniciativas da União no que trata da institucionalização de um amplo e diversificado sistema de avaliação interna e externa que englobe os setores público e privado, para promover a melhoria da qualidade do ensino, da pesquisa, da extensão e da gestão acadêmica.*

4.Apoiar as políticas de diversificação do sistema superior de ensino, favorecendo e valorizando estabelecimentos não-universitários que ofereçam ensino de qualidade e que atendam clientela com demandas específicas para formação tecnológica, de profissionais liberais e das novas profissões, para exercício do magistério e de formação geral.

5.Gestionar, junto às Instituições de Ensino Superior do Município, para estabelecimento de diretrizes curriculares que assegurem a necessária flexibilidade e diversidade nos programas de estudos oferecidos pelas diferentes instituições de educação superior, para melhor atender às necessidades de suas diferentes clientelas e às peculiaridades regionais.

6.Apoiar políticas educacionais que visem à inclusão nas diretrizes curriculares dos cursos de formação de docentes, temas relacionados às problemáticas tratadas nos temas transversais, no que se refere a abordagem às questões de gênero, educação sexual, ética (justiça, diálogo, respeito mútuo, solidariedade e tolerância), pluralidade cultural, meio ambiente, saúde e temas locais.

7.Estimular a diversificação da oferta de Educação Superior, incentivando a criação de cursos noturnos com propostas inovadoras, de cursos seqüenciais e de cursos modulares, permitindo maior flexibilidade na formação e ampliação da oferta do ensino.*

8.Estimular a consolidação e o desenvolvimento da pós-graduação, lato e stricto sensu, e da pesquisa nas universidades locais, aumentando, durante a vigência deste Plano, o número de pesquisadores qualificados, definindo mecanismos de divulgação e socialização dos resultados das pesquisas junto à comunidade e estabelecimentos de ensino do Município.*

9.Incentivar a ampliação da oferta de cursos de pós graduação stricto sensu, especialmente na área de educação.*

10.Incentivar a generalização da prática da pesquisa como elemento integrante e modernizador dos processos de ensino-aprendizagem em toda a educação superior, com a participação de alunos, contribuindo para o desenvolvimento educacional e sócio-econômico do Município.

11.Gestionar, junto às instituições de educação superior, a oferta de cursos de extensão, para atender as necessidades da educação continuada de adultos, com ou sem formação superior, na perspectiva de integrar o necessário esforço nacional de resgate da dívida social e educacional.

12.Apoiar a criação de conselhos com a participação da comunidade e de entidades da sociedade civil organizada, para acompanhamento e controle social das atividades universitárias, com o objetivo de assegurar o retorno à sociedade dos resultados das pesquisas, do ensino e da extensão.

13.Estimular, as instituições de educação superior a constituírem programas especiais de titulação e capacitação de docentes, ampliando a oferta da pós-graduação no Município.**

14.Estimular a inclusão de representantes da sociedade civil organizada nos Conselhos Universitários.*

15.Estimular as instituições de ensino superior a identificar, na Educação Básica, estudantes com altas habilidades intelectuais, com vistas a oferecer bolsas de estudo e apoio ao prosseguimento dos seus estudos, estimulando o desenvolvimento das suas potencialidades.*

16.Estimular a adoção, pelas instituições de ensino superior do Município, de programas de assistência estudantil, tais como bolsa-trabalho ou outros destinados a apoiar os estudantes carentes que demonstrem bom desempenho acadêmico.*

17.Estabelecer parcerias com o serviço público municipal e escolas privadas para possibilitar estágios e o desenvolvimento de projetos inovadores e de pesquisas em relação aos cursos em desenvolvimento e o próprio potencial do Município.

(*) A iniciativa para o cumprimento deste Objetivo/Meta depende dos programas da União.

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Conforme a Constituição Federal, a Educação de Jovens e Adultos é dever do Estado e compromisso das políticas públicas, sendo por isso reconhecida como instrumento de emancipação humana e social e de construção da cidadania. Portanto, para assegurar o direito de toda a população à educação pública de qualidade em todos os níveis, o Município de Toledo, a partir da vigência deste Plano, irá:

1.Estabelecer, a partir da aprovação do PME, programas visando à alfabetização de jovens e adultos, até o final da década.

2.Assegurar, em parceria com o Governo Federal e Estadual, a oferta da Educaçao de Jovens e Adultos para o 1º e o 2º segmentos do Ensino Fundamental da Educação de Jovens e Adultos, bem como a oferta do Ensino Médio supletivo a todos que a eles não tiveram acesso na idade própria.

3.Garantir a continuidade do Programa Municipal em parceria com o Estado do Paraná, assegurando que as escolas públicas de Ensino Fundamental e Médio localizadas em áreas caracterizadas por analfabetismo e de baixa escolaridade, ofereçam programas de alfabetização, de ensino e de exames para jovens e adultos, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais.

4.Estabelecer programa municipal de fornecimento de material didático-pedagógico, adequado à clientela, para os cursos em nível de Ensino Fundamental para jovens e adultos - 1º segmento, de forma a incentivar o ingresso e garantir a permanência dos alunos na escola.

5.Gestionar o financiamento e a obtenção de incentivos fiscais junto a União e ao Estado, para aquisição, produção e divulgação de material didático e bibliográfico, como estratégia complementar de acesso ao conhecimento, bem como prever no orçamento municipal, formas de financiamento da Educação de Jovens e Adultos, do 1º segmento.

6.Realizar, anualmente, levantamento, avaliação e divulgação de experiências em alfabetização de jovens e adultos, que constituam referência para os agentes integrados ao esforço municipal de erradicação do analfabetismo, em parceria com todas as instituições envolvidas na modalidade.

7.Assegurar parcerias entre o Sistema Municipal de Ensino e o Sistema Estadual de Ensino, para manter programas de formação de educadores de jovens e adultos, capacitando-os para atuar de acordo com o perfil da clientela, e habilitados, no mínimo, com curso Normal em nível médio, para atuação na alfabetização e no Ensino Fundamental, 1º segmento, de forma a atender a demanda de órgãos públicos e privados envolvidos no esforço de erradicação do analfabetismo.

8.Fazer um mapeamento, por meio de Censo Educacional, através de parceiras entre Estado e Município, nos termos do Art. 5º, § 1º da LDB, da população que não teve acesso ao ensino regular, por bairro ou distrito, nas residências e/ou nos locais de trabalho, visando localizar e induzir a demanda, para programar a oferta de Educaçao de Jovens e Adultos para essa população.

9.Assegurar que o Censo Educacional seja realizado a cada cinco anos, devendo o 1º ser executado no primeiro ano após a aprovação do Plano Municipal de Educação.

10.Estabelecer políticas que facilitem parcerias para o aproveitamento dos espaços ociosos existentes na comunidade, bem como o efetivo aproveitamento do potencial de trabalho comunitário das entidades da sociedade civil, para a Educação de Jovens e Adultos.

11.Reestruturar e fortalecer, na Secretaria Municipal de Educação, setor próprio incumbido de promover a Educação de Jovens e adultos.

12.Estimular e criar parcerias com as Universidades locais, para estimular os acadêmicos dos cursos de licenciatura a participarem em programas de EJA para erradicação do analfabetismo, através da concessão de créditos curriculares, como também para os alunos dos cursos de formação de professores em nível médio.

13.Associar ao Ensino Fundamental para jovens e adultos a oferta de cursos básicos de formação profissional, em parceria com os órgãos competentes, a partir do 2º ano de aprovação do Plano.

14.Gestionar, junto ao Estado do Paraná, a ampliação da capacidade de atendimento dos cursos em nível médio para jovens e adultos.

15.Assegurar a continuidade, na casa de detenção local e nos estabelecimentos que atendam adolescentes e jovens infratores, de programas de Educaçao de Jovens e Adultos em nível fundamental e médio, assim como de formação profissional, em parceria com o Estado.

16.Incentivar as instituições de Educação Superior a oferecerem cursos de extensão para prover as necessidades de educação continuada de adultos, tenham ou não formação de nível superior.

17.A partir da aprovação do PME, estimular as universidades e organizações não-governamentais a oferecer cursos dirigidos à terceira idade, durante a Década do Plano Municipal de Educação.

18.Com a aprovação desta Lei, articular as políticas de Educação de Jovens e Adultos com as de proteção contra o desemprego e de geração de empregos, em parceria com a ACIT e as empresas, garantindo a flexibilização de horários para o aperfeiçoamento.

19.Após a aprovação do PME, incentivar nas empresas públicas e privadas, a criação de programas permanentes de Educaçao de Jovens e Adultos para os seus trabalhadores, e de condições para a recepção de programas de teleducação.

20.Após a aprovação do Plano Municipal de Educação, articular as políticas de Educaçao de Jovens e Adultos com as culturais, de sorte que sua clientela seja beneficiária de ações que permitam ampliar seus horizontes culturais.

21.Estimular o acesso do aluno jovem e adulto a outros níveis ou modalidades do ensino básico ou profissionalizante, assim como outras oportunidades de desenvolvimento cultural.

22.Garantir às pessoas portadoras de necessidades especiais o acesso e permanência às etapas da Educação de Jovens e Adultos.

23.Garantir que nos locais onde a Educação de Jovens e Adultos funciona à noite, haja disponibilidade de pessoas para fazer a segurança do local, garantindo a integridade física das pessoas que estão envolvidas no processo de ensinar e aprender.

24.Garantir que os critérios de avaliação e promoção dos alunos da Educação de Jovens e Adultos - I segmento - sejam estabelecidos pelo Sistema Municipal de Ensino em parceria com as escolas que oferecem a modalidade.

25.Garantir que os profissionais da Educação de Jovens e Adultos, que atuam nos vários programas das instituições não governamentais, tenham habilitação na área de educação, nos termos da Legislação Educacional, e treinamento por parte da SMED para assumir as salas de aula.

26.A partir do primeiro ano de vigência deste Plano, realimentar a proposta curricular estabelecida para a Educação de Jovens e Adultos do I segmento.

27.Garantir o acesso dos professores e alunos da Educação de Jovens e Adultos, no período noturno, às dependências da escola que se fizerem necessárias ao pleno desenvolvimento do trabalho, bem como a garantia de uso dos materiais pedagógicos e equipamentos disponíveis.

28.Observar no que diz respeito à Educação de Jovens e Adultos, as metas estabelecidas para o Ensino Fundamental, formação de professores, Educação Especial, financiamento e gestão, educação tecnológica e formação profissional.

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS

1.Cumprir, no que couber, no âmbito do Município, a legislação vigente sobre a área do ensino a distância e uso das tecnologias educacionais.

2.Prever, a partir da vigência deste Plano, a ampliação da oferta de programas de formação a distância para a Educação de Jovens e Adultos, em parceria com instituições credenciadas e conveniadas, Ensino Fundamental e para o atendimento da população rural, usando a capacidade e o potencial dos canais radiofônicos.*

3.Promover, a partir da aprovação deste PME, parcerias com instituições de Educação Superior credenciadas para oferta de programas de Ensino à Distância, para ampliação da oferta da educação e da formação a distância, em nível superior, para todas as áreas profissionais.**

4.Durante a Década do PME, buscar parcerias junto à União e Universidades locais, para a capacitação de professores da Rede Municipal de Ensino e Rede Privada para a utilização plena da TV Escola e de outras redes de programação educacional.

5.Capacitar, até o final do ano de 2005, os professores multiplicadores designados a trabalhar nos Laboratórios de Informática e responsáveis pela capacitação dos demais professores da Rede Municipal de Ensino.

6.Viabilizar condições para que os professores multiplicadores capacitem em dois anos, a partir da aprovação deste Plano, os professores atuantes na Rede Municipal de Ensino.

7.Com a aprovação deste Plano, garantir processo de educação continuada dentro da sua respectiva área de formação, para os professores que atuam no Laboratório de Informática dos estabelecimentos Municipais de Ensino.

8.Estabelecer, já no primeiro ano de aprovação deste Plano, que nas escoals da Rede Municipal, as aulas de informática sejam planejadas, elaboradas e ministradas por professores efetivos, que possuam didática e amplo conhecimento pedagógico.

9.Com a aprovação deste Plano, estabelecer que, nas escolas municipais que possuem quantidade de computadores suficientes para atender uma turma, o professor regente esteja presente para ministrar estas aulas.

10.Garantir, a partir do primeiro ano de vigência desta Lei, que todos os planejamentos das aulas do Laboratório de Informática sejam realizados de acordo com o planejamento do professor regente.

11.Disponibilizar na Secretaria Municipal de Educação, a partir do ano de 2005, estrutura adequada, composta por uma equipe especializada para atender a demanda referente ao suporte técnico e pedagógico na área de Informática Educacional.

12.Ampliar, gradualmente, os Laboratórios de Informática e o número de equipamentos das escolas municipais, para que, até o ano de 2008, todos os alunos possam ser atendidos para a execução da proposta pedagógica através dos recursos disponíveis nestes laboratórios.

13.Atualizar gradualmente os equipamentos dos Laboratórios de Informática das secretarias das escolas municipais e das unidades de Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino, afim de que os programas não se tornem obsoletos ou inutilizáveis.

14.Instalar, já no primeiro ano da vigência deste Plano, condicionadores de ar em todos os Laboratórios de Informática da Rede Municipal de Ensino.

15.Proporcionar, através da SMED, treinamento aos profissionais das UEIs para utilização adequada dos computadores e impressoras, logo após a implantação deste Plano.

16.A partir da vigência deste Plano, implementar a reformulação do Projeto Político Pedagógico das escolas, incluindo o Programa de Informática Aplicada à Educação.

17.Investir na aquisição de novas tecnologias na área de informática para todas as instituições educacionais da Rede Municipal de Ensino, durante a vigência deste Plano.

18.Com a aprovação desta Lei, prever no próximos concursos públicos para os cargos de professores, assistentes administrativos e atendentes das UEIs, conhecimento em informática.

19.Incentivar a educação continuada e a capacitação pessoal dos servidores da educação na área de informática educacional, mantendo a aceitação dessa educação continuada e capacitação para avanço no plano de cargos e salários.

20.Desenvolver um Sistema de Registro Escolar Municipal próprio, já no primeiro ano da vigência deste Plano, para substituir o SERE - Sistema Estadual de Registro Escolar em uso.

21.Incluir no Sistema de Registro Escolar Municipal os dados de cadastro de alunos das UEIs.

22.Viabilizar no prazo de dois anos, a partir do desenvolvimento do Sistema de Registro Escolar Municipal próprio, o acesso remoto, para a manutenção dos sistemas nas Escolas Municipais, ligando as secretarias das Escolas Municipais com um banco de dados único, centralizado na Prefeitura, possibilitando a geração de dados sempre atualizados com acesso às informações educacionais em tempo real.

23.Após a aprovação deste Plano, distribuir e orientar as matrículas nas escolas municipais pelo sistema de geo-processamento, possibilitando planejamento a curto e longo prazo da clientela escolar nos bairros e Distritos do Município, a partir do desenvolvimento do Sistema de Registro Escolar Municipal próprio.

24.Exigir experiência, e preferencialmente a formação em Curso de Secretariado e/ou Administração, para os cargos de Assistente Administrativo, da Secretaria Municipal da Educação, de acordo com o Plano de Cargos e Vencimentos.

25.Assegurar a capacitação oferecida pela Secretaria da Educação aos Secretários das escolas da Rede Municipal, responsáveis pela documentação escolar informatizada.

26.Organizar uma central do sistema administrativo das Unidades de Educação Infantil na SMED e criar a médio e longo prazo a função administrativa nos respectivos estabelecimentos.

27.Observar, no que diz respeito à Educação a Distância e às novas tecnologias educacionais, as metas pertinentes incluídas nos capítulos referentes à Educação Infantil, à Formação de Professores, à Educação de Jovens e Adultos e à Educação Especial.

EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA E FORMAÇÃO PROFISSIONAL

O Poder Público Municipal, acima de tudo, tem o compromisso de impulsionar o desenvolvimento humano, social, econômico e cultural do Município, prevendo cursos profissionalizantes em parceria com entidades públicas e privadas, de forma a estabelecer mecanismos para geração de empregos. As metas a seguir, após a aprovação do Plano Municipal de Educação, poderão direcionar as políticas socioeconômicas, apontando caminhos para transformar os princípios em realidade.

1.Realizar estudos, em parceria com a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo, Assistência Social, Administração e instituições afins, para identificar as áreas que necessitam de prioridade na formação profissional.

2.Integrar agentes públicos e privados, de ensino e pesquisa na proposição e execução de projetos, programas e ações auto-sustentáveis de formação profissional.

3.A partir da vigência deste Plano, em 02 anos, articular em parceria com agências governamentais e instituições privadas, um sistema integrado de informações, que orientem e viabilizem a política de formação profissional para satisfazer as necessidades de formação inicial e continuada do trabalhador e interesse da comunidade.

4.Gestionar, junto aos órgãos competentes, a permanente revisão e adequação às exigências de uma política de desenvolvimento municipal dos cursos básicos, técnicos e superiores da Educação Profissional, observando as necessidades do mundo do trabalho, em colaboração com empresários e trabalhadores nas próprias escolas e/ou instituições de educação profissional.

5.Mobilizar, articular e aumentar a capacidade da rede de instituições de Educação Profissional instalada em Toledo, de modo a expandir a oferta de cursos básicos destinados a atender à população que está sendo excluída do mundo do trabalho.

6.Incentivar, por meio de recursos públicos e privados, a produção de programas de Educação a Distância que ampliem as possibilidades de Educação Profissional permanente para toda a população economicamente ativa.*

7.Estabelecer junto às escolas profissionalizantes e em colaboração com a Secretaria Municipal da Agricultura e Sindicatos Rurais, patronal e de empregados, cursos básicos para agricultores, voltados para a melhoria do nível técnico das práticas agrícolas e da preservação ambiental, dentro da perspectiva do desenvolvimento auto-sustentável.

8.Estimular permanentemente o uso das estruturas públicas e privadas, para cursos regulares e para o treinamento e retreinamento de trabalhadores com vistas a inseri-los no mundo do trabalho com mais condições de competitividade e produtividade e igualdade de oportunidades, possibilitando a elevação de seu nível educacional, técnico e de sustentabilidade.

9.Priorizar investimentos para formação para o mundo do trabalho no Município de Toledo nas seguintes áreas:
Indústria metal mecânica;
Indústria do mobiliário;
Indústria de couros, peles e produtos similares;
Indústria do vestuário e tecidos;
Indústria de calçados;
Indústria de produtos alimentares;
Indústria agropecuária;
Comércio varejista;
Construção civil;
Serviços de alojamento;
Serviço de alimentação;
Prestação de serviços médicos, odontológicos e veterinários;
Cooperativas de produção;
Eletroeletrônica;
Automação
Meio Ambiente;
Refrigeração Industrial;
Gestão Industrial.

10.Estabelecer parcerias com a FUNTEC e a FUNET visando ao desenvolvimento tecnológico no Município.

11.Estudar, a partir da implantação deste Plano, a possibilidade de realização de pesquisas educacionais na área Municipal em parceria com a FUNTEC.

12.Estudar, a partir da implantação deste Plano, possibilidade de criação e implantação de laboratórios, em parceria com SMED e FUNTEC, para desenvolvimento de iniciação científica com alunos de Educação Infantil e Ensino Fundamental.

13.Organizar, em parceria com a FUNTEC, banco de dados que subsidie a área de formação tecnológica, indústria e comércio, educação, saúde e desenvolvimento sócio-econômico.

14.Apoiar as iniciativas das instituições que ofertam a modalidade de ensino para a formação profissional.

15.Estabelecer parceria com a Secretaria da Cultura para subsidiar formação profissional para as artes.

16.Estudar a viabilização de se utilizar o projeto de arte circense para cursos de formação profissional e expansão desta expressão artística na rede municipal de ensino.

17.Estimular a criação de novos cursos técnicos e tecnológicos, em nível médio e superior, para formação de profissionais na área da agropecuária, a partir do primeiro ano de vigência do Plano Municipal de Educação.

EDUCAÇÃO ESPECIAL

1.Manter o direito à matrícula para atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais nos programas de Educação Especial e nas classes comuns respeitando a Legislação.

2.Assegurar, para atuação na Classe Especial e Sala de Recursos, professores com habilitação na área.

3.Universalizar, em cinco anos, a partir da aprovação do Plano, como parte dos programas de formação continuada, a oferta para o professor do Ensino Fundamental e da Educação Infantil, cursos com subsídios teórico- didáticos para atendimento aos educandos com necessidades especiais.

4.Garantir a universalização, em cinco anos, da aplicação de testes de acuidade visual e auditiva em todas as instituições públicas de Educação Infantil e do Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série, e da Educação de Jovens e Adultos – 1º Segmento, em parceria com a área de saúde e com órgãos federais e estaduais, de forma a detectar problemas e oferecer apoio adequado às crianças e jovens com necessidades educacionais especiais.

5.Proceder avaliação contínua, identificando o desenvolvimento do aluno, a partir do primeiro ano de vigência deste Plano, de modo a implementar o trabalho nas Classes Especiais, salas de recursos e outras alternativas pedagógicas, dinamizando o processo de aprendizagem e estimulando a inserção do aluno nas classes comuns.

6.Tornar disponíveis, a partir do 3º ano da implantação deste Plano, livros didáticos falados, em Braile e em caracteres ampliados, para todos os alunos cegos e para os de visão sub-normal da Educação Infantil e Ensino Fundamental da rede municipal de ensino, e para os demais alunos em parceria com o Governo Estadual, Federal e instituições privadas, implementando as bibliotecas públicas com este material.

7.Assegurar flexibilização e adaptações curriculares, que consideram o significado prático e instrumental dos conteúdos básicos, metodologias de ensino e recursos didáticos diferenciados, e processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais.

8.Equipar, em até cinco anos, a partir da implantação deste Plano, as escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série, que atendam a educandos surdos, cegos e de visão sub-normal, com aparelhos de amplificação sonora e outros equipamentos que facilitem a aprendizagem.

9.Realizar convênios e/ ou parcerias com as Secretarias de Saúde, os institutos conveniados e serviços de reabilitação credenciados, para realização de consultas com médicos especialistas, exames necessários e atendimentos, garantindo os recursos ópticos prescritos, os aparelhos auditivos, as órteses e próteses entre outros.

10.A partir da vigência deste Plano, implantar em cinco anos, e universalizar em dez anos, em parceria com as instituições especializadas, o ensino da Língua Brasileira de Sinais para os alunos surdos, os ouvintes da rede municipal e seus familiares, mediante programa de formação de monitores.

11.Desenvolver junto aos alunos cegos e com visão reduzida, programa de incentivo à leitura, em conjunto com a Biblioteca Pública Municipal, o Núcleo de Apoio às Pessoas com Deficiência Visual e o Centro de Apoio Especializado ao Deficiente Visual, em dois anos a contar da aprovação deste Plano.

12.Desenvolver, a partir do primeiro ano de implantação do Plano, em conjunto com as áreas da saúde, campanhas de prevenção das deficiências, especialmente nas instituições educativas.

13.Ampliar, através das respectivas mantenedoras, a observância e o cumprimento dos padrões mínimos de infra-estrutura das escolas, conforme estabelecido nas normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e respectivo Sistema de Ensino, para o recebimento e permanência dos alunos com necessidades educacionais especiais, adaptando em cinco anos, a partir da implantação deste Plano, os estabelecimentos de ensino já existentes.

14.A partir da vigência deste Plano, somente autorizar a construção de prédios públicos ou privados, em conformidade com os fundamentos legais, que atendam as normas de acessibilidade da ABNT e do Sistema Municipal de Ensino.

15.Firmar em conjunto com as entidades especializadas em Educação Especial, parcerias e/ou convênios para estudo e aprofundamento das questões pertinentes à Educação Especial, visando melhor compreensão deste contexto pelos profissionais da área e pela escola como um todo.

16.Garantir, a partir da vigência deste Plano, transporte escolar com as adaptações necessárias aos alunos da Rede Municipal que apresentem dificuldades de locomoção.

17.Articular as ações de Educação Especial e estabelecer mecanismos de cooperação com a política de educação para o trabalho, em parceria com organizações governamentais e não-governamentais, para o desenvolvimento de programas de qualificação profissional para os alunos especiais, assegurando as adaptações curriculares necessárias, promovendo sua colocação no mercado de trabalho, a partir da implantação do Plano.

18.Gestionar junto aos Sistemas Estadual e Municipal de Ensino a definição de diretrizes e normas para a terminalidade específica para alunos com necessidades educacionais especiais, a partir da implantação do Plano.

19.Incentivar e propor às universidades públicas, habilitação especifica, em nível de licenciatura ou pós-graduação, para formar profissionais habilitados e especializados em Educação Especial, garantindo, a partir da implantação do Plano, a oferta de pelo menos um curso dessa natureza no Município ou na micrirregião, através de gestão junto à AMOP.

20.Incentivar, durante a Década da Educação do PME, a realização de estudos e pesquisas, acerca das necessidades educacionais especiais.

21.Manter banco de dados atualizado visando identificar o índice de atendimento, a manutenção e o desenvolvimento das atividades de Educação Especial.

22.Criar, no prazo de um ano a partir da implantação do Plano, um banco de dados que mantenha atualizado o censo sobre a população a ser atendida pela Educação Especial.

23.Implantar gradativamente, a partir do primeiro ano deste Plano, programas de atendimento aos alunos da Rede Municipal de Ensino com altas habilidades, conforme normas do Sistema Municipal de Ensino.

24.Estimular, junto às instituições educacionais públicas e privadas, a implantação gradativa, a partir da vigência deste Plano, de programas de atendimento aos alunos com altas habilidades.

25.Implementar, a partir do primeiro ano da implantação do Plano, a proposta pedagógica visando atender alunos portadores de altas habilidades e promovendo sua avaliação e progressão conforme a legislação vigente.

26.Apoiar pedagogicamente e financeiramente as instituições especializadas que atendem na área educacional pessoas portadoras de deficiência, impossibilitadas pelo seu acentuado grau de comprometimento de beneficiar-se da rede ou sistemas regulares de ensino, a partir da implantação do Plano.

27.Estabelecer em cinco anos, a partir da implantação deste Plano, programas para equipar as Escolas, Creches da Rede Municipal de Ensino, que atendam educandos com algum tipo de deficiência que necessitem de equipamentos que facilitem a aprendizagem, atendendo prioritariamente as classes especiais, salas de recursos e centros de atendimentos especializados, em parceria com o Estado e a União.

28.Garantir, em dois anos a partir da implantação do Plano, o atendimento com intérpretes de Libras a alunos surdos inclusos na Educação Infantil e no Ensino Fundamental da Rede Municipal.

29.Viabilizar, dentro de dois anos a partir da implantação deste Plano, através da respectiva mantenedora, os equipamentos de informática adaptados, como apoio à aprendizagem do educando com necessidades especiais, através de parceria com o Estado, a União e sociedade civil organizada.

30.Assegurar, a partir do primeiro ano de vigência deste Plano, que no Projeto Político Pedagógico das Escolas se defina claramente o processo de Inclusão Escolar, tendo como fundamento as Diretrizes Curriculares Nacionais, a legislação e as normas pertinentes, em todas as etapas e níveis e modalidades deensino de competência do Município.

31.Assegurar, a disponibilidade de recursos pedagógicos e financeiros, por parte de cada mantenedora, para a formação continuada de todos os profissionais da unidade escolar.

32.Criar, a partir do primeiro ano de vigência deste Plano, programa de apoio pedagógico especializado à escolarização para alunos com necessidades educacionais especiais que freqüentam Educação de Jovens e Adultos.

33.Incentivar a complementação das matrizes curriculares dos cursos superiores de graduação, incluindo conteúdos disciplinares referentes ao atendimento de educandos com necessidades especiais.

34.Assegurar, a partir da implantação deste Plano, normatização, por parte do Sistema Municipal de Ensino, para atendimento aos alunos inclusos no ensino regular e especial.

35.Assegurar, através do Plano de Cargos e Vencimentos e Valorização do Magistério da Rede Municipal de Ensino, aos profissionais que possuam formação especifica e que estejam atuando nos diversos programas de Educação Especial, a continuidade de sua formação e sua permanência nesta modalidade de ensino.

36.Assegurar o serviço de Avaliação Psicoeducacional no contexto escolar (pedagógica e psicológica) de alunos com características de superdotação e de alunos que apresentam dificuldades acentuadas de aprendizagem e de crianças que apresentam atraso no desenvolvimento infantil, através do encaminhamento para os profissionais da SMED.

37.Oportunizar, a partir da implantação do Plano, no Programa de Formação Continuada, suporte teórico para a realização de avaliação pedagógica, acompanhamento do processo escolar, identificando barreiras que estejam impedindo ou dificultando este processo em suas múltiplas dimensões.

38.Garantir, no prazo de dois anos, a partir da implantação do Plano, atendimento especializado e/ou apoio educacional aos alunos com necessidades especiais e/ou suporte pedagógico ao professor do ensino regular e especial.

39.Garantir que, em dois anos a partir da vigência deste Plano, que o Sistema Municipal de Ensino estabeleça as normas e as diretrizes para a Educação Especial inclusiva nas instituições vinculadas ao SME.

40.Estabelecer parcerias e/ou convênios, a partir do primeiro ano de implantação deste Plano, com Instituições de Educação Superior, para o desenvolvimento de estudos na busca de melhores recursos para auxiliar e ampliar a capacidade das pessoas com necessidades educacionais especiais se comunicarem, se locomoverem e participarem de maneira cada vez mais autônoma no meio educacional, na vida produtiva e na vida social, exercendo assim, de maneira plena, a sua cidadania.

41.Garantir, a partir da implantação do Plano, que as escolas cumpram a sistemática de serviços itinerantes, amparadas nos termos do Decreto Lei n° 1.044/69, visando atender as necessidades de formação dos professores e dos alunos a partir do diagnóstico da realidade educacional.

42.Ampliar o compromisso político com a educação inclusiva, por meio de estratégias de comunicação e de atividades comunitárias, fomentando atitudes positivas das famílias, alunos, professores e da comunidade em geral, estimulando o trabalho voluntário no apoio à inclusão escolar, a partir da implantação do Plano.

43.Estudar a viabilidade da diminuição do número de alunos nas turmas com alunos inclusos e proceder, através do Sistema Municipal de Ensino, a devida normatização, num prazo de dois anos, a partir da implantação do Plano.

44.Organizar e implementar o setor de Educação Especial na SMED a partir da implantação do Plano.

45.Criar, no primeiro ano da implantação do Plano, um Centro Multiprofissional de atendimento especializado – espaço destinado aos atendimentos de natureza pedagógica, clínica, terapêutica e assistencial.

46.Manter e implementar eventos que visam a troca de experiências, estudos e recreação entre os profissionais da Educação Especial, pais e alunos.

47.Estudar, a partir da implantação deste Plano, a possibilidade de estabelecer parcerias entre a SMED e a Rede Privada de Ensino quanto à universalização da aplicação de testes de acuidade visual e auditiva nas Instituições Privadas de Educação Infantil e de Ensino Fundamental de 1ª à 4ª série.

48.Estudar, a partir da implantação deste Plano, a possibilidade para que as Escolas Privadas ofertem o atendimento com intérpretes de Libras a alunos surdos inclusos no Ensino Fundamental.

49.Estabelecer critérios, a partir da aprovação deste PME, para a própria escola realizar a pré-avaliação no contexto escolar, dos alunos que apresentarem dificuldades de aprendizagem ou suspeita de superdotação, encaminhando os casos que não puderem ser atendidos pela escola, para avaliação psicoeducacional da SMED.

50.Garantir que para as atividades de Educação Física na Educação Especial, estas sejam asessoradas por profissionais licienciados em Educação Física, a partir da implantação do Plano.

FORMAÇÃO E VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO

Objetivo Geral

Garantir condições para atuação profissional e valorização dos Servidores da Educação pautadas na formação ética, política e técnica, no intuito de contribuir para a formação do aluno, preparando-o emocional, social e tecnicamente.

1.Garantir, a partir da implantação do Plano, condições para atuação profissional e valorização dos Servidores da Educação, pautadas na formação ética, política e técnica, no intuito de contribuir para a formação do aluno, preparando-o emocional, social e tecnicamente.

2.Proceder, a partir da implantação do Plano, estudos para identificação/reconhecimento do perfil do professor necessário ao atendimento as exigências de formação plena do aluno, de maneira a subsidiar o programa de formação continuada e a definição da proposta dos cursos de formação continuada e da matriz curricular dos cursos de habilitação de docentes, ofertados pelas instituições universitárias do Município.

3.Incentivar os profissionais da educação que tem apenas formação em nível médio, modalidade Normal/ magistério, para investirem em sua habilitação em nível superior de licenciatura plena, a partir da implantação do Plano.

4. Apoiar as escolas na organização de grupos de estudos que visem à investigação, aprofundamento e compreensão nas questões que demandam a educação, com base na legislação vigente, a partir da implantação do Plano.

5.Proceder, em um ano, a partir da implantação do Plano, levantamentos a respeito do saber prévio dos professores, mantê-lo atualizado no que se refere a conteúdos conceituais nas diversas áreas, para articular processo de capacitação que atenda suas necessidades efetivas.

6.Garantir a formação continuada dos profissionais da educação, pautada no princípio da ação - reflexão - ação, permeada pelo compromisso social, político e ético do magistério e a formação plena para o exercício da cidadania, a partir da implantação do Plano.

7.Acompanhar efetivamente o profissional da educação em estágio probatório, orientando-o sobre o conhecimento das leis que regem a Educação e o Servidor Público, direitos, deveres e proibições, através de estratégias criadas por comissão formada para este fim, a partir da implantação do Plano

8.Implementar o programa de formação de gestores, dinamizando a ação democrática da equipe diretiva e dos colegiados escolares e do Sistema de Ensino, a partir da implantação do Plano.

9.Garantir capacitação inicial - de modo especial - para profissionais que ingressam no quadro da educação, a partir da implantação do Plano.

10.Definir, através do Sistema Municipal de Ensino, critérios para aprovação de cursos com finalidade de formação continuada e progressão na carreira, conforme previsão no Plano de Cargos e Vencimentos, a partir da implantação do Plano.

11.Assegurar, a aprtir da aprovação do PME, que o cargo de Assistente em Biblioteca Escolar seja ocupado por profissional habilitado em magistério, conforme estabelece o Plano de Cargos e Vencimentos.

12.Criar espaço para a implantação de Laboratório de Inovações Pedagógicas, no primeiro ano após a aprovação do Plano Municipal de Educação.

13.Assegurar a formação continuada em calendário escolar para todos os profissionais da SMED, com carga horária estabelecida conforme implementação anual da proposta pedagógica e em atendimento às novas demandas teórico-didáticas da educação.

14. Estudar e definir critérios, através do Sistema Municipal de Ensino em parceria com o órgão representativo dos Servidores Municipais, para licença para estudos em nível de pós-graduação stricto sensu, que seja curso de relevância ao serviço público, relacionado com a área de atuação do servidor, e que contribua para a relevância da educação do Município, a partir da implantação do Plano.

15.Garantir a efetiva participação dos profissionais da escola no processo de elaboração e realimentação da proposta pedagógica, a partir da implantação do Plano.

16.Estudar a possibilidade de parcerias com as Universidades para implementação da formação continuada dos Profissionais da Educação, a partir da implantação deste Plano.

17.Articular cursos semi-presenciais modulares, através de Programas de Educação a Distância, como alternativa de formação aos servidores, a partir da implantação deste Plano.

18.Apoiar iniciativas das Instituições de Educação Superior, na oferta de cursos de especialização voltadas à formação de profissionais para as diferentes áreas de ensino: Educação Especial, Gestão Escolar, Educação de Jovens e Adultos e a Educação Infantil e outros, a partir da implantação do Plano.

19.Implementar programa de formação para servidores que contemple o uso de novas tecnologias educacionais e seus respectivos instrumentos, a partir da implantação do Plano

20.Estabelecer espaços para a divulgação e socialização das experiências inovadoras e criativas produzidas pelos profissionais da educação, a partir da implantação do Plano.

21.Definir, em parceria com o Sistema Municipal de Ensino e órgão representativo dos Profissionais da Educação, critérios para identificação e premiação do profissional destaque na área da educação, a partir da implantação do Plano.

22.Estabelecer parcerias entre Poder Público e iniciativa privada para viagens de estudos visando à formação e à implementação da proposta pedagógica e à valorização do profissional da educação, mediante projeto, a partir da implantação do Plano.

23.Promover intercâmbio com instituições educacionais de outras regiões, objetivando a implementação da proposta pedagógica e a formação profissional, a partir da implantação do Plano.

24.Estabelecer diálogos com as Universidades para a dinamização do processo de estágio visando à formação profissional e ao enriquecimento da proposta pedagógica de cada instituição, a partir da implementação deste Plano.

25.Estabelecer que a formação continuada contemple carga horária específica para suporte emocional dos profissionais da educação, a partir da implantação do Plano.

26.Acompanhar diretamente o profissional em afastamento por problemas de saúde com mais de 30 dias de afastamento consecutivos, ou constantes atestados, em parceria com a Secretaria de Administração e o Departamento de Recursos Humanos, visando à agilidade nos encaminhamentos para evitar a defasagem no quadro de servidores públicos, a partir da implantação do Plano.

27.Criar mecanismos para divulgação de materiais literários, artísticos, culturais, pedagógicos, entre outros, produzidos por profissionais da Rede Municipal, a partir da implantação do Plano.

28.Incentivar a formação de grupos artístico-culturais formados por servidores, visando seu entrosamento, favorecendo a saúde emocional e a divulgação dos talentos, a partir da implantação do Plano.

29.Incentivar a criação de academias literárias, artísticas e pedagógicas visando à difusão da arte, do saber, da cultura, para integração dos profissionais da educação, a partir da implantação do Plano.

Metas da Coordenação

O anexo contém o estudo da coordenação provisória do fórum municipal de educação sobre as metas do PME e as metas propostas na primeira conferência de educação.

AnexoTamanho
Metas da Coordenação237.85 KB

O que é o Fórum?

O Fórum Municipal de Educação de Toledo, instituído pela da Lei n.º 1857, de 18/12/2002, é o órgão máximo de deliberação das políticas públicas para a educação do Município de Toledo, e será realizado ordinariamente, no mínimo uma vez, no período correspondente a cada gestão de administração municipal.

Nessa gestão, o Fórum Municipal de Educação será realizado nos dias 21 e 22 de outubro de 2008.

O período que antecede o Fórum deve configurar-se um processo de intensa discussão e articulação da comunidade educacional. Para isso, criou-se este espaço para que a comunidade possa manifestar suas propostas ou dúvidas, que poderão ser feitas de acordo com as temáticas propostas no Plano Municipal de Educação.

Os apontamentos realizados neste espaço serão acessados e discutidos pela Coordenação Provisória do Fórum Municipal de Educação, formada por doze representantes da Sociedade Civil Organizada de Toledo, a qual caberá o esclarecimento das dúvidas e estudo da possibilidade de inclusão das sugestões recebidas.

O ponto culminante deste processo é a implementação do Plano Municipal de Educação de Toledo através da Câmara Municipal.

A Coordenação Provisória do I Fórum Municipal de Educação de Toledo, escolhida e designada conforme portaria nº 11/2007–SMED, é composta por:
Osana Amorin (Titular) – Segmento Educação Infantil das Escolas da Rede Pública;
Eliane Aparecida da Silva (Suplente) - Segmento Educação Infantil das Escolas da Rede Pública;
Marlene Hillebrand Klassen (Titular) – Segmento Ensino Fundamental – Anos Iniciais, das escolas da Rede Pública;
Marisa Cereja Giacobbo(Suplente) - Segmento Ensino Fundamental – Anos Iniciais, das escolas da Rede Pública;
Selma Maria de Mello(Titular) - Segmento Ensino Fundamental - Anos Finais e Ensino Médio, das Escolas e Colégios da Rede Pública;
Marinalva Leonardo Matsuo(Suplente) - Segmento Ensino Fundamental - Anos Finais e Ensino Médio, das Escolas e Colégios da Rede Pública;
Terezinha Pasqualatto Massolini (Titular) – Segmento Escolas e Colégios da Rede Privada de Ensino;
Lorilda Bolson (Suplente) - Segmento Escolas e Colégios da Rede Privada de Ensino;
Norma Viapiana Golfeto(Titular) - Segmento Rede Pública e Privada do Ensino Superior;
Érica Paula Borri(Suplente) - Segmento Rede Pública e Privada do Ensino Superior;
Maria Helena Recalcatti(Titular)- Segmento ONGs vinculadas à Educação;
Janice Joana Mioranda Nicolau (Suplente) - Segmento ONGs vinculadas à Educação;
Adelar Antônio Malacarne (Titular) – Segmento APMs das Escolas da Rede Pública de Toledo;
Marili Francescon(Suplente) - Segmento APMs das Escolas da Rede Pública de Toledo;
Veralice Aparecida Moreira dos Santos (Titular) – Segmento Sindicatos vinculados à Educação;
Camilo Vanzetto (Suplente) - Segmento Sindicatos vinculados à Educação;
Íris Wiedemann (Titular) – Segmento representativo das Igrejas;
Alessandra Pereira da Silva(Titular) - Segmento Conselhos Escolares da Rede Pública Municipal, Conselho Tutelar e da Criança e do Adolescente;
Clarice Bueno (Suplente) - Segmento Conselhos Escolares, Conselho Tutelar e da Criança e do Adolescente;
Janice Aparecida de Souza Salvador(Titular) – Secretaria Municipal da Educação;
Jacinta Welter Kaiser(Suplente) – Secretaria Municipal da Educação;
Pedro Aloísio Webler (Titular) – Conselho Municipal de Educação de Toledo;
Doracilde Naomi Noguti de Oliveira(Suplente) - Conselho Municipal de Educação de Toledo.

Calendários Escolares

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calendario_2013_escolas_pdf.pdf111.21 KB

Calendário 2010 - Centros Educ.Infantil de Toledo

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Calendário 2010 cmei.xls44 KB

Calendário Escolar 2011 Escolas Municipais de Toledo

Conselhos e Associações

Conselho Escolar

O Conselho Escolar é um colegiado, de natureza consultivo e deliberativo, constituído por representantes de pais, professores, alunos e funcionários. A função do Conselho Escolar é de atuar, articuladamente com o núcleo de direção no processo de gestão pedagógica, administrativa e financeira da escola.
As eleições são realizadas de dois em dois anos. Os representantes de professores, especialista de educação – diretor, coordenador - funcionários, pais de alunos são eleitos pelos seus pares, através de assembléias distintas, convocadas pelo diretor da escola. A eleição dos membros do Conselho Escolar nas escolas municipais de Toledo é regida pelas Leis R” nº 20, de 1º de junho de 1994 e “R” nº 13, de junho de 2000.

O Conselho Escolar é formado por todos os segmentos da comunidade escolar. A composição do Conselho Escolar tem os seguintes membros:

I – Diretor do estabelecimento, como membro nato, a quem caberá a presidência do colegiado;
II – Representante de cada um dos segmentos relacionados à unidade escolar, que serão escolhidos por seus pares:

a) docentes;
b) equipe técnico-pedagógica;
c) equipe auxiliar a ação educativa;
d) pais ou responsáveis;
e) discentes;
f) movimentos organizados em defesa da escola publica e gratuita.

Associação de Pais e Mestres - APM

A APM é uma entidade jurídica de direito privado, não tendo caráter político, partidário,religioso, racial e nem fins lucrativos, criada com a finalidade de colaborar para o aperfeiçoamento do processo educacional, para a assistência ao escolar e para a integração escola-comunidade.
O mandato e a composição da Diretoria da APM deverá estar de acordo com o Estatuto da Entidade, o presidente da APM da escola deverá convocar a equipe escolar e os pais dos alunos para a Assembléia Geral.
A Associação de Pais e Mestres deve ser registrada em cartório por tratar-se de pessoa jurídica de direito privado deverá ser feita a requisição da inscrição do estatuto da APM e da ata e eleição de seus membros, junto ao Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas.
- Dentro de 30 dias, a contar da data da eleição da nova diretoria, deve ser feita à alteração de cadastro junto a receita federal.
A APM tem por finalidade colaborar no aprimoramento do processo educacional, na assistência ao escolar e na integração famíliaescola-comunidade. Os objetivos da APM são de natureza social e educativa, sem caráter político, racial ou religioso e sem finalidades lucrativas.
Todos os membros da comunidade podem participar da APM da escola local e existem várias formas de participação. Todo pai deve a direção da escola e manifestar a sua intenção de participação, marcando presença nas diversas atividades realizadas na escola de seu filho.

Eleição de Diretores

Eleição Diretores - Escolas Públicas

Eleição Diretores - Escolas Públicas

Obs: Alterado a Instrução Normativa em 09/10/2008.

Endereços, Telefones e e-mail das Escolas e CMEis

Estatísticas

Escolas, Turmas e Matrículas Escolas Municipais

34 Escolas Municipais
22 Centros de Educação Infantil

IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica

Índice de Aprovação, Reprovação e Abandono

Implantação do Ensino Fundamental de 9 anos

Em atendimento à Deliberação 002/06-CME de 18/10/2006, a SMED emitiu roteiro com as instruções para cada Escola elaborar seu Projeto de Implantação.
Com os projetos de Implantação do Ensino Fundamental de Nove Anos encaminhados pelas escolas municipais para a Secretaria da Educação, foi elaborado em 2006 o Plano Municipal de Implantação do Ensino Fundamental de Nove Anos, da rede municipal de Ensino de Toledo, que envolve inúmeros educadores, e consequentemente, resume diferentes modos de ver e pensar a realidade.
À escola cabe conjugar esforços para assegurar aos educandos/alunos uma formação de qualidade, assim cabe a Secretaria da Educação apoiar e viabilizar condições e recursos para que se atinja tal objetivo.
O Plano Municipal de Implantação do Ensino Fundamental de Nove Anos, encaminhado ao CME/Toledo em 30 de novembro de 2006, deixa claro a preocupação da SMED com a qualidade de ensino, preocupação que passa pela formação pessoal e profissional de todos os agentes envolvidos na ação educativa, pela ampliação e melhoria na educação nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
Embasado no Plano de Implantação, foi autorizado o funcionamento dos anos iniciais do Ensino Fundamental de nove anos de duração nas escolas da Rede Municipal de Ensino de Toledo, com implantação gradativa entre os anos de 2007 à 2011, a partir do ano letivo de 2007.
Os anos do Ensino Fundamental de nove anos de duração,são de seriação anual, denominados de “anos”, ou seja, 1º ano, 2º ano, 3º ano, 4º ano e 5º ano .Há o empenho da Secretaria da Educação para manter a mesma qualidade de ensino e do atendimento dos docentes e dos educandos no regime de 9 anos de duração.
Para o ano letivo de 2007 foram matriculados 2023 alunos para o 1º ano do Ensino Fundamental de nove anos de duração, totalizando 96 turmas.
Hoje atendemos todos os anos iniciais (1º ao 5º ano) do Ensino Fundamental de 9 anos, perfazendo um total de 9.423 alunos distribuidos em 397 turmas.

PNAE

MERENDA ESCOLAR
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é o nome oficial do programa de merenda escolar do governo Federal. É responsável pela alimentação dos alunos do sistema público de ensino. Foi criado em 1954 e ao longo dos anos vem sofrendo uma série de adaptações. Desde 1994, a gestão da merenda funciona de forma descentralizada, isto é, sob a responsabilidade de estados e municípios.
O PNAE tem caráter suplementar e tem como objetivo suprir no mínimo 20% das necessidades nutricionais diárias dos alunos do sistema público de ensino, contribuir para uma melhor aprendizagem e favorecer a formação de bons hábitos alimentares em crianças e adolescentes. As refeições servidas nas escolas públicas do país são financiadas em parte pelo governo federal e complementadas com recursos das prefeituras.
 
DADOS DO MUNICÍPIO:
O município de Toledo atende a 35 (trinta e cinco) escolas - zona urbana e rural - 18 (dezoito) CMEIS – Centro Municipal de Educação Infanti, 05 (cinco) entidades filantrópicas e 04 (quatro) escolas com turnos integrais. São aproximadamente 12500 mil alunos (creche, pré-escola, ensino fundamental, educação especial, educação de jovens e adultos).
Através da Cozinha Social, a prefeitura de Toledo, atende a 18 (dezoito) escolas na zona urbana, com lanches prontos e transportados, onde a nutricionista Janaína é a responsável pelo planejamento e elaboração do cardápio. As demais escolas, entidades e CMEIS preparam seus lanches na própria escola, sob a elaboração do cardápio e planejamento de compra dos gêneros alimentícios pelas nutricionistas Liliane Paludo e Solange Piccin.
Nos cardápios da alimentação escolar são utilizados gêneros alimentícios básicos (indispensáveis à promoção de uma alimentação saudável) dando prioridade aos in natura e semi-elaborados, além de também respeitar aos hábitos alimentares, cultura alimentar e priorizar a aquisição de gêneros alimentícios da Agricultura Familiar e dos Empreendedores Familiares Rurais.
 
LEI 11947, 16 DE JUNHO DE 2009:
Segundo a lei, os cardápios deverão oferecer ao menos três porções de frutas e/ou hortaliças por semana (200g/aluno/semana) nos lanches ofertados. Também se recomenda que o cardápio contenha no máximo de 10% de açúcares simples; 15 a 30% de gorduras totais; 10% de gordura saturada; 1% de gordura trans; 1grama de sal. Além de proibição no uso de bebidas de baixo teor nutricional (refrigerantes, refrescos artificiais) e a restrição de alimentos enlatados, embutidos e doces – com quantidade elevada de sódio e/ou de gordura saturada.
A merenda saudável e nutritiva auxilia no desenvolvimento e melhoria do rendimento escolar, sendo a base para o crescimento das gerações que construirão o futuro deste país.
 
EXEMPLO DE CARDÁPIOS:
Cardápio 01: Escolas e Cardápio 02: Cozinha Social
Observações:
*Os cardápios podem sofrer alterações se for necessário;
** O cardápio das escolas do interior podem ter alterações na semana, devido à entrega pelos fornecedores;
*** O cardápio fornecido pela Cozinha Social, atende a 18 (dezoito) escolas.

PNATE

PNATE – Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar

O Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE) foi criado em 2004 pela Lei nº 10.880, de 9 de junho. Tem por objetivo oferecer transporte escolar aos alunos do ensino fundamental público, residentes em área rural, por meio da assistência financeira em caráter suplementar para garantir o acesso e a permanência na escola dos alunos que precisam de transporte.
Os recursos do PNATE vêm do salário-educação, que é gerenciado pelo FNDE. O dinheiro é destinado ao pagamento das despesas com manutenção de veículos ou embarcações escolares próprios dos estados e prefeituras ou para a contratação do serviço de transporte escolar terceirizado.
É importante lembrar que o dinheiro repassado pelo governo federal tem caráter suplementar. Trata-se de uma ajuda. Isso porque, conforme a LDB, são os estados e os municípios os responsáveis pela garantia do transporte escolar, devendo destinar recursos parar essa finalidade.
Nosso município atende 2.948 pessoas com transporte escolar entre: alunos de Educação Infantil e Ensino Fundamental séries iniciais e finais, 2º e 3º graus, CESTOL, APAE, APADA e Ação Social que utilizam esse recurso.
 
 

Projeto de Superdotação

De modo geral, a superdotação caracteriza-se pela elevada potencialidade de aptidões, talentos e habilidades, evidenciada no alto desempenho nas diversas áreas de atividade do educando e/ou a ser observada no desenvolvimento da criança. É Preciso que haja constância de tais aptidões ao longo do tempo, além de expressivo nível de desempenho na área de superdotação.
A Secretaria de Educação favorece aos professores e psicopedagogos através de projeto específico para Diagnóstico e Orientação, uma melhor compreensão sobre crianças superdotadas/altas habilidades, para que as mesmas passem pelo aprimoramento curricular, estimulação em áreas de interesse e melhor adaptação sócio-emocional, tanto na escola como no ambiente familiar e social.

Todo esse processo inicia-se na Escola por intermédio dos professores, coordenadores e psicopedagogos que encaminham as crianças para avaliação do potencial intelectual-processo esse realizado pela área de Psicologia do Departamento de Educação Especial - Secretaria de Educação Municipal.

Plano Municipal Educação

AnexoTamanho
MUNICÍPIO DE TOLEDO - PME.pdf2.12 MB

Plano de Carreira

**

Sistema Municipal de Ensino de Toledo - SME/Toledo

O Município de Toledo, nos termos dos artigos 8º, 11 e 18 da Lei Federal nº 9394/96 – LDB, organizou seu Sistema de Ensino, através da Lei Municipal nº 1.857/02, de 18/12/2002. O Sistema Municipal de Ensino foi reestruturado através da Lei Municipal nº 2.026/10, de 09 de abril de 2010. Estas leis trazem a compreensão da educação municipal, os princípios e os fins da educação escolar e o direito à educação.
Tratam ainda da estrutura e organização do SME/Toledo, com a jurisdição, competências do Sistema, da SMED, do CME e dos estabelecimentos de ensino.
O SME/Toledo é integrado pela SMED, CME, Conselho do Fundeb e da Alimentação Escolar, pelas escolas públicas municipais de Ensino Fundamental e Educação Infantil, e pelos estabelecimentos privados de Educação Infantil.
O Sistemas Municipal de Ensino tem a Secretaria Municipal de Educação, como órgão político e administrativo da política municipal, e o Conselho Municipal de Educação – CME, como órgão colegiado representativo da comunidade, de caráter consultivo, deliberativo, normativo e fiscalizador do Sistema Municipal de Ensino.
Com a organização do SME/Toledo e a instituição e o funcionamento do CME/Toledo, a educação municipal é autônoma, tem normas próprias, e não mais integra e nem mais segue as normas do Sistema Estadual de Ensino do Paraná, a partir do ano de 2003 em diante.

Situação Legal das Instituições

Situação Legal das Instituições integrantes do SME/Toledo

 Situação Legal das Instituições Municipais e Particulares integrantes do Sistema Municipal de Ensino - SME/Toledo(Atualizada em Dezembro de 2015)

LIVROS DIDÁTICOS

LIVROS DIDÁTICOS:

1º ano: 

Letramento e Alfabetização

Ápis Alfabetização Matemática

 

2º ano:

Letramento e Alfabetização

Ápis Alfabetização Matemática

A Escola é nossa Ciências

Ápis Geografia

Ápis História

 

3º ano:

Letramento e Alfabetização

Ápis Alfabetização Matemática

A Escola é nossa Ciências

Ápis Geografia

Ápis História

 

4º ano:

Língua Portuguesa

Ápis Matemática

A Escola é nossa Ciências

Ápis Geografia

Ápis História

 

5º ano:

Língua Portuguesa

Ápis Matemática

A Escola é nossa Ciências

Ápis Geografia

Ápis História

Historizando o Paraná: Recortes de Tempos e Vivências

Paraná Povo e Chão em Transformação

 
LIVROS DIDÁTICOS DO CAMPO
1º ano:
Projeto Buriti Multidisciplinar
 
2º ano:
Projeto Buriti Multidisciplinar
 
3º ano:
Projeto Buriti Multidisciplinar
 
4º ano:
Projeto Buriti Multidisciplinar
 
5º ano:
Projeto Buriti Multidisciplinar
 
EJA
 

 

PEDAGOGICOS

CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES 2009

Formação Continuada 4ª série - 2ª fase

Textos para estudo

Formação Continuada EJA (Educação de Jovens e Adultos)

AnexoTamanho
ESTRUTURA SD21.5 KB
Avaliação80 KB
Sequencia Didática11.32 KB
Produção de Texto29 KB

Formação Continuada Educação Fisica 2ª fase

Texto em anexo

AnexoTamanho
autista221.04 KB
inclusão112.05 KB

Formação Continuada de 1º Ano

Data: 25 à 27 de março de 2009.
Locais: Escola Mul. Dr. Borges de Medeiros.
Escola Mul. Shirley Maria Lourandi Saurin
SENAC
Ministrantes: Ana Rita CImorostti
Edna Heloisa Schaeffer
Maria do Carmo
CONTEÚDO ANA RITA
A Darwin o que é de Darwin...
As ideias revolucionárias do naturalista inglês, que nasceu há 200 anos, são os pilares da biologia e da genética e estão presentes em muitas áreas da ciência moderna. O mistério é por que tanta gente ainda reluta em aceitar que o homem é o resultado da evolução
Gabriela Carelli
Charles Darwin é um paradoxo moderno. Não sob a ótica da ciência, área em que seu trabalho é plenamente aceito e celebrado como ponto de partida para um grau de conhecimento sem precedentes sobre os seres vivos. Sem a teoria da evolução, a moderna biologia, incluindo a medicina e a biotecnologia, simplesmente não faria sentido. O enigma reside na relutância, quase um mal-estar, que suas ideias causam entre um vasto contingente de pessoas, algumas delas fervorosamente religiosas, outras nem tanto. Veja o que ocorre nos Estados Unidos. O país dispõe das melhores universidades do mundo, detém metade dos cientistas premiados com o Nobel e registra mais patentes do que todos os seus concorrentes diretos somados. Ainda assim, só um em cada dois americanos acredita que o homem possa ser produto de milhões de anos de evolução. O outro considera razoável que nós, e todas as coisas que nos cercam, estejamos aqui por dádiva da criação divina. Mesmo na Inglaterra, país natal de Darwin, o fato de ele ser festejado como herói nacional não impede que um em cada quatro ingleses duvide de suas ideias ou as veja como pura enganação. Na semana em que se comemora o bicentenário de nascimento de Darwin e, por coincidência, no ano do sesquicentenário da publicação de seu livro mais célebre, A Origem das Espécies, como explicar a persistente má vontade para com suas teorias em países campeões na produção científica?
Para investigar a razão pela qual as ideias de Darwin ainda são vistas como perigosas, é preciso recuar no passado. Quando o naturalista inglês pela primeira vez propôs suas teses sobre a evolução pela seleção natural, a maioria dos cientistas acreditava que a Terra não tivesse mais de 6.000 anos de existência, que as maravilhas da natureza fossem uma manifestação da sabedoria divina. A hipótese mais aceita sobre os fósseis de dinossauros era que se tratava de criaturas que perderam o embarque na Arca de Noé e foram extintas pelo dilúvio bíblico. A publicação de A Origem das Espécies teve o efeito de um tsunami na Inglaterra vitoriana. Os biólogos se viram desmentidos em sua certeza de que as espécies são imutáveis. A Igreja ficou perplexa por alguém desafiar o dogma segundo o qual Deus criou o homem à sua semelhança e os animais da forma como os conhecemos. A sociedade se chocou com a tese de que o homem não é um ser especial na natureza e, ainda por cima, tem parentesco com os macacos. Havia, naquele momento, compreensível contestação científica às novas ideias. Darwin havia reunido uma quantidade impressionante de provas empíricas – mas ainda restavam muitas questões sem resposta.
O primeiro exemplar a sair da gráfica foi enviado a sir John Herschel, um dos mais famosos cientistas ingleses vivos em 1859. Darwin tinha tanta admiração por ele que o citou no primeiro parágrafo de A Origem das Espécies. Herschel não gostou do que leu. Ele não podia acreditar, sem provas científicas tangíveis, que as espécies podiam surgir de variações ao acaso. Pressionado, Darwin disse que, se alguém lhe apontasse um único ser vivo que não tivesse um ascendente, sua teoria poderia ser jogada no lixo. O que se encontrou em profusão foram evidências da correção do pensamento de Darwin em seus pontos essenciais. Hoje, para entender a história da evolução, sua narrativa e mecanismo, os modernos darwinistas não precisam conjeturar sobre o funcionamento da hereditariedade. Eles simplesmente consultam as estruturas genéticas. As evidências que sustentam o darwinismo são agora de grande magnitude – mas, estranhamente, a ansiedade permanece.
Outros pilares da ciência moderna, como a teoria da relatividade, de Albert Einstein, não suscitam tanta desconfiança e hostilidade. Raros são aqueles que se sentem incomodados diante da impossibilidade de viajar mais rápido que a luz ou saem à rua em protesto contra a afirmação de que a gravidade deforma o espaço-tempo. Evidentemente, o núcleo incandescente da irritação causada por Darwin tem conotação religiosa. A descoberta dos mecanismos da evolução enfraqueceu o único bom argumento disponível para a existência de Deus. Se Ele não é responsável por todas essas maravilhas da natureza, sua presença só poderia ser realmente sentida na fé de cada indivíduo. Mas isso não explica tudo. Em 1920, ao escrever sobre o impacto da divulgação das ideias darwinistas, Sigmund Freud deu seu palpite: "Ao longo do tempo, a humanidade teve de suportar dois grandes golpes em sua autoestima. O primeiro foi constatar que a Terra não é o centro do universo. O segundo ocorreu quando a biologia desmentiu a natureza especial do homem e o relegou à posição de mero descendente do mundo animal". Pelo raciocínio do pai da psicanálise, a rejeição à teoria da evolução seria uma forma de compensar o "rebaixamento" da espécie humana contido nas ideias de Copérnico e Darwin.
O biólogo americano Stephen Jay Gould, um dos grandes teóricos do evolucionismo no século XX, morto em 2002, dizia que as teorias de Dar-win são tão mal compreendidas não porque sejam complexas, mas porque muita gente evita compreendê-las. Concordar com Darwin significa aceitar que a existência de todos os seres vivos é regida pelo acaso e que não há nenhum propósito elevado no caminho do homem na Terra. Disse a VEJA o biólogo americano David Sloan Wilson, da Universidade Binghamton: "As grandes ideias e teorias são aceitas ou rejeitadas popularmente por suas consequências, não pelo seu valor intrínseco. Infelizmente, a evolução é percebida por muitos como uma arma projetada para destruir a religião, a moral e o potencial dos seres humanos". Uma pesquisa publicada pela revista New Scientist sobre a aceitação do darwinismo ao redor do mundo mostra que os mais ardentes defensores da evolução estão na Islândia, Dinamarca e Suécia. De modo geral, a crença na evolução é inversamente proporcional à crença em Deus. Mas a pesquisa encontrou outra configuração interessante: os habitantes dos países ricos acreditam menos em Deus que aqueles que vivem em países inseguros. Isso pode significar que a crença em Deus e a rejeição do evolucionismo são mais intensas nas sociedades sujeitas às pressões darwinistas, como escreveu a revista Economist.
Fotos Latinstock e David Ball/Corbis/Latinstock
O medo do inferno
Muito religiosa, Emma, a mulher de Darwin, temia que o marido fosse para o inferno. Ela dava por certo que iria para o céu e sofria com a ideia de ficarem separados pela eternidade. À direita, a casa da família, nos arredores de Londres: nela, Darwin viveu e trabalhou por quarenta anos
A teoria da evolução causa mal-estar em muita gente – mas só algumas confissões evangélicas converteram o darwinismo em um inimigo a ser combatido a todo custo. Como essas reli-giões são poderosas nos Estados Unidos, é lá que se trava o mais renhido combate dessa guerra santa. Ciência e religião já andaram de mãos dadas pela maior parte da história da humanidade (veja reportagem). Mas esse nó se desatou há dois séculos e Dar-win foi um dos responsáveis por esse divórcio amigável, com nítidas vantagens para ambos os lados.
Desde o ano passado, o bordão entre os criacionistas americanos é "liberdade acadêmica". A ideia que tentam passar é que o darwinismo é apenas uma teoria, não um fato, e ainda por cima está cheio de lacunas e é carente de provas conclusivas. Sendo assim, não há por que Darwin merecer maior destaque que o criacionismo. O argumento é de evidente má-fé. Em seu significado comum, teoria é sinônimo de hipótese, de achismo. A teoria da evolução de Darwin usa o termo em sua conotação científica. Nesse caso, a teoria é uma síntese de um vasto campo de conhecimentos formado por hipóteses que foram testadas e comprovadas por leis e fatos científicos. Ou seja, uma linha de raciocínio confirmada por evidências e experimentos. Por isso, quando é ensinado numa aula de religião, o gênesis está em local apropriado. Colocado em qualquer outro contexto, só serve para confundir os estudantes sobre a natureza da ciência.
A ciência não tem respostas para todas as perguntas. Não sabe, por exemplo, o que existia antes do Big Bang, que deu origem ao universo há 13,7 bilhões de anos. Nosso conhecimento só começa três minutos depois do evento, quando as leis da física passaram a existir. Os cientistas também não são capazes de recriar a vida a partir de uma poça de água e alguns elementos químicos – o que se acredita ter acontecido 4,5 bilhões de anos atrás. A mão de Deus teria contribuído para que esses eventos primordiais tenham ocorrido? Não cabe à ciência responder enquanto não houver provas científicas do que aconteceu. O fato é que a luta dos criacionistas contra Darwin nada tem de científica. Em sua profissão de fé, eles têm o pleno direito de acreditar que Deus criou o mundo e tudo o que existe nele. Coisa bem diferente é querer impingir essa maneira de enxergar a natureza às crianças em idade escolar, renegando fatos comprovados pela ciência. Essa atitude nega às crianças os fundamentos da razão, substituindo-os pelo pensamento sobrenatural.
Manda o bom senso que não se misturem ciência e religião. A primeira perscruta os mistérios do mundo físico; a segunda, os do mundo espiritual. Elas não necessariamente se eliminam. Há cientistas eminentes que creem em Deus e não veem nisso nenhuma contradição com o darwinismo. O mais conhecido deles é o biólogo americano Francis Collins, um dos responsáveis pelo mapeamento do DNA humano. Diz ele: "Usar as ferramentas da ciência para discutir religião é uma atitude imprópria e equivocada. A Bíblia não é um livro científico. Não deve ser levado ao pé da letra". A Igreja Católica aceitou há bastante tempo que sua atribuição é cuidar da alma de seu 1 bilhão de fiéis e que o mundo físico é mais bem explicado pela ciência. O Vaticano até organizará em março o simpósio "Evolução biológica: fatos e teorias – Uma avaliação crítica 150 anos depois de A Origem das Espécies".
Em A Origem das Espécies, num raciocínio que cabe em poucas linhas mas expressa ideias de alcance gigantesco, Darwin produziu uma revolução que alteraria para sempre os rumos da ciência. Ele mostrou que todas as espécies descendem de um ancestral comum, uma forma de vida simples e primitiva. Darwin demonstrou também que, pelo processo que batizou de seleção natural, as espécies evoluem ao longo das eras, sofrendo mutações aleatórias que são transmitidas a seus descendentes. Essas mutações podem determinar a permanência da espécie na Terra ou sua extinção – dependendo da capacidade de adaptação ao ambiente. Uma década depois da publicação de seu livro seminal, o impacto das ideias de Darwin se multiplicaria por mil com o lançamento de A Descendência do Homem, obra em que mostra que o ser humano e os macacos divergiram de um mesmo ancestral, há 4 milhões de anos.
O embate entre evolucionistas e criacionistas teria causado um desgosto profundo a Darwin, que era religioso e chegou a se preparar para ser pastor da Igreja Anglicana. Esse plano foi interrompido pela fantástica aventura que protagonizou entre 1831 e 1836, em viagem a bordo do Beagle, um pequeno navio de exploração científica, numa das passagens mais conhecidas da história da ciência. Aos 22 anos, Darwin embarcou no Beagle para servir de acompanhante ao capitão do barco, o aristocrata inglês Robert Fitzroy. Durante a viagem, que se estendeu por quatro continentes, Darwin deu vazão à curiosidade sobre o mundo natural que o acompanhava desde a infância. Até a volta à Inglaterra, havia recolhido 1 529 espécies em frascos com álcool e 3 907 espécimes preservados. Darwin escreveu um diário de 770 páginas, no qual relata suas experiências nos lugares por onde passou. No Brasil, visitou o Rio de Janeiro e a Bahia, extasiando-se com a biodiversidade da Mata Atlântica – mas ficou horrorizado com a escravidão e com a maneira como os escravos eram tratados.
Frans Lanting/Corbis/Latinstock
O pescoço da girafa
Anterior a Darwin, o naturalista francês Lamarck elaborou a primeira teoria da evolução. Para ele, o pescoço da girafa teria esticado para colher folhas e frutos no alto das árvores. A seleção natural de Darwin explica melhor: em grandes períodos de seca, só os animais de pescoço mais longo conseguiam se alimentar, o que favoreceu a reprodução dos pescoçudos
Durante a viagem, Darwin fez as principais observações que o levariam a formular a teoria da evolução pela seleção natural. Grande parte delas teve como cenário as Ilhas Galápagos, no Oceano Pacífico. Lá, reparou que muitas das espécies eram semelhantes às que existiam no continente, mas apresentavam pequenas diferenças de uma ilha para outra. Chamaram sua atenção, principalmente, os tentilhões, pássaros cujo bico apresentava um formato em cada ilha, de acordo com o tipo de alimentação disponível. A única explicação para isso seria que as primeiras espécies de animais chegaram às ilhas vindas do continente. Depois, desenvolveram características diferentes, de acordo com as condições do ambiente de cada ilha. Era a prova da evolução. Mais recentemente, ao estudarem os mesmos tentilhões das Ilhas Galápagos, grupos de biólogos observaram a evolução ocorrer em tempo real. Os pássaros evoluíam de um ano para outro, de acordo com as mudanças nas condições climáticas da ilha. Darwin, que definiu a evolução como um processo invariavelmente longo, através das eras, ficaria espantado com as novas descobertas em seu parque de diversões científico.
Ao retornar à Inglaterra, após a viagem do Beagle, Darwin foi amadurecendo a teoria da evolução e começou a escrever A Origem das Espécies dois anos depois, em 1838. Só publicou o volume, no entanto, após 21 anos. Ele sabia do potencial explosivo de suas ideias na ultraconservadora Inglaterra do século XIX – da qual, ele próprio, era um legítimo representante. Elaborar uma teoria que ia contra os dogmas da Bíblia era, para Darwin, motivo de enorme angústia. Não colaboravam em nada os temores de sua mulher, Emma, de que, por causa de suas ideias, Darwin fosse para o inferno após a morte, enquanto ela iria para o céu – com isso, eles estariam condenados a viver separados na vida eterna. Darwin nunca declarou que a Bíblia estava errada. Manteve a fé religiosa até os últimos anos de vida, quando se declarou agnóstico – segundo seus biógrafos, sob o impacto da morte da filha Annie, aos 10 anos de idade.
Após o lançamento de A Origem das Espécies, um best-seller que esgotou rapidamente cinco edições, os cientistas não demoraram a aceitar a proposta de que as plantas e os animais evoluem e se modificam ao longo das eras. Na verdade, essa ideia chegou a ser formulada por outros cientistas, inclusive pelo avô de Darwin, o filósofo Erasmus Darwin. A noção de que a evolução das espécies se dá pela seleção natural, no entanto, é original de Charles Darwin, e só foi aceita integralmente depois da descoberta da estrutura do DNA, em 1953. Darwin atribuiu a transmissão de características entre as gerações a células chamadas gêmulas, que se desprenderiam dos tecidos e viajariam pelo corpo até os órgãos sexuais. Lá chegando, seriam copiadas e passadas às gerações seguintes. Os estudos feitos com ervilhas pelo monge austríaco Gregor Mendel na segunda metade do século XIX, mas aos quais a comunidade científica só deu importância no início do século XX, estabeleceram a ideia básica da genética moderna, a de que as características de cada indivíduo são transmitidas de pais para filhos pelo que ele chamou de "fatores", e hoje se conhece como genes. Com as ervilhas de Mendel, o processo concebido por Darwin teve comprovação científica. A descoberta da dupla hélice do DNA, pelos cientistas James Watson e Francis Crick, em 1953, finalmente esclareceu o mecanismo por meio do qual a informação genética é transmitida através das sucessivas gerações. Hoje, os biólogos se dedicam a responder a questões ainda em aberto no evolucionismo, como quais são exatamente as mudanças genéticas que provocam as adaptações produzidas pela seleção natural. É espantoso que, enquanto continuam a desbravar territórios na ciência, as ideias de Darwin ainda despertem tanto temor.
Com reportagem de Leandro Narloch, Paula Neiva e Renata Moraes
Especial
Onde Darwin é só mais uma teoria
Nas escolas evangélicas, os alunos aprendem
que o evolucionismo existe, mas que a razão
está com a Bíblia
Carolina Romanini
As escolas brasileiras ligadas a instituições religiosas sempre ensinaram o criacionismo. Seja nas aulas de religião, seja nos cultos, os alunos aprendem que Deus criou o mundo e todos os seres que o habitam. A triste novidade é que, na maioria das escolas mantidas por confissões evangélicas, o criacionismo passou a ser ensinado também nas aulas de ciências e de biologia, dividindo território com o evolucionismo de Charles Darwin. No fim do ano passado, o Colégio Presbiteriano Mackenzie, de São Paulo, trocou os livros convencionais de ciências do ensino fundamental I por apostilas traduzidas da Associação Internacional das Escolas Cristãs nos Estados Unidos. Com o novo material didático, até a 4ª série os alunos da instituição aprendem apenas a versão criacionista do mundo e da vida. Da 5ª série em diante, Darwin entra em cena. O evolucionismo passa a fazer parte das aulas de biologia, mas informa-se aos alunos que, entre as duas teorias, a escola prefere aquela amparada na Bíblia. "Não viramos criacionistas do dia para a noite. Nossa escola tem 138 anos, e durante todo esse tempo fomos criacionistas", diz a professora Débora Muniz, diretora do Colégio Presbiteriano Mackenzie.
Os adventistas, que mantêm a maior rede de escolas evangélicas do país, com 130 000 alunos, optaram por outro caminho para ensinar o criacionismo em sala de aula. Há cinco anos, empreenderam uma total reformulação nos livros didáticos de ciências produzidos por uma das 56 editoras mantidas pela igreja. Agora, os livros contrapõem a teoria bíblica à ciência em diversos capítulos, deixando claro que consideram que a segunda nem sempre é verdadeira. No capítulo das origens do universo e da vida, Darwin é impiedosamente surrado. Diz o texto a certa altura, tropeçando no português: "Muitos ensinam a evolução como se ela fosse um fato cientificamente comprovado. Isso não é verdade e nem honesto, já que não se podem provar cientificamente as origens da vida". Os criacionistas sustentam suas posições antidarwinistas alegando que o criacionismo não se mantém apenas pela fé, mas também pela comprovação científica. Diz o professor Nahor Neves de Souza Júnior, do Centro Universitário Adventista de São Paulo: "As descrições literais e históricas da Bíblia, incluindo o livro do Gênesis, estão sendo progressivamente confirmadas pelas mais recentes descobertas arqueológicas no Oriente Médio".
As escolas evangélicas batistas veem com desconfiança o material didático produzido especialmente para introduzir o criacionismo nas aulas de ciências – tanto o importado quanto o preparado por autores brasileiros. Os batistas preferem usar os livros didáticos convencionais, utilizados também nas escolas laicas, e introduzir o criacionismo por meio da Bíblia e de livros de apoio sobre temas religiosos. O Ministério da Educação não apoia o ensino do criacionismo nas aulas de ciências, mas não pode proibi-lo. A única exigência do órgão é que os livros didáticos, mesmo defendendo a teoria bíblica da criação, apresentem simultaneamente a versão evolucionista consagrada pela ciência. "Não aprovamos livro didático que trate do criacionismo apenas. Temos uma posição muito clara, a de que o criacionismo é para ser lecionado e discutido na aula de religião", diz Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do Ministério da Educação. Essa conduta é adotada pelas escolas católicas, que evidentemente sustentam os dogmas bíblicos, mas separam a religião da ciência. "Sabemos que o criacionismo é uma teoria de fé e que o evolucionismo é ciência. Não podemos contrastá-los em sala de aula", diz o paranaense Dilnei Lorenzi, secretário executivo da Associação Nacional de Educação Católica.
Nas salas de aula, as escolas evangélicas não chegam a desqualificar as ideias de Darwin como fraudes. Elas aceitam que os animais evoluam ao longo das eras, mas não que uma espécie possa gerar outra completamente diferente, e muito menos que o homem e os macacos tenham ancestrais comuns. Com relação a outros aspectos do mundo animal, os evangélicos têm posições bem mais controvertidas. Os fósseis seriam restos de animais que morreram durante o dilúvio bíblico, que data de 2400 a.C. Os dinossauros também teriam sido extintos na mesma enxurrada, e não 65 milhões de anos atrás, como ensinam os cientistas. Os dinossauros não poderiam ter existido há tanto tempo – os evangélicos acreditam que o mundo tenha sido criado em 4004 a.C., data estabelecida no século XVII pelo bispo irlandês James Ussher.
Os alunos das escolas evangélicas não são necessariamente seguidores da religião pela qual elas se orientam. Nas escolas adventistas, por exemplo, 70% dos estudantes não seguem essa doutrina. Os pais de alunos das escolas evangélicas não costumam reclamar do fato de seus filhos serem instruídos no criacionismo em detrimento da ciência. Dizem ter escolhido a escola por acreditar que ela incute nas crianças valores morais, éticos e cristãos. "Nossa escola forma verdadeiros cidadãos. De que adianta o adolescente estar preparado para o vestibular se não tiver uma boa formação como ser humano?", diz a baiana Selma Reis Guedes, uma das diretoras do Colégio Batista Brasileiro, de São Paulo.
À época em que governava o Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho tentou implantar aulas de religião com viés criacionista nas escolas do estado. Em abril de 2004, a governadora chegou a declarar publicamente que não acreditava na teoria da evolução. O projeto causou polêmica, principalmente entre a comunidade científica, e foi oficialmente implantado, mas não vingou. A pedido do arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eusébio Scheid, o novo prefeito do Rio, Eduardo Paes, que é católico, pretende implantar o ensino religioso nas escolas públicas do município. Segundo fontes da Secretaria da Educação da prefeitura carioca, no entanto, o mais provável é que o projeto não saia do papel.
Embora as escolas evangélicas brasileiras procurem conciliar as ideias darwinistas com o criacionismo, a verdade é que, para os defensores da versão bíblica da criação do mundo, a teoria da evolução representa um inimigo a ser combatido a todo custo. Nos Estados Unidos, a oposição ao darwinismo se tornou uma guerra que frequentemente chega aos tribunais. Nos últimos anos, muitas escolas americanas de ensino fundamental e médio simplesmente subs–tituí-ram os ensinamentos de Darwin pelo criacionismo nas aulas de ciências e de biologia. Duas dezenas de estados americanos já criaram leis que obrigam os colégios a ensinar o criacionismo ao lado da teoria da evolução. O último deles foi a Louisiana, em junho do ano passado. A manobra é constantemente motivo de processos judiciais por parte de pais de alunos – que em geral são derrotados nas decisões dos juízes.
Os criacionistas americanos se reúnem em organizações influentes e com forte lobby político. De tempos em tempos eles aperfeiçoam seu arsenal de argumentos para desqualificar Darwin. Um dos mais recentes é que certos elementos da natureza são tão complexos que só podem ter sido criados por uma inteligência superior. Como o olho humano. No reino animal, um bom exemplo de design inteligente é o besouro-bombardeiro, chamado de "o besouro de Deus". Comum em várias regiões do mundo, esse artrópode é dono de um sistema de ataque que lembra uma complexa arma militar. Duas bolsas localizadas em seu abdômen armazenam, separadamente, água oxigenada e hidroquinona, substâncias que entram em ebulição ao ser misturadas. Diante do predador, o besouro abre uma câmara de combustão e mistura os dois líquidos. Depois comprime a bolsa, disparando a solução tóxica por meio de um jato fortíssimo.
Os evolucionistas explicam que as substâncias que o besouro armazena são comumente produzidas por artrópodes, como também são corriqueiras nesses animais as vesículas de reserva de líquidos. Por acaso, ao longo da evolução, líquidos e bolsa se concentraram numa determinada espécie. De qualquer forma, a ideia de que os seres vivos são o resultado de um planejamento cuidadoso realizado por um designer inteligente não resiste ao menor exame. Veja o exemplo do engasgo, que pode levar uma pessoa à asfixia e à morte. Os seres humanos engasgam porque têm a laringe em posição muito baixa na garganta, se comparada à dos chimpanzés e à da maioria dos mamíferos. Esse arranjo adaptativo permite a modulação dos sons e, por consequência, a fala. É excelente do ponto de vista da sobrevivência da espécie, mas atrapalha quando se trata de respirar e comer ao mesmo tempo. Se o homem tivesse tido um designer mais inteligente, esse problema teria sido evitado com a simples colocação das tubulações – a da respiração e a da alimentação – bem distante uma da outra. É por isso que o biólogo Francisco Ayala, da Universidade da Califórnia, definiu a seleção natural como o "design sem um designer".
A mais recente estratégia dos criacionistas americanos para implantar os dogmas da Bíblia nas aulas de ciências das escolas públicas é sustentar o discurso de que a liberdade acadêmica deve ser preservada a qualquer custo. O texto da lei que tornou obrigatório o ensino do criacionismo nas escolas da Louisiana afirma que é preciso "ajudar os professores a criar nas escolas um ambiente que promova o pensamento crítico, a análise lógica e a discussão objetiva das teorias científicas". Além disso, diz a lei, "deve-se incentivar os alunos a analisar com objetividade as teorias estudadas". São sábios conselhos, ninguém duvida. Apenas não estão a serviço do aperfeiçoamento das instituições acadêmicas, mas das aspirações dos criacionistas de universalizar suas ideias nas salas de aula. O conceito de liberdade acadêmica é o tema central do primeiro filme destinado a panfletar as ideias criacionistas, Expelled: No Intelligence Allowed, lançado nos Estados Unidos há dez meses (e massacrado pela crítica). O filme denuncia uma suposta conspiração por parte da comunidade científica americana contra o criacionismo. Uma pesquisa recente da Universidade da Pensilvânia mostrou que, nos Estados Unidos, um em cada oito professores do ensino médio apresenta o criacionismo a seus alunos como "uma alternativa cientificamente válida para a explicação darwinista sobre a origem das espécies". No Brasil, não existem estatísticas sobre o assunto, mas, pelo avanço criacionista nas aulas de ciências das escolas evangélicas, pode-se apostar que os dogmas da Bíblia estão em alta no meio educacional.
Especial
A ciência e a fé já foram unidas
Ensinar Adão e Eva nas aulas de ciências é treva.
Astrologia é charlatanismo. Mas grandes descobertas
científicas foram feitas por gênios que conviveram bem
com ideias religiosas e até superstições
O primeiro místico e o primeiro cientista foram uma mesma pessoa, um Homo sapiens qualquer que, olhando para o céu noturno há 30.000 anos, viu a lua cheia e se encheu de devoção e conjecturas. Partes diferentes de seu cérebro processaram à sua maneira a informação visual captada pelos olhos. Uma delas, o lobo temporal, registrou aquela luz pálida emanada de um disco que parecia flutuar no espaço como uma experiência sublime, inexplicável, superior, poderosa, acachapante, religiosa. Ao mesmo tempo, outras regiões do cérebro tentavam avaliar se aquele objeto luminoso oferecia algum perigo, se podia despencar causando danos, se era comestível, se sua aparição na abóbada celeste se repetiria ou se poderia ser relacionada com algum outro fenômeno, como a escassez ou a abundância de caça. Como sugeriu poeticamente o astrônomo francês Guillaume Bigourdan (1851-1932), o último Homo sapiens do planeta será talvez surpreendido pela morte quando entretido com a mesma lua cheia e – por maiores que sejam sua educação e treino científico, mais exata sua noção do tamanho, das distâncias e dos formatos das órbitas – ela lhe parecerá sublime, inexplicável, superior, poderosa, acachapante, religiosa. Disse Bigourdan: "Isso é do homem. Contar lunações, medir órbitas, calcular fre-quências, mas se prostrar extático diante da imensidão do universo".
Por eras o lado místico e o científico conviveram sem conflitos na mente humana. Com o excedente econômico trazido pelo desenvolvimento tecnológico, as sociedades primitivas deram-se ao luxo de ter indivíduos dedicados a tarefas específicas – o guardião armado, o sacerdote para aplacar as fúrias naturais e adivinhar o trajeto dos mamutes, o líder para julgar e punir quem ferisse as regras de convivência do grupo. Mesmo depois disso, com as tarefas práticas entregues a certos indivíduos enquanto outros se dedicavam a magia e rituais, a fé e a razão continuaram como campos complementares da experiência humana. As civilizações da Antiguidade, a babilônica, a chinesa, a persa, a hindu, a grega e a romana, tiravam sua coesão social e sua força da fusão indelével entre o místico e o prático. Os engenheiros romanos que projetaram e construíram o Anio Novus, o maior aqueduto do seu tempo, com 95 quilômetros de extensão, banharam-se em sangue de touro obedecendo a preceitos da jus divinum (lei divina) como forma de garantir a proteção dos deuses para seu extraordinário empreendimento. A Europa medieval arrastou-se na névoa das crenças, com pouquíssimo progresso tecnológico. Mas nem o advento do Iluminismo, do Método Científico ou da Revolução Industrial fez regredir as crenças, as superstições e o poder das religiões de moldar o pensamento e o comportamento das pessoas.
O cientista de maior impacto na história, sir Isaac Newton (1643-1727), ao tempo que mudava o curso do pensamento com suas leis da gravitação universal e da mecânica clássica, considerava-se melhor teólogo que astrônomo e via mais possibilidades na alquimia do que no cálculo infinitesimal. O poeta Alexander Pope escreveu o epitáfio de Newton: "Nature and nature’s laws lay hid in night; God said ‘Let Newton be’ and all was light". (A natureza e as leis da natureza estavam imersas na noite; Deus disse "Que Newton seja" e tudo se iluminou.) Johannes Kepler (1571-1630), o mais fenomenal matemático de seu tempo, escondeu por dez anos o fato de ter confirmado as observações do astrônomo dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601), descobridor da forma elíptica das órbitas dos planetas do sistema solar. Escondeu por pavor de estar cometendo uma heresia contra a visão aristotélica da Igreja, que, já começando a aceitar a hipótese heliocêntrica de Copérnico, determinava, porém, que as órbitas desenhadas por Deus só podiam ser círculos perfeitos. Na apresentação de sua obra Harmonices Mundi (Harmonia do Mundo), Kepler se desmancha em mística adoração pelo Criador em termos que chocariam os cientistas ou qualquer pensador racional dos dias atuais: "Deixei-me levar pela fúria divina e roubei os barcos dourados dos egípcios para construir uma casa adequada ao meu Deus. Mas se isso O contrariar não hesitarei em queimar meus estudos". Kepler, que também era astrólogo, atribuía suas descobertas científicas a epifanias – ou seja, a revelações divinas.
Fotos Bettmann/Corbis/Latinstock
Em nome de Deus
Os astrônomos Kepler e sir Isaac Newton julgavam estar lendo a mente divina
Essa convivência pacífica entre o fervor religioso e a capacidade de pensar racionalmente não duraria muito mais tempo. Logo, a ousadia crescente dos cientistas e filósofos surgidos a partir de meados do século XVII passaria a se tornar um estorvo para a Igreja, em especial para a hierarquia católica. A mais estrondosa trombada, algo que ecoou pelos séculos até os nossos dias, foi vivida por um leitor e admirador de Kepler, o físico, matemático e astrônomo nascido em Pisa em 1564 que se entronizou no panteão da liberdade de pensamento com o nome de Galileu Galilei. A perseguição empreendida contra Galileu pelo Santo Ofício eternizou-o como um mártir da razão que só escapou da morte depois de renegar publicamente seu apoio à hipótese de Copérnico.
O que Galileu fez para atrair a fúria da Inquisição católica e por que Kepler e outras grandes cabeças escaparam ilesos? Galileu investiu diretamente contra as Escrituras e, ao contrário de Kepler, não esperava que suas descobertas fossem apenas confirmações, com ligeiras e aceitáveis variações, da verdade revelada dos livros sagrados e das bulas papais. Não. Galileu pôs de pé um conjunto de premissas que, de tão revolucionárias, são as mesmas a presidir todas as experiências científicas até hoje – o Método Científico. Para que um experimento fosse científico, ensinou Galileu, entre outras coisas, ele deveria poder ser repetido por outras pessoas, em outros lugares e, dadas as mesmas condições, produzir os mesmos resultados. Simples? Sem dúvida, simples. Mas revolucionário. Um alquimista jamais se colocaria esses entraves – os ingredientes, os processos e os saberes da alquimia eram segredos pessoais e intransferíveis como os de um mágico. Galileu foi também um extraordinário polemista. Ele refutou com veemência a crença predominante de que tudo o que Deus queria que os homens soubessem sobre o céu e a terra estava nos livros sagrados. "As Escrituras ensinam como chegar ao céu, mas não como ele funciona", escreveu Galileu, citando um padre e astrônomo de seu tempo. Ele elaborou: "Não posso aceitar que a visão de Deus sobre astronomia seja aquela que está na Bíblia. Se aceitar isso, terei de negar sua infinita perfeição". Galileu pregava que Deus não falou aos homens sobre astronomia e física pelas Escrituras, mas por outra linguagem, a da natureza. Graças a outra dádiva divina, a mente humana, essa linguagem poderia ser lida com a ajuda da matemática, da observação, do apego à exatidão das medidas, pelas conjecturas e, principalmente, pela experimentação, em especial com a matéria em movimento.
"Não se preocupe tanto com a exatidão – ninguém vai aceitar tudo isso literalmente."
Se se pudesse fechar o foco sobre um único feito de Galileu Galilei, ele seria, sem dúvida, o ceticismo na investigação científica. Os sábios que andaram de mãos dadas com as crenças religiosas de seus tempos – e Kepler é o exemplo mais acabado – tinham a convicção de estar apenas revelando ao mundo a perfeição da mente divina descrita nas Escrituras ao torná-la acessível aos mortais por meio de seus livros. Galileu era mais ambicioso. Ele tinha certeza de que a experimentação científica captaria as mensagens de Deus diretamente na natureza e, se elas contrariassem as crenças religiosas, paciência. Kepler se ofereceu para destruir seu livro. Galileu sugeriu que, quando em choque com a boa ciência, as crenças religiosas é que deveriam ser desprezadas. Albert Einstein reagiu como Galileu quando veio a confirmação empírica de um dos pontos de sua Teoria da Relatividade Geral, o que estabelecia que a luz também sofre a ação da gravidade. Informado de que astrônomos internacionais, observando um eclipse em Sobral, no Ceará, em 1919, haviam constatado a deflexão da luz das estrelas nas proximidades do Sol, Einstein rea-giu sem surpresa: "Se a luz não fosse desviada, Deus estaria errado". Como se vê, a concepção básica de Galileu ajudou a criar o mundo moderno. Por isso, é inevitável a sensação de retrocesso quando se vê a multiplicação das tentativas de ensinar Adão e Eva nas aulas de ciências das escolas brasileiras – e não por valorizar as Escrituras. Uma mente poderosa como a do filósofo Giambattista Vico (1668-1744) usou argumentos de alta elaboração racional para defender a tese de que, ao investir contra as crenças religiosas e superstições, o ceticismo científico destruiria os fundamentos da civilização. Pode-se concordar ou discordar de Vico, mas isso se dará no campo da razão. O atraso mesmo está na aceitação literal da Bíblia em questões científicas.
O poder da razão
Giambattista Vico (1668-1744) e Galileu Galilei (1564-1642) entraram para a história do pensamento com registros opostos. Galileu como o mártir que quase foi crucificado por discordar do dogma católico que colocava a Terra no centro do universo. Vico por defender que, ao enfraquecer a fé e as superstições, o ceticismo científico era um perigo para a civilização. O maravilhoso, no caso, é que visões tão opostas tenham sido ambas exemplos do uso mais requintado da mente humana e de seu instrumento, a razão.

Formação Continuada de 2º Ano

Data: 22 à 27 de março de 2009.
Local: Sindicato dos Servidores Municipais de Toledo
Escola Mul. Shirley Maria Lorandi Saurin
Escola Mul. Dr. Borges de Medeiros.
Ministrantes: Edna, Marta, Kleiton e Liege.

Conteúdo Matemática - Edna
POR QUE PRECISAMOS ENSINAR/ APRENDER MATEMÁTICA?
SE A MATEMATICA FAZ PARTE DO NOSSO COTIDIANO, POR QUE SE TEM TANTA DIFICULDADE NA APRENDIZAGEM/ APROPRIAÇÃO DOS CONCEITOS MATEMÁTICOS?
COMO A MATEMÁTICA ESTÁ SENDO TRABALHADA NA ALFABETIZAÇÃO?
Sujeito letrado:
Aquele que tem sua vida social mediada pela leitura e escrita, usando efetivamente as diferentes linguagens das diversas áreas do conhecimento.
Aquele que tem uma maior autonomia e motivação com o meio escrito e dele efetivamente faz uso.
A matemática tem uma linguagem de abstração completa. Como qualquer sistema linguistico, a ciência matemática utiliza-se de signos para comunicar significados matemáticos. Assim, a leitura da linguagem matemática ocorre a partir da compreensão e da interpretação dos signos e das relações implícitas naquilo que é dito de matemática. (idem, p.19)
Alfabetização matemática refere-se aos atos aprender a ler e escrever a linguagem matemática usada nas séries iniciais de escolarização.
Fenômeno que trata da compreensão, da interpretação e da comunicação dos conteúdos matemáticos ensinado na escola, tidos como iniciais para a construção do conhecimento matemático.
Ser alfabetizado em matemática, é compreender o que se lê e escrever o que se compreende a respeito das primeiras noções de lógica, de aritmética e de geometria.
MATEMÁTICA
I – CONCEPÇÃO
Ao trabalhar o contexto histórico no ensino da Matemática, precisamos tomá-lo como um instrumento que contribua para perceber a realidade marcada pelas transformações produzidas pelo movimento histórico e suas contradições.
Muitas vezes a Matemática foi compreendida como uma entidade autônoma, portanto, trabalhada de forma totalmente desvinculada do contexto sócio-cultural. Diante disso, devemos nos perguntar: que Matemática nos propomos a trabalhar em sala de aula? Para que e para quem ensinar Matemática? Como trabalhar os conteúdos de Matemática? Assim, faz-se necessário, para romper com essas concepções, compreendê-la como ciência e perceber o seu desenvolvimento a partir das transformações do trabalho humano.
Os tempos e os espaços dedicados à Matemática são disputados por indivíduos que têm diferentes concepções, que estão ligadas às condições materiais que caracterizam o contexto no qual esses indivíduos estão inseridos.
Compreendemos que a construção dos conhecimentos matemáticos é resultado das condições concretas que produzem necessidades humanas, ou seja, os conhecimentos são construídos para responder a essas necessidades em diferentes tempos e espaços sócio-históricos.
II – OBJETIVO
Analisar as relações quantitativas das formas espaciais, ou seja, analisar as relações intra e inter espaciais das formas, do movimento e dos números associados a essas relações, em situações da realidade social, desenvolvendo as características humanas (raciocínio lógico, imaginação, percepção, atenção voluntária, memória reflexiva, linguagem, dentre outras) na perspectiva de compreender o contexto sócio-cultural, apreendendo o movimento que o produz, bem como suas contradições.
III - PRESSUPOSTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
Devemos trabalhar com a história da Matemática no sentido de explicitar que a mesma é resultado das condições materiais da vida humana, ou seja, que a produção dos conhecimentos da Matemática se deu para responder às necessidades humanas. Investigar a origem dos conhecimentos matemáticos deve estar presente em cada momento do processo de apropriação de tais conhecimentos, pois possibilita compreender por que e para que cada conteúdo matemático é estudado.
Ao trabalhar os conceitos matemáticos, devemos partir do nível de desenvolvimento real do educando, criando novas zonas de desenvolvimento proximal, para transformar o nível de desenvolvimento potencial em um novo nível de desenvolvimento real. Para isso acontecer, faz-se necessário que o educador valorize os conhecimentos que o educando já tem.
É importante sermos alfabetizados em Matemática, considerando-se como aspectos dessa alfabetização: a decodificação, a interpretação e o posicionamento (argumentação, confronto), enfatizando a oralidade, a escrita e a leitura.
Para o processo de alfabetização matemática inicial e mais aprofundada, faz-se necessário que o educador organize atividades que possibilitem o uso de diferentes gêneros textuais que contenham conhecimentos matemáticos, como bulas, tabelas, quadrinhos, leis, receitas, reportagens de revistas, notícias de jornais, poemas, símbolos, músicas, relatos orais, faturas de luz, água, mapas, gráficos, dentre outros. Ao usar esses diferentes gêneros, o educador deve enfatizar, além dos aspectos quantitativos, também os qualitativos, na perspectiva de contribuir para analisar a realidade. Nesse sentido, é importante que se faça uma escolha intencional desses gêneros textuais para que contenham questões significativas da realidade social.
Porém, para que essas ações se concretizem no ensino da Matemática é necessário que o educador desempenhe o papel de mediador. A função mediadora do educador perpassa diferentes caminhos. No momento da troca de idéias, da argumentação, da justificativa é ele que intervém, estabelece relações, se mantém próximo da fala dos alunos, fazendo com que seus educandos reflitam, analisem, comparem, argumentem e pesquisem.
Para que essa mediação se efetive, um dos encaminhamentos para o trabalho com a Matemática é a Resolução de Problemas, desde que esses contenham elementos significativos do contexto social, que possibilitem a problematização desse contexto; possibilitando momentos que aconteça a verbalização e a mediação entre educador/ educando, educando/ educando; a interpretação; a leitura (mais que decodificação) como conseqüência; a argumentação clara, objetiva e coerente; a valorização das diferentes estratégias no desenrolar da solução com o uso de algoritmos, desenhos, tabelas, tentativas ou hipóteses; e a inter-relação com as outras áreas do conhecimento.
O atual contexto coloca o educador diante de novas situações. Uma delas é a presença de novos materiais, tanto no contexto social como na escola. Quanto aos materiais manipuláveis, como: recipientes, palitos, produtos, brinquedos, cédulas monetárias, material dourado, ábaco, barra de frações, escala cuisenaire, trenas, balanças, relógios, sólidos geométricos, embalagens, blocos lógicos, dentre outros, é preciso considerar, inicialmente, que seu uso não tem finalidade em si mesmo. O uso de materiais manipuláveis deve permitir a abstração dos elementos de forma que contribua para a construção de conceitos matemáticos e devem ser objetos que estimulem a investigação matemática.
As brincadeiras, por sua vez, transformam e demandam o aparecimento de novas oportunidades de consciência sobre o mundo. Nesse processo está contida a sociedade com a qual a criança se relaciona, emocional e cognitivamente.
Devemos considerar que os jogos contribuem, segundo Vygotsky (198, para que o educando, gradativamente, vá estabelecendo relações mais complexas entre o campo do significado e o campo da percepção, ou seja, entre o pensamento e as situações reais. Com os jogos, o educando vai se aproximando de significados matemáticos, mesmo antes de adquirir a linguagem matemática formal.
Tecnologias como televisor, vídeo, computador e programas, calculadora, DVD, internet, dentre outros, são ferramentas pedagógicas que, devido ao avanço tecnológico, não podem ser ignoradas, porém sabemos que seu uso é limitado pelas condições do contexto no qual a escola está inserida. Quando pudermos utilizá-los, devem ser instrumentos complementares e, ao mesmo tempo, contribuir para a instrumentalização do educando para a realização de várias atividades de sua vida.
Deve-se fazer uso da calculadora, visto que hoje ela se tornou instrumento básico para a realização de algumas atividades. Pode ser utilizada, não em substituição ao processo mental que o educando deve realizar, mas, principalmente, para verificar resultados, ou seja, como instrumento de autocorreção e também para descobrir regularidades nas operações.
NÚMEROS E OPERAÇÕES
A construção do significado de número e as operações que realizamos com eles necessitam ser trabalhadas em um contexto histórico e social, objetivando a construção do significado da sua função social.
Quando trabalhamos números e operações, com o educando, é fundamental explicitar como os homens faziam a contagem em outra época, no sentido de mostrar as transformações desse processo em função das necessidades humanas em diferentes contextos, fazendo-os perceber por que hoje se apresentam de forma diferente. Isso poderia ser compreendido, por exemplo, ao trabalhar com os educandos a numeração em diferentes bases.
Outra questão a ser considerada é que, além da ênfase dada aos números naturais e às frações, é necessário intensificar o trabalho com os números decimais, haja visto que eles são mais utilizados nas atividades do cotidiano do que os próprios números naturais e as frações.
GEOMETRIA
O trabalho com Geometria envolve, inicialmente, a observação e a manipulação de objetos presentes no espaço próximo. A observação é uma habilidade a ser desenvolvida, começando com a observação da natureza e suas formas, como, por exemplo, as cascas das árvores, os cascos dos animais, a forma das flores, a forma do corpo dos animais, os favos de abelhas, analisando e comparando com as produções humanas.
Isso deve ser feito de tal forma que possibilite, ao educando, comparar os objetos para perceber as relações quantitativas e qualitativas. Essas relações devem ser inicialmente feitas a partir de critérios estabelecidos pelo próprio educando e, gradativamente, por meio de critérios formais. Além da manipulação, faz-se necessário o registro das relações percebidas pelo educando, por meio de desenhos e de signos formais.
A compreensão dessas relações deve tornar-se instrumento para a compreensão da realidade, de forma dialética. Ao se analisar, por exemplo, embalagens de diferentes tipos de produtos, além de se perceber suas formas e quantidades, deverá se contrapor e argumentar sobre seu uso, o trabalho humano que os produziu, preço, o acesso a eles e suas mudanças, dentre outros.
MEDIDAS
A utilização das medidas está presente nas relações humanas. Primeiramente, o homem as utilizou de forma arbitrária e, depois, padronizou-as para que pudessem ser usadas em diferentes situações, por diferentes homens, da mesma forma, ou seja, o homem foi transformando-as a partir de suas necessidades, em diferentes épocas e contextos. Esse mesmo caminho deve ser percorrido pelos educandos. Devemos trabalhar as medidas arbitrárias e, depois, gradativamente, introduzir as medidas padrão. Isso pode ser compreendido se, ao trabalharmos com as medidas, introduzirmos a sua história.
O uso das medidas de tempo, de massa, de superfície, de volume e de valor está marcado pelas relações de classe. É importante, nos encaminhamentos metodológicos, utilizá-las a partir de situações do cotidiano que contribuam para que essas medidas sejam desveladas. Por exemplo, ao utilizar medidas de valor, não fazê-lo apenas no sentido pragmático para treinar o educando para ser consumidor (saber fazer e conferir troco, observar e comparar preços, dentre outros), mas para que analise as relações de exploração presentes no processo de compra e venda, as relações trabalhistas, a defesa da propriedade privada, dentre outras.
Ou ainda, ao utilizar as medidas de tempo, não fazê-lo, igualmente, de forma apenas pragmática, ensinando-as como mera noção cronológica. Trabalhá-las para que as tenha como instrumento para perceber que tempo, espaço e trabalho humano estão intimamente relacionados.
TRATAMENTO DE INFORMAÇÕES
O educando está inserido num contexto caracterizado por um expressivo número de informações. Faz-se necessário ajudá-lo a aprender a lidar com essas informações, organizando-as e interpretando-as qualitativamente. Essa organização, primeiramente, pode ser feita por meio de registro em desenhos, depois em quadros, tabelas e gráficos de diferentes tipos.
Ao mesmo tempo que aprende a organizar os dados, deve ser orientado para interpretar quantitativa e qualitativamente as informações, estabelecendo uma relação entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. O tratamento de informações não pode representar a preocupação em trabalhar metodicamente a estatística em seu caráter normativo.
À medida que o educando vai familiarizando-se com os instrumentos, o educador deve, intencionalmente, colocá-lo em contato com dados relevantes da realidade social, de forma a contribuir para que faça uma análise crítica da mesma, percebendo suas transformações e contradições. O educador deve incentivar o educando a fazer o registro escrito das suas análises, incentivando, assim, a produção textual em diferentes gêneros. Se houver nas escolas as condições para o uso da informática, os educandos poderão ser incentivados a usar esse instrumento para registrar os dados analisados.
CURRÍCULO
2º. Ano
1.Sistema de Numeração
Agrupamentos e trocas nas diferentes bases.
Sistema de numeração decimal.
Valor posicional: unidade e dezena e registro de quantidades, leitura e escrita de numerais cardinais no mínimo até 99 e ordinais até 10º; composição e decomposição de números.
Seriação: sucessor, antecessor; ordem crescente e decrescente; pares e ímpares.
Operações: significado de adição (acrescentar idéias), subtração, multiplicação (dobro) e divisão (metade); Utilização de algoritmos.
Significação da relação das partes com o todo e do todo com as partes.
2.Geometria
a) Exploração e localização em espaços próximos (sala de aula, escola, vizinhança), utilizando como referência o próprio corpo.
b) Relação de dentro, fora, vizinhança, fronteira, atrás, na frente, em cima, embaixo, à direita, à esquerda, entre e no meio.
c) Relações entre as formas geométricas encontradas na natureza e nos objetos construídos pelo homem.
d) Classificação dos sólidos geométricos por semelhanças e diferenças (faces planas ou superfícies arredondas) e das figuras planas (círculo, triângulo, quadrado e retângulo) de acordo com critérios da criança e convencionais.
3.Medidas
Tempo:
a) duração e seqüência temporal (hora; dia – manhã, tarde e noite; antes, durante, depois e simultaneamente); significado de rápido e lento; dia, semana, mês e ano; logo após, muito depois, muito antes, um pouco antes, agora; hoje, hoje e amanhã; linha do tempo com fatos da vida do educando.
Valor:
Identificação e utilização de cédulas e moedas; composição e decomposição de valores.
Comprimento:
Significado de tamanho, distância, largura, altura, comprimento, espessura e utilização de medidas arbitrárias (palmo, pé, passos entre outros) e da medida padrão (metro e centímetro);
Massa:
Significado de leve e pesado e utilização de medidas arbitrárias (canecos, caixas, conchas, pitada entre outras) e da medida padrão (Quilograma e grama).
Capacidade:
Significado de cheio e vazio e utilização de medidas arbitrárias (copos, colher, garrafas, xícaras) e da medida padrão (litro).
4.Tratamento de informações
Organização de dados em desenhos e quadros. Esboço de gráficos de barras ou colunas com uso de legendas.
Leitura e interpretação de dados.
Construção de tabela simples.
AVALIAÇÃO
Diferentes concepções de homem e de sociedade têm dado sustentação às práticas avaliativas que ocorrem nas escolas. Ora concebemos o homem como um ser que nasce pronto, ora como determinado pelo meio ou resultado das interações que estabelece no percurso da sua vida.
* se entendemos o homem como um sujeito construído social e historicamente e que essa construção não tem fim, então percebemos que nossa prática é significativa e pode contribuir nessa construção.
A adoção dessa concepção, para sustentar a avaliação a que nos propomos, exige a ressignificação da ação de planejar, ou seja, precisamos superar a visão do planejamento como mera exigência burocrática. Se entendêssemos que, ao estabelecer nossos objetivos estamos definindo nossos critérios de avaliação, os objetivos seriam elaborados com mais intencionalidade. Há discrepância, porém, entre o que se estabelece como objetivo e o que se avalia. Os nossos objetivos devem expressar exigências significativas de análise, de observação e de síntese para minimizar as exigências de mera memorização e reprodução, e devem se referir a "conteúdos relevantes”.
Faz-se necessário que contextualize os dados a partir do conhecimento da realidade, que os confronte e se posicione, argumentando. Por isso, ao avaliarmos deveríamos nos reportar, obrigatoriamente, aos objetivos que estabelecemos para nosso trabalho.
Precisamos superar o caráter de controle punitivo da avaliação, a qual deve ter os seguintes atributos principais: ser diagnóstica e investigativa, ser formativa e qualitativa, ou seja, deve ser utilizada no sentido de caracterizar o processo educativo e fornecer elementos para realimentá-lo em todos os aspectos, seja na ação do educando, do educador ou da própria escola, ou seja, deve possibilitar, inclusive, a auto-avaliação das pessoas envolvidas.
Nessa perspectiva, devemos refletir seriamente sobre o que fazemos com o resultado da avaliação. Avaliamos oralmente, por escrito, diagnosticamos e entregamos um número para a secretaria da Escola e respiramos aliviados como se tivéssemos cumprido nossa parte. Ora, se percebermos que os objetivos não foram atingidos, mesmo que não tenhamos as condições necessárias para tal, precisamos retomar o processo. Poderíamos explicar o conteúdo de outra forma. Por exemplo, criar um Projeto de monitoria; propor discussões para avaliar onde o processo foi interrompido; incentivar a pesquisa pelos próprios educandos sobre o assunto; pedir que refaçam as atividades após novas orientações, criar momentos de realimentação do processo com aulas de atendimento individual ou em pequenos grupos.
Muitas vezes, a função da avaliação em Matemática é apenas diagnosticar o erro. Segundo Esteban (1999, p. 15)
Nesta perspectiva, entende-se que o erro é resultado do desconhecimento, revelador do não-saber do aluno, portanto, uma resposta com valor negativo; o erro deve ser substituído pelo acerto, que é associado ao saber, e se revela quando a resposta do aluno coincide com o conhecimento veiculado pela escola, este sim, “verdadeiro” valorizado e aceito, portanto, positivamente classificado. Saber e não-saber, acerto e erro, positivo e negativo, semelhanças e diferenças são entendidos como opostos e como excludentes, instituindo fronteiras que rompem laços, delimitam espaços, isolam territórios, impedem o diálogo, enfim, demarcam nossa interpretação do contexto e tornam opacas as lentes de que dispomos para realizar leituras do real.
Precisamos valorizar os caminhos percorridos pelos alunos, sua argumentação, seus raciocínios, sua oralidade, seu crescimento contínuo, suas tentativas de resolução. Faz-se necessário olhar o erro em outra perspectiva, ou seja, considerá-lo como indicativo de processo não concluído, de tentativas e construções alternativas, indicação de um desenvolvimento potencial, ou seja, que expressam aquilo que a criança não realiza sozinha. Se assim considerarmos, entendemos que aquilo que a criança não consegue ‘ainda’ realizar sozinha, e que causa o ‘erro’, mais tarde, com o auxílio do educador ou mesmo de outra criança, ela poderá superá-lo.
Se assim concebemos o erro, nossa análise avaliativa dará mais ênfase ao processo e menos ao resultado, ganhará um caráter de continuidade e será cumulativa. Ao resolver situações que envolvam domínio de diferentes conhecimentos matemáticos, o educando poderá demonstrar que domina alguns totalmente, outros parcialmente e não domina outros. Mesmo assim, o educador deve, apesar de compreender os limites do processo, valorizar a parte do mesmo que já foi construída. Além disso, deve considerar que nem sempre o educando fará uso da mesma forma de resolução utilizada pelo educador para chegar ao resultado, porém, apesar disso, o educador deve analisar a validade do caminho percorrido e valorizá-lo e, a partir daí, criar novas mediações para realizar uma intervenção pedagógica que contribua para avançar na apropriação dos conhecimentos matemáticos.
Ao avaliar de forma escrita, devemos evitar questões descontextualizadas, ou seja, que utilizam o número pelo número, a informação pela informação. Se o educador contextualizar a partir de situações da vida real, estará contribuindo para ampliar o domínio da língua escrita, especialmente para o processo de interpretação e construção de textos.
Os registros sobre a investigação avaliativa que fazemos devem ser feitos metodicamente e referir-se a informações relevantes para possibilitar uma análise qualitativa do processo educativo. A soma dos pontos obtidos pelo educando, às vezes representa a "nadificação" do que possa ser sua aprendizagem. Se compreendermos isso, o mais adequado seria o registro por pareceres descritivos e não por notas (conceitos, números, dentre outros). O parecer descritivo contribui para superar a classificação e a subjetividade do educador tão presentes na definição dos resultados. A construção do parecer exige o registro permanente do que observamos em relação à aprendizagem do educando e dos limites/possibilidades dos encaminhamentos feitos para o trabalho educativo escolar. Ao fazermos o parecer descritivo, temos que tomar cuidado para que a avaliação moralista de conduta seja superada. Essa forma de registro também contribui para que possamos fazer uma avaliação integrada, ou seja, para que possamos avaliar vários aspectos de várias áreas do conhecimento com o mesmo instrumento e no mesmo momento de avaliação.
Também seria interessante, para percebermos o processo de construção de cada aluno, a organização de uma pasta com suas produções. Isso possibilitaria analisarmos o avanço na construção de conceitos, na produção textual, entre outras. Essa pasta não deveria se restringir à produção de um ano, mas de todo período em que o aluno esteve na escola. Quando da sua saída, deveria levar esse material consigo.
Outro aspecto a se considerar é a valorização também da avaliação informal. Em certos momentos, mesmo não planejados ou sistematizados para coletar dados sobre o processo educativo, podemos perceber atributos do processo que está sendo realizado. Precisamos, então, registrar as informações, cuidadosa e sistematicamente.
Vários são os instrumentos que podemos utilizar para avaliar (provas, trabalhos orais e escritos, observação sistemática, dentre outros). Ao utilizar um instrumento escrito para avaliar, devemos ter alguns cuidados:
que os instrumentos sejam variados e que viabilizem a criatividade e a expressão pessoal do educando; que as questões propostas tenham objetividade;
que estejam de acordo com os objetivos estabelecidos e que estes sejam significativos; que exijam, mais do que mera memorização;
que exijam raciocínio lógico, aplicação de conhecimentos, originalidade, organização de idéias e, principalmente, contribuam para a formação de um ser pensante, um "ser para si", como diria Marx.
Os resultados da avaliação não devem ser cristalizados, senão estaríamos negando seu caráter cumulativo e formativo. A análise dos resultados deve servir de parâmetro para redimensionar a prática do educando, do educador e da escola. Esse redimensionamento não pode significar a repetição de estratégias, mas novas mediações com uso de diferentes instrumentos e signos.
Em relação à avaliação dos educandos com necessidades especiais, é importante que sejam analisadas as condições e possibilidades de cada um e que esta seja feita oferecendo-se a eles as condições para que possam expressar toda sua aprendizagem.

Formação Continuada de 3º Ano

Data: 11 à 13 de abril de 2009.
Local: Universidade Federal
SENAC
MinIstrantes: Marta, Liege e Edna

Formação Continuada de 4ª Série.

Data: 11à 13 de março de 2009.
Locais: Borges
Ministrantes: Kleiton, Edna,

Formação Continuada de Arte

Data: 18 à 20 de março de 2009.
Local: ASSERMUTO
Ministrante: Maria Salete Queiroz.

Formação Continuada de Educação Física.

Data: 04 à 06 de março de 2009.
Local: Escola Municipal Shirley Maria Lorandi Saurin.
Rua Armando Luiz Arrosi, 1138.
Centro
Ministrado pela professora Josiane Benvenutti.

OS JOGOS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA.

Os Jogos dão as crianças a oportunidade de utilizar combinações de habilidades motoras(e,m,l)e conceito de movimento(consciência de espaço,mudança de direção,consciência de esforço,mudança de velocidade,consciência de relacionamentos.)com intuito de atingir uma meta.(Gallahue,2008
Jogos devem ser divertidos,mas a diversão não é a razão primordial para incluí-los no planejamento de Educação Física.
As razões são desde a prática de habilidades motoras até a promoção da aprendizagem social e o desenvolvimento do cognitivo.
Características que devem ser consideradas no planejamento dos jogos.(Conhecimento básico do professor)
Estágio de desenvolvimento de habilidades motoras e conceito de movimento
Estágio de compreensão cognitiva
Nível atual de habilidades sociais (Gallahue, 200‏
Através dos Jogos desafiamos as crianças a pensarem.
O Desenvolvimento do pensamento crítico segundo
McBride(1992) tem quatro fases:
1- Organização cognitiva
Focalizar o problema e fazer perguntas.
2- ação cognitiva.
Utilizar informações prévias e fazer perguntas.
3-resultados cognitivos
Respostas alternativas e critérios para julgar respostas.
4- resultados piscomotores
Desempenho de habilidades/movimento.
Os Conceitos espaciais para o ensino de jogos, segundoGallahue 2008.
1- VOCÊ PRECISA RESPONDER AO ESPAÇO ENTRE VOCÊ E OS OUTROS.
Quão longe está a outra pessoa?
Em qual direção a bola pode ser jogada?
Em que altura precisa ser jogada?
2- O NÚMERO DE JOGADORES CONFIGURA A FORMAÇÃO DO JOGO.
Mudar de 2 para 3 jogadores cria uma formação triangular para ação do jogo,cria mais opção para o passe podem passar para a direita para a esquerda para cima para trás,adicionar mais jogadores cria uma formação circular,as crianças tem que aprender a mudar sua posiçãocriar espaço num ataque ou negar em uma defesa.
Criar padrões muda a dinâmica do jogo.
Se uma criança tem um bola e um gol vai reto para o gol, se ela tem adversário tem ir em zigue –zague ou curvo,mas tem que fazer o caminho mais rápido para o gol.
3- O ESPAÇO ENTRE JOGADORES E OBJETO AFETA O JOGO.
Driblar uma bola exige que o jogador utilize batidas rápidas,mudança de direção, para manter a bola longe do defensor,já em espaço mais aberto tudo muda seus movimentos podem ser maiores e mais fortes.
4- UTILIZAR OS ESPAÇOS NO CAMPO OU NA QUADRA MODIFICA O JOGO.
As crianças precisam entender as diferentes áreas que são criadas no campo e na quadra, zona de ataque,de defesa,espaço de transição.
Essas estratégias são fundamentais para o ensino dos jogos nas aulas de Educação Física.
Vamos conhecer as características dos jogos em cada faixa etária.
Características são definidas entre meninos e meninas.
Elas: esquecem completamente a perseguição para se apegarem aos ritos prescritos pelas regras,gostam de cantar e representar.
Eles :abandonam as regras em favor da perseguição,cantos desanda em gritos.
Os jogos e os interesses das crianças.
Dos 0 aos 2 anos:
Tato é fortemente utilizado a criança quer tocar,gosta de formas,pesos,texturas, de reproduzir sons,engatinhar, andar,abrir,fechar,empilhar,encaixar,puxar e empurrar.
Dos 2 aos 4 anos, jogos com poucas regras e simples,utilização das forma básicas de movimento,andar,correr,saltar,rolar,
representações,imitações.
De 4 aos 6 anos,começa a aceitar regras,continuam as características anteriores aumentando o lançar , pegar e equilibrar-se.
A partir dos 5 anos sentem necessidade em ter companheiros, mas dificilmente brincam juntos, só estão juntos, ficam lado a lado.
Os grupos são fragmentários, são unidades autônomas geralmente 2 á 3 crianças.
Dos 7 anos em diante surge geralmente as primeiras experiências de grupo organizado, é mais comum imitar as realizações mais perfeitas dos grandes.
Dos 07 aos 08 anos.
aceita melhor as regras,
define seus próprios interesses,
desperta para a competição,
atividades em equipe é o que interessa,
jogos ascendentes onde faz sua parte mais ainda de forma mais individualizada.
Dos 09 aos 10 anos
exige regras bem definidas
não gosta de brincadeiras e sim de jogar
gosta de jogos que provocam raciocínio
grandes jogos
forte sentimento de competição
necessidade de aceitação do grupo
Enfim a contribuição dos jogos para o desenvolvimento de atividades pedagógicas vai depender das seguintes concepções que o professor tem:
Jogo
Criança
Aprendizagem
Desenvolvimento.
Bibliografia:
GALLAHUE. David L. Educação Física Desenvolvimentista para todas as idades.
São Paulo Phorte Editora,2008

Os jogos de mesa foram realizados pela Profª Luciana no laboratório de Informática englobando as tecnologias a disciplina de Ed. Fisíca.

AnexoTamanho
Trilha27.69 KB
Dominó543.03 KB
Jogos121.5 KB
Regras dos jogos de mesa20.03 KB

Formação Continuada de Educação Infantil

Data: 13 à 15 de abri de 2009.
Locais: Sindicato dos Servidores Municipais de Toledo
Escola Mul. Shirley Maria Lourandi Saurin
Ministrantes: Leoni, Josiane e Maria Salete

Formação Continuada de Incentivo a Leitura.

Data: 04 à 06 de março de 2009.
Local: SENAC
Ministrantes: Maria Salete, Luciana , Kleiton, Eliane, Liege e Maria do Carmo.

TEXTO
Elaboração: Maria do Carmo Cabreira
04 de março de 2009
Leitura em questão
A leitura não é um ato isolado que diz respeito apenas ao ambiente escolar, o ato de ler vai além do que está escrito. Podemos ler os gestos, ler os símbolos, ler os sinais, ler obras de artes, ler as atitudes, ler os movimentos, “ler a mão”, ler o tempo, ler o espaço, ler mensagens, ler placas, ler objetos.
Quando lemos um objeto, por exemplo, analisamos seus aspectos de estética, o material e as partes que o compõem. A sua história, as circunstâncias em que foi produzido, as pessoas que o produziram. Esse será um encontro de intenções e fatores pessoais do leitor com o objeto. E como diz Paulo Freire “(...) A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquela (...)” (FREIRE, 1994.p.11).
Começamos a ler nos nossos primeiros contatos com o mundo. Um bebê identifica através das sensações o ambiente e as pessoas que o cuidam começando assim, a compreender quem e o que o cerca, desempenhando, dessa forma, suas primeiras leituras. Uma aprendizagem natural, mas complexa.
Realizamos leituras das experiências humanas, das circunstâncias e das várias áreas do conhecimento. Entretanto, o domínio do sistema da língua não dá conta da leitura como prática social.
Aprendemos a ler a partir da nossa realidade pessoal. E precisamos ampliar esse contexto para organizar os conhecimentos adquiridos, questionar a realidade para compreendê-la e assumir uma postura crítica nas nossas relações pessoais.
Como afirma Delia Lerner: “Ler é entrar em outros mundos possíveis. É indagar a realidade para compreendê-la melhor, é se distanciar do texto e assumir uma postura crítica frente ao que se diz e ao que se quer dizer, é tirar carta de cidadania no mundo da cultura escrita...” (LERNER, 2002, p.73)
O mundo da leitura apresenta muitas finalidades. Lemos para adquirir conhecimento, para obtermos informação simples ou complexas; lemos para saber a respeito dos fatos, lemos por diversão e, descontração e através da leitura de ficção ou da poesia, lemos para encontrar o “prazer do texto”. Prazer que surge de um trabalho intelectual em diferentes níveis que se instalam entre o leitor e o autor do texto. O leitor com seu conhecimento prévio e o autor com sua arte.
A imagem que internalizamos de leitura são as produções escritas em papel, publicações em livros, jornais ou revistas. No entanto, esses não são os únicos portadores de textos. Estamos em constante contato com a leitura, pois fazemos parte de uma sociedade grafocêntrica, em que a escrita constitui as diversas atividades do nosso dia a dia. Encontramos textos escritos em muros, outdoors, camisetas, papéis, cartões, placas, cartazes, panfletos, meios de transportes, livros, revistas, jornais e em outros diferentes suportes de textos.
A partir do momento que começamos a organizar os conhecimentos adquiridos e a estabelecer relações entre as experiências, procedemos a leitura, e nos habilitamos basicamente a ler tudo.
Quanto mais cedo mantivermos convivência com material escrito, mais gosto e interesse pela leitura teremos despertado. Algumas pessoas desenvolvem esse gosto no espaço familiar e social em que estão inseridas. Porém, outras somente têm contato com a leitura no ambiente escolar. É por isso que as crianças precisam perceber a leitura como um ato prazeroso e necessário. E, para criança, o professor/ professora será sempre o seu modelo de leitor.
Não é necessário que a criança saiba ler para ter acesso à leitura: ela pode acompanhar a leitura feita por outros, manusear livros, realizar a pseudoleitura.
O contato com diversos gêneros textuais e a capacidade de identificar suas características gerais contribui para o desenvolvimento da capacidade de ler com compreensão.
Ao pensarmos em um trabalho de incentivo à leitura, devemos ter como objetivo principal a compreensão do texto pela criança. Ler com compreensão abrange três elementos básicos: compreensão linear, produção de inferências e compreensão global.
A compreensão linear permite dizer quem fez o que, quando, como, onde, e por quê. É a leitura dos aspectos visíveis do corpo do texto e através desses aspectos é possível compreender o enredo do texto.
A produção de inferência é a capacidade de associar diversos elementos presentes no texto ou que fazem parte da vivência do leitor, para compreender as informações que não estão explícitas no texto, o que está subentendido.
Ao realizarmos inferências, usamos nosso conhecimento prévio, estabelecemos relações intertextuais, prestando atenção nos componentes formais do texto como estrutura composicional, recursos lingüísticos, recursos expressivos e literários a que recorre.
Na realização da antecipação dos conteúdos do texto, levantando hipóteses baseadas nos elementos dos textos, temos auxílio para a produção de sentidos e contribuições para a formação como leitor.
Uma leitura atenta, em que são formuladas e testadas hipóteses relacionando informações e produzindo inferências, desenvolve em nos, leitores, uma visão global do texto, pois quando compreendemos o texto lido temos a capacidade de apontar o assunto que o texto trata, como iniciou, qual foi o seu desenvolvimento e como se concluiu.
Após conhecer o texto, podemos compartilhar os pontos éticos e afetivos do mesmo, concordando ou não com as declarações e acontecimentos.
Também somo capazes de relacionar o que lemos, com aspectos do nosso cotidiano. Talvez isso seja o que ofereça maior sentido e prazer para nos leitores.
Em se tratando de encontrar sentido e prazer na leitura, um aspecto muito intrigante no âmbito escolar é a questão da faixa etária da criança e suas leituras. Muitas pesquisas têm demonstrado que a criança não é apenas um corpo biológico. É um ser de cultura que, ao se relacionar com o mundo, aprende na interação com seus pares e é capaz de ir além do desenvolvimento alcançado em um dado momento e o que a motiva para a leitura é a curiosidade. Então, devemos lhe proporcionar o contato com os mais diversos materiais escritos e deixar que ela escolha suas leituras, no ensejo de torná-la leitora em potencial.
Não realizamos apenas leitura racional ou emocional, também lemos pelos sentidos, leitura sensorial. Utilizamos à visão, a audição, o tato, o olfato ou o paladar para realizar a leitura. Ao ler sensorialmente um livro observamos sua forma, cor, textura, volume e o cheiro desse objeto inerte.
Baseados na leitura sensorial, os livros para pequenos leitores, recebem cuidados especiais no que diz respeito aos seus aspectos gráficos, imagens coloridas, tipo e tamanho da letra, formato e facilidade de manuseio, combinações rítmicas, sonoras e visualização dos sinais, atraindo facilmente esse pequeno leitor. Uma promessa de encantamento e alegrias.
As ilustrações não possuem apenas a função de ilustrar o texto, elas também dialogam com ele. Nem sempre representam o que o autor escreveu. Cumpre com a sua função de comunicação e ao mesmo tempo em que se lê o texto, também se leem as ilustrações.
No entanto, é necessário prestar atenção ao material que se adquire para leitura, pois nem sempre o que é chamativo e atraente, apresenta conteúdos significativos. Muitas vezes percebemos que, na preocupação de facilitar o contanto da leitura com as crianças, os textos se tornam vagos ou até mesmos as obras clássicas da literatura infantil acabam sendo desvirtuadas das suas originais, o que causa desconforto e prejuízo material para quem as adquire.
Não lemos apenas pelas ilustrações, mas também pelas imagens que o autor descreve na sua obra, nos levando a viajar através de sensações e imaginação para mundos até então desconhecidos, onde fazemos descobertas ou revivemos emoções.
E conforme Maria Helena Martins afirma:
Em face disso, ler significa também aprender a ler o mundo, dar sentido a ele e a nós próprios, o que, mal ou bem, fazemos mesmo sem ser ensinados. A função do educador não seria precisamente a de ensinar a ler, mas a de criar condições para o educando realizar a sua própria aprendizagem, conforme seus próprios interesses, necessidades, fantasias, segundo as dúvidas e exigências que a realidade lhe apresenta. Assim, criar condições de leitura não implica apenas alfabetizar ou propiciar acesso aos livros. Trata-se, antes, de dialogar com o leitor sobre a sua leitura, isto é, sobre o sentido que ele dá, repito, a algo escrito, um quadro, uma paisagem, a sons, imagens, coisas, idéias, situações reais ou imaginárias. (MARTINS, 2003, p.34)
Sendo a função do educador/educadora propiciar condições para que o educando vá ao encontro do mundo da leitura, é de suma importância que ele/ela realize a seleção do material a ser trabalhado nas aulas de incentivo à leitura criteriosamente. Principalmente se informando sobre o que existe para o seu público ler, definindo prioridades, lendo e analisando os textos anteriormente para perceber se é ou não do interesse para aquele aluno ou grupo de alunos. O melhor momento para o professor/professora aprender sobre o gosto de leitura dos alunos é no decorrer da própria aula. Não existe receita pronta para nos tornarmos bons ou maus leitores. O que existe é uma infinidade de leituras que precisamos realizar todos os dias.

BIBLIOGRAFIA
Pró-Letramento: Programa de Formação Continuada de Professores dos Anos/Séries Iniciais do Ensino Fundamental: alfabetização e linguagem . - ed. rev. e ampl. incluindo SAEB/Prova Brasil matriz de refêrencia/ Secretaria de Educação Básica – Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2008.
LERNER, Delia. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002.
CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Literatura infantil: teória e prática. 4 ed. São Paulo: Ática, 1985.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. em três artigos que se completam. 36a ed. São Paulo: Cortez, 1998.
MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. São Paulo: Brasiliense, 2003.
SMITH, Frank. Leitura significativa. 3.ed. Porto Alegre: Artmed,1999

DICAS DE LEITURA
BISA BIA, BISA BEL, Ana Maria Machado,
A BOLSA AMARELA, Lygia Bojunga,
REINAÇÕES DE NARIZINHO, Monteiro Lobato,
A PRINCESA QUE TUDO SABIA... MENOS UMA COISA, Rosane Pamplona
MARCELO, MARMELO, MARTELO E OUTRAS HISTORIAS Ruth Rocha,
QUEM LÊ COM PRESSA TROPEÇA, Elias José,
CAÇADAS DE PEDRINHO, Monteiro Lobato,
RAUL DA FERRUGEM AZUL, Ana Maria Machado,
ATÉ PASSARINHO, PASSA Bartolomeu Campos de Queirós,
MELHORES POEMAS, José Paulo Paes
CORAÇÃO DE GANSO ,Regina Rennó
JOÃO BOBO,Ana Maria Machado
O MENINO MALUQUINHO, Ziraldo
IN DEZ,Bartolomeu Campos de Queiroz
O PEQUENO PRINCIPE, Antoine de Saint- Exupéry
O REIZINHO MANDÃO, Ruth Rocha
A MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA,Ana Maria Machado
MARIA VAI COM AS OUTRAS, Sylvia Orthof
PEDRO MENINI NAVEGADOR, Lúcia Fidalgo
MENINO BOM, Lúcia Fidalgo
SABENDO ELR O MUNDO, Lúcia fidalga
COM VONTADE DE PINTAR O MUNDO, Lúcia Fidalgo
FALANDO EM VERSO, Lucia Fidalgo
MENINO SENTIDO MIL COISAS, Ricardo Azevedo
O FANTASTICO MISTERIO DA FEIURINHA, Pedro Bandeira
VÓ CAIU NA PISCINA, Carlo Drummond de Andrade

EDUCAÇÃO INFANTIL

Com a evolução dos estudos referentes a infância e com a LDB 9.394/96, definindo a Educação Infantil como a primeira etapa da educação básica, as instituições que ofertam esse nível de ensino tem buscado oferecer espaços ricos em estímulos, organizados de maneira a proporcionar desafios à criança, provocando-a para que busque novas alternativas a fim de vencer o desafio e dessa forma desenvolver-se.
            O trabalho realizado pelas Instituições de Educação (Escolas e Centros Municipais de Educação Infantil), é de grande importância, pois são oferecidos estímulos de modo a favorecer o desenvolvimento nos diferentes aspectos físico, social, cognitivo e afetivo de forma equilibrada, valorizando-os em patamar de igualdade, promovendo assim o desenvolvimento integral da criança.
            A proposta pedagógica desenvolvida na Educação Infantil, tem por objetivo articular as ações de cuidar e educar, de forma indissociável, uma vez que o “cuidar” deve superar a perspectiva da mera preocupação com a nutrição e higiene, pois ao ser cuidada a criança é educada para que se preocupe com o bem estar do outro, aprende também a cuidar, a ser sensível e a ser solidária.
            No que se refere ao processo da construção do conhecimento, a criança utiliza-se das mais diferentes linguagens e por meio da curiosidade infantil busca desvelar o mundo através da interação que estabelece com o meio e com as pessoas com as quais convive, nesse sentido o trabalho da Educação Infantil tem um papel preponderante por ter carácter intencional, as atividades são cuidadosamente planejadas e vão de encontro às curiosidades e necessidades das crianças. 
            Com o objetivo de proporcionar aos educadores da Educação Infantil um espaço no qual seja possível buscar conhecimentos, fomentar reflexões a cerca de temas relevantes para o dia-dia, socializar práticas do cotidiano, aprimorando a qualidade do ensino na Educação Infantil, a Secretaria Municipal de Educação, através do Departamento de Educação Infantil, tem organizado desde o ano 2005 a Semana da Educação Infantil.
            Cada edição da Semana da Educação Infantil, se materializa teoricamente por meio do livro “Vivências e Experiências na Educação Infantil”, que já se encontra na 4ª edição. Este material tem a finalidade de subsidiar os educadores, com sugestões e como fonte de pesquisa enriquecendo ainda mais o trabalho realizado com as crianças.

V SEMANA DA EDUCAÇÃO INFANTIL 2009

Ao assumir a visão de que educar é intervir e orientar o processo de desenvolvimento que se dá nas múltiplas interações vividas pelo ser humano desde o nascimento, assumimos a visão de que cuidar é sempre educar, e de que a educação da criança pequena não se dá somente no seio da família, mas também nas instituições educacionais, Na I Semana da Educação Infantil, em 2005, tivemos apresentação de 13 projetos, já na II Semana realizada em 2006, tivemos 14 projetos, que foram apresentados nas oficinas temáticas, por professores que atuam na pré-escola e nos Centros Municipais de Educação Infantil, também nesta semana foram realizadas atividades recreativas com as crianças da pré-escola e dos Centros.
E como premiação os educadores receberam seus trabalhos divulgados através do livro “PROJETOS QUE VALEM PRÊMIO”. Aqui são registrados, sem dúvida, trechos da história da educação infantil pública, construída com profissionalismo, dedicação e carinho.
Acreditamos que refletir, escrever e socializar a prática pode ser um caminho promissor para a organização do trabalho pedagógico e um investimento que todo educador deve fazer para o aprimoramento de sua carreira.
A Secretaria da Educação espera que apublicação dos projetos premiados contribua como um recurso a mais para a formação continuada, por meio da troca de idéias e experiências e, acima de tudo, que incentive um trabalho consciente e engajado com a qualidade social em prol da Educação Infantil do Município de Toledo.
O simples ato de virar uma página abre mil portas de um universo fantástico, povoado de sonhos, mistérios, fantasias, desafios, conquistas.

Oficina de Matemática de Educação Infantil

Conteúdo Profª Edna

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Oficina de Matemática763.5 KB

Palestra Profª Norma Golfeto

Slides palestra Educação Infantil

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Escola e Família em Parceria1.39 MB

EJA - Educação de Jovens e Adultos

 
Curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA)
 
Esta é uma das modalidades do Ensino Fundamental. Ela atende às pessoas que não concluíram seus estudos até a 4ª série do Ensino Fundamental.
 
Em Toledo a EJA funciona nos seguintes locais e horários:

ESCOLAS / LOCAIS ENDEREÇO HORÁRIO
ESC. M. Alberto S.Dumont Jardim Porto Alegre 18h30min – 22h30min
ESC. M. André Zenere Jardim América 18h30min – 22h30min
ESC. M. Anita Garibaldi Jardim Europa 18h30min – 22h30min
ESC. M. Carlos Friedrich Jardim Coopagro 18h30min – 22h30min
ESC. M. Henrique Brod Jardim Panorama 18h30min – 22h30min
ESC. M. Ivo Welter Santa Clara IV 18h30min – 22h30min
ESC. M. Orlando Luiz Basei Novo Sarandi 18h30min – 22h30min
ESC. M. V. J. P. Brum - CAIC Jardim Maracanã 18h30min – 22h30min
ESC. M. Walter Fontana Vila Pioneira 18h30min – 22h30min
Lar Dos Idosos – APA Jardim Porto Alegre 7h30min – 11h30min
SESC – Matutino Centro 7h30min – 11h30min
SESC – Vespertino Centro 13h30min –17h30min
CERTI Jardim Maracanã 17h30min – 21h30min

 
As matrículas podem ser feitas em três períodos do ano: fevereiro, junho e dezembro.
Todas as escolas municipais estão orientadas para receber matrículas, mas a escola autorizada a expedir toda documentação é a Escola Municipal Carlos João Treis, localizada na Vila Paulista.
 
Documentos necessários para realizar a matrícula:

  • Cópia da certidão de casamento ou de nascimento ou de óbito
  • Cópia do RG (legível)
  • Cópia do talão de luz (conta da COPEL)
  • Se tiver comprovante de escolaridade anterior, levar o documento original.

 
Idade para ingresso nas turmas da EJA – 15 anos completos até a data de matrícula
 
Início das aulas – é o mesmo do Ensino Regular, pois segue o mesmo calendário
 
Observação: As turmas funcionam de segunda a sexta - feira. A duração das aulas é de 3 horas diárias. Os alunos tem quatro projetos complementares ao currículo: Informática, Incentivo a Leitura, Educação Física e Arte.
De acordo com os conhecimentos do aluno ele pode concluir a 4ª etapa (4ª série) em 6 meses.
 
Número mínimo de alunos para abrir uma turma nova – 15 alunos
 
 
 
FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
 
            O Curso de Educação de Jovens e Adultos – EJA Fase I, implantado em Toledo desde 2006, conta hoje com profissionais formados e concursados. Muitos destes profissionais nunca trabalharam com a EJA e necessitam de uma formação específica para desenvolverem seu trabalho de forma competente.
            A expectativa é de que esse curso seja de fato útil para a formação dos professores que atuam na EJA Fase I em suas diferentes etapas. O resultado dessa forma   de formação   resgata uma cultura escolar baseada na discussão coletiva, troca de experiência, reflexão contínua sobre a prática, incentivo à leitura do professor e do aluno.
            A reflexão feita nestes últimos anos através de assessoramento e formação deve ser continuada e melhorada, pois os professores mudam e os alunos são diferentes. Estas são as soluções possíveis que a Secretaria Municipal da Educação encontra para trabalhar com o dinamismo deste público.
            Não se pode esquecer que cada professor traz para os encontros conhecimentos, ideias e intuições construídas nas experiências que vivenciou, portanto, possui diferentes ferramentas para dialogar com um novo conhecimento. Por isso, percebe-se a necessidade de manter um canal de comunicação, um vínculo com esses professores para que possam efetivar realmente uma nova proposta centrada na aprendizagem dos alunos jovens e adultos.
            Propõe-se então, a continuidade da formação continuada, para discussão e reflexão coletiva sobre a prática a fim de desenvolver nos professores competências profissionais adequadas.
            O objetivo maior desta formação é desenvolver procedimentos necessários para elaborar uma rotina de trabalho pedagógico que corresponda às necessidades de aprendizagem dos alunos em relação ao processo de alfabetização e demais etapas da EJA Fase I.
Dentre os conteúdos trabalhados estão:

  • Tematização da prática pedagógica de sala de aula;
  • Planejamento de situações didáticas para aquisição da linguagem escrita no uso cotidiano;
  • Desenvolvimento de sequências didáticas junto aos alunos considerando os gêneros textuais previstos no currículo;
  • Utilização de procedimentos didáticos eficazes para a formação de leitores e escritores competentes;
  • Planejamento de situações didáticas através de agrupamentos produtivos de alunos, considerando suas hipóteses de escrita e leitura e características pessoais;
  • Utilização de jogos na efetivação da aprendizagem de conteúdos equivalentes.

 
O trabalho desenvolver-se-á através de leituras de textos diversos de acordo com os conteúdos propostos; elaboração de sequências didáticas e jogos pedagógicos; discussão sobre as hipóteses de escrita e de leitura através de filmes, vídeos e slides; produção de jogos matemáticos; tematização da prática pedagógica, ouvindo os professores e adequando as discussões às necessidades de aprendizagem do grupo.
A coordenação desta formação continuada está sob a responsabilidade da Coordenação da Educação de Jovens e Adultos da SMED/Toledo.
Todo o trabalho desenvolvido com os professores será colocado em prática na sala de aula com os alunos. O resultado obtido pelos alunos através da sua aprendizagem será demonstrado em suas produções e avaliações, sendo esta, portanto, a avaliação a ser considerada.
Este trabalho terá uma carga horária de 20 horas e acontecerá nos seguintes dias: 31/03,       16/07, 02/08, 06/09 e 08/10. Toda a formação será na Escola Municipal Carlos João Treis no período noturno - 18h30min às 22h30min.
 
 
 
 
Mostra Pedagógica na Educação de Jovens e Adultos (EJA)
 
Pela primeira vez em 2010 a EJA fará uma mostra pedagógica envolvendo os alunos que estudam na Fase I do Ensino Fundamental. Esta Mostra pretende ser o resultado do trabalho realizado pelos professores dos projetos de Arte, Incentivo a Leitura, Educação Física e Informática, juntamente com os professores regentes das turmas.
Durante o ano de 2010 foram contratados vários professores para atuarem especificamente nos projetos com os alunos da EJA. Esta é uma conquista para todos, pois entendemos que estes alunos têm o mesmo direito a atividades diversificadas que os alunos do ensino regular. Os alunos estão muito contentes com o trabalho dos professores e pretendem levar para a Mostra muitas novidades.
A Mostra será realizada nos dias 16 e 17 de setembro de 2010 no Centro Cultural Ondy Hélio Niederauer na Vila Pioneiro, no período noturno.
Serão apresentados os projetos desenvolvidos com os alunos e os resultados obtidos. Teremos também uma palestra com o Professor Ivo Triches para professores, alunos e pessoas convidadas pela Secretaria Municipal da Educação, a fim de motivar a permanência e a continuidade nos estudos.
Esperamos poder transformar a vida destes alunos, dando-lhes oportunidade de enriquecer seus conhecimentos, adquirir novas experiências, ouvindo o que os outros colegas tem a dizer como também partilhando suas próprias vivências.
 
 
 
Viagens de estudos a Foz do Iguaçu
 
Estamos organizando algumas viagens de conhecimento com os alunos da Educação de Jovens e Adultos que estudam nas escolas municipais de Toledo.
O roteiro da viagem é o seguinte: Visita a Itaipu Binacional, Refúgio Biológico de Itaipu, Parque das Aves e Parque Nacional do Iguaçu. Além destes locais pretendemos visitar o marco das Três Fronteiras e o Aeroporto.Todos os locais são pontos turísticos do Paraná, mas também, são ambientes riquíssimos de aprendizagem para os alunos da EJA que tem no currículo a disciplina de História do PR. Muitos dos alunos são pessoas com baixo poder aquisitivo e que não teriam condição de realizar esta visita independentes da Escola. São pessoas que não puderam estudar quando eram crianças e hoje enfrentam este desafio para superarem as dificuldades que a falta da leitura e da escrita lhes proporcionou. Alguns são jovens ainda, mas a maioria tem acima de 40 anos.
As viagens serão aos sábados, pois os alunos trabalham durante a semana.
 O cronograma é o seguinte:
28/08/2010 – grupo 01
02/10/2010 – grupo 02
09/10/2010 – grupo 03
30/10/2010 – grupo 04
20/11/2010 – grupo 05
Dentre os vários grupos de alunos que farão a visita temos alunos que concluíram a 4ª etapa no ano passado, outros que concluíram no 1º semestre e os demais que estão matriculados e estudando nas demais etapas do Curso da EJA.
Os professores já estão orientando seus alunos com vídeos e também com visitas a vários sites sobre Foz do Iguaçu para que eles estejam preparados para aproveitar esta viagem de estudos. Além disso, acompanharão os alunos nas viagens esclarecendo e informando sobre os pontos visitados.
Em todas as viagens teremos uma pessoa da Secretaria Municipal da Educação que será responsável por toda a logística e contatos com os locais em Foz do Iguaçu.

ATIVIDADES DE 2011

Curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA) – Fase I
 
Esta é uma das modalidades do Ensino Fundamental. Ela atende às pessoas que não concluíram seus estudos até o 4º ano do Ensino Fundamental.
Neste ano (2012) a EJA está funcionando nos seguintes locais e horários:
 
ESCOLAS / LOCAIS                                       ENDEREÇO                              HORÁRIO
                                                                 
ESC. M. André Zenere                             Jardim América                       18h30min – 22h30min
ESC. M. Anita Garibaldi                        Jardim Europa                            18h30min – 22h30min
ESC. M. Carlos Friedrich                         Jardim Coopagro                    18h30min – 22h30min
ESC. M. Carlos João Treis                   Vila Paulista                               18h30min - 22h30min
ESC. M. Henrique Brod                        Jardim Panorama                      18h30min – 22h30min
ESC. M. Ivo Welter                                 Santa Clara IV                            18h30min – 22h30min
ESC. M. Orlando Luiz Basei                Novo Sarandi                             18h30min – 22h30min
ESC. M. São Francisco                         São Francisco                            18h30min – 22h30min.
ESC. M. V. J. P. Brum - CAIC              Jardim Maracanã                       18h30min – 22h30min.
ESC. M. Walter Fontana                       Vila Pioneira                               18h30min – 22h30min
ESC. M. Waldir Becker                          Jardim Fachini                           18h30min – 22h30min
Certi                                                          Jardim Maracanã                       13h – 17h
SESC – Matutino                                   Centro                                          7h30min – 11h30min
FUNET– Vespertino                              Jardim La Salle                          13h15min –17h15min
Centro Catequético                               Jardim Europa                            7h30min – 11h30min
A matrícula pode ser feita a qualquer dia do ano letivo. Todas as escolas municipais estão orientadas para receber matrículas, mas a escola autorizada a expedir toda documentação é a Escola Municipal Carlos João Treis, localizada na Vila Paulista.
 
Documentos necessários para realizar a matrícula:

  • Cópia da certidão de casamento, nascimento.
  • Cópia do RG (legível)
  • Cópia do talão de luz (conta da COPEL)
  • Se tiver comprovante de escolaridade anterior, levar o documento original.

 
Idade para ingresso nas turmas da EJA – 15 anos completos até a data de matrícula
 
Início das aulas – é o mesmo do Ensino Regular, pois segue o mesmo calendário.
 
Observação: As turmas funcionam de segunda a sexta - feira. A duração das aulas é de 3 horas diárias. Os alunos têm quatro disciplinas complementares ao currículo: Informática, Incentivo a Leitura, Educação Física e Arte. De acordo com os conhecimentos do aluno ele pode concluir a 4ª etapa (4º ano) em 6 meses.
Número mínimo de alunos para abrir uma turma nova – 15 alunos
FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
 
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos trouxeram um encaminhamento específico para essa modalidade de educação que até então não contava com documentos apropriados para a sua implementação, estava à mercê das leis do ensino regular adaptando à realidade da Educação de Jovens e Adultos. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos consideraram a educação como direito social à cidadania sendo que sua oferta deve respeitar as características e modalidades adequadas às necessidades dos adultos, possibilitando-lhes o acesso e permanência na escola.   
 
 
    
(professores da EJA, em formação)
            Nesse sentido a Educação de Jovens e Adultos reconhecida com suas especificidades relacionadas à frequência, carga horária desenvolvida nas disciplinas, sistema de avaliação, registros e documentos apropriados, encaminhamentos metodológicos específicos, que respeite o adulto como tal, não o confundindo com a criança. As atividades desenvolvidas devem ser direcionadas aos adultos, assim também como a apresentação dos conteúdos propostos e assuntos discutidos.
            O curso de Educação de Jovens e Adultos – EJA Fase I, implantado em Toledo desde 2006, conta atualmente com profissionais formados e concursados. No entanto muitos desses profissionais nunca trabalharam com a Educação de Jovens e Adultos e mesmo aqueles que já atuam, necessitam de uma formação adequada para desenvolverem seu trabalho de acordo com as exigências específicas desta modalidade.
            A expectativa é de que essa formação seja de fato útil, e que venha de encontro com as necessidades apresentadas pelos professores que atuam na Educação de Jovens e Adultos – Fase I, em suas diferentes etapas.
            Em reflexão feita através dos assessoramentos percebe-se que a formação precisa ser contínua e melhorada, pois os professores mudam e os alunos são diferentes. Esta é uma das soluções possíveis que a Secretaria Municipal da Educação encontra para trabalhar com o dinamismo deste público.
             Justifica-se também pela necessidade de intensificar o esforço coletivo para a qualificação e efetivação do trabalho realizado na Educação de Jovens e Adultos, bem como definir claramente as concepções norteadoras desta modalidade.
Objetivo dessa formação é capacitar os educadores desta modalidade para que possam desenvolver ações e reflexões no enfrentamento dos desafios da escola e da sala de aula no trabalho com alunos Jovens, Adultos e Idosos.
Os conteúdos trabalhados em 2011 foram:Orientações gerais sobre a gestão de sala de aula na EJA; Tema I: Cidadania: direitos e deveres / Família e valores; Tema II: Trabalho, profissão e emprego; Tema III: Alimentação, saúde e melhoria da qualidade de vida; Tema IV: Meio ambiente / Espaço e tempo; Transversalidade: Orientação sexual, Orientação Profissional, Questões étnico-raciais e religião.
   O trabalho desenvolveu-se através de apresentações de grupos que prepararão suas atividades, de acordo com o que fora desenvolvido em sala de aula. Utilizando-se de músicas, filmes, vídeos, cartazes enfim material diversificado. Tematização da prática pedagógica, ouvindo os professores e adequando as discussões às necessidades de aprendizagem do grupo.
 A coordenação desta Formação Continuada esteve sob a responsabilidade da Coordenação da Educação de Jovens e Adultos da SMED/Toledo.
Todo o trabalho apresentado pelos professores fora feito anteriormente em sala de aula com os alunos. O resultado obtido pelos alunos através da sua aprendizagem foi demonstrado em suas produções e avaliações, sendo esta, portanto, a avaliação a ser considerada.
Este trabalho teve uma carga horária de 20 horas e aconteceram nos seguintes dias: 03/02, 06/04, 07/06, 01/07 e 08/07. Toda a formação foi na Secretaria Municipal da Educação, no período noturno - 18h30min às 22h30min.
 
III MOSTRA PEDAGÓGICA EJA
No ano de 2011, os alunos que estudam na Educação de jovens e adultos - Fase I do Ensino Fundamental participaram da II Mostra Pedagógica que aconteceu em dois dias e duas noites, no Centro Cultural Ondy Hélio Niederauer, na Vila Pioneira. Durante todo o dia os trabalhos dos alunos fora expostos para quem quisesse ver, durante o segundo dia aconteceu um seminário para os professores: “Todas as pessoas têm conhecimento. Não há ninguém que saiba tudo; não há ninguém que não saiba nada”. (Paulo Freire), ministrada pela Diretora do Departamento de Ensino de Toledo, senhora Eliana de Fátima Buzin.
Na primeira noite houve a apresentação pelos alunos e professores dos trabalhos realizados durante o ano para toda a Comunidade Escolar e na segunda noite aconteceram várias apresentações culturais para alunos, professores e demais pessoas que quiseram prestigiar. Destacamos algumas instituições que trouxeram seu grupo artístico, como: Casa da Cultura, Circo da Alegria e o Centro de Tradição Gaúcha (CTG).
A exposição contempla trabalhos com artesanato, utilizando materiais recicláveis, como pneus, garrafas, papelão, latas, vidros e retalhos de tecido. Foram produzidos materiais para decoração, uso doméstico, dia-a-dia, e aproveitando o período do ano, enfeites natalinos.
A Mostra é o resultado do trabalho realizado pelos professores das Disciplinas de Arte, Incentivo a Leitura, Educação Física e Informática, juntamente com os professores regentes das turmas com o intuito de mostrar o que os alunos fazem nas horas em que estão na escola, além de desenvolverem a escrita, a leitura, a linguagem e também o raciocínio lógico.
 
Viagem de estudos a Foz do Iguaçu
 
Em 2011 realizamos uma viagem de conhecimento com os alunos da Educação de Jovens e Adultos que estudam nas escolas municipais de Toledo.
O roteiro da viagem foi o seguinte: Visita a Itaipu Binacional, Refúgio Biológico de Itaipu, Parque das Aves e Parque Nacional do Iguaçu. Além destes locais visitamos o marco das Três Fronteiras e o Aeroporto. Todos os locais são pontos turísticos do Paraná, mas também, são ambientes riquíssimos de aprendizagem para os alunos da EJA que tem no currículo a disciplina de História do PR. Muitos dos alunos são pessoas com baixo poder aquisitivo e que não teriam condição de realizar esta visita independente da Escola. São pessoas que não puderam estudar quando eram crianças e hoje enfrentam este desafio para superarem as dificuldades que a falta da leitura e da escrita lhes proporcionaram. Alguns são jovens ainda, mas a maioria tem acima de 40 anos.
                 
(alunos da Escola Municipal Ivo Welter – visitando a Hidrelétrica de Itaipu)
As viagens foram aos sábados, pois os alunos trabalham durante a semana. O cronograma foi o seguinte: 06/08/2011 – grupo I; 06/08/2011 – grupo II; 13/08/2011 – grupo III; 13/08/2011 – grupo IV; 20/08/2011 – grupo V.
Dentre os vários grupos de alunos que foram à visita temos alunos que concluíram a 4ª etapa no ano anterior, outros que concluíram no 1º semestre e os demais que estão matriculados e estudando nas demais etapas do Curso da EJA.
Os professores foram ao longo do 1º semestre trabalhando com vídeos, fotos e com visitas a vários sites sobre Foz do Iguaçu para que os alunos estivessem preparados para aproveitar esta viagem de estudos. Além disso, acompanharam os alunos nas viagens esclarecendo e informando sobre os pontos visitados.
(alunos da EJA no Parque Nacional do Iguaçu)
Em todas as viagens uma pessoa da Secretaria Municipal da Educação acompanha sendo responsável por toda a logística e contatos com os locais em Foz do Iguaçu.

ESCOLA DE PAIS

EVENTOS

 

ARTE: LUZ, PONTO E AÇÃO.
 
“A Arte diz o indizível, exprime o inexprimível, traduz o intraduzível”. Leonardo da Vinci.
A 5ª edição o evento Arte:luz ponto e ação , aconteceu nos dias 25 e 26 de maio do ano de 2011, no Centro de Eventos Ismael Sperafico. Esse encontro mobilizou todas as escolas da rede municipal de ensino, este ano contamos com a participação de 2600 crianças do 4º ano e mais de 80 profissionais da educação que contribuíram para a realização e o êxito do evento.
Nestes dois dias, apropriamo-nos deste amplo espaço e transformamos este local num palco, onde se privilegiou a emoção, o conhecimento e as aprendizagens, a fim de construirmos e reafirmarmos nossa identidade artístico-cultural, socializando nossos saberes e propiciando aos participantes momentos de conhecimento, reflexão-fruição e produções nas linguagens artísticas: música, dança, artes visuais e teatro.
A arte se destaca tem um espaço privilegiado e significativo em nosso evento, a cada ano se fortalece e torna-se efetivamente parte integrante de nosso calendário e de nosso espaço escolar, com o propósito de integrar através do movimento artístico, os alunos de nossa rede de ensino, professores e colaboradores que acreditam no desenvolvimento da cultura artística como elemento indispensável à formação humana.
A arte é sem dúvida, a forma de expressão capaz de transformar, de despertar novos talentos, por vezes escondidos pela timidez ou pela falta de oportunidade, ou simplesmente promover a educação da sensibilidade, da percepção e da imaginação, responsável pela humanização dos sentidos. É preciso que os alunos se arrisquem a desenhar, pintar, dançar, cantar e dramatizar, assim notarão que a arte faz parte de suas vidas e ela é plena de sentidos.

 
 

MARATONA DE CONHECIMENTOS
 
A Maratona de Conhecimentos das Escolas Municipais de Toledo é uma promoção da Secretaria Municipal da Educação (SMED), com participação das Escolas Municipais de Toledo. Este ano estamos realizando, com os alunos do 5° ano do Ensino Fundamental das escolas públicas municipais, a 2ª Maratona de Conhecimentos que atenderá 1.924 alunos. A Maratona de Conhecimentos tem por objetivo estimular e promover o estudo dos conhecimentos de matemática, língua portuguesa, geografia, ciências e história de Toledo e do Paraná entre alunos das escolas públicas, contribuir para a melhoria da qualidade da Educação Básica, bem como promover a inclusão por meio da difusão do conhecimento.
A maratona será desenvolvida em cinco etapas, sendo que a última etapa será realizada no Teatro Municipal. Em cada etapa serão desenvolvidas diferentes atividades abordando os conteúdos curriculares das diferentes áreas do conhecimento. As equipes que obtiverem as melhores pontuações serão premiadas. Apoie seu filho a participar e prestigie.
 

DESFILE 7 DE SETEMBRO
Com o espírito de amor e respeito à Pátria e acima de tudo o prazer de ser brasileiros, no município de Toledo são feitas as comemorações alusivas à semana da Pátria e o Desfile Cívico de 7 de setembro.
Durante a semana de 01 a 6 de setembro, sempre às 8h, é feito o hasteamento das bandeiras e na seqüência apresentações artísticas e culturais envolvendo alunos das escolas públicas e privadas, órgãos públicos e diversas empresas situadas no Município.
Nos desfiles cívicos de 7 de setembro, teve mais de 3000 participantes, distribuídos em 5 blocos sendo: Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, 4 fanfarras, 11 CMEIs, 35 escolas municipais, colégios estaduais, colégios particulares, universidades, associações, clubes e empresas.
O número elevado de público participante nos desfiles motiva a equipe da Secretaria da Educação a implementar sempre mais estes momentos cívicos.

 FESTIVAL DE JOGOS, DANÇA E GINÁSTICA

A proposta do Festival é sobre o mais belo e misterioso campo de conhecimento humano que é o da “arte, da música e da dança”, caminhos que passam por diversas abordagens dos conteúdos da Educação Infantil, oferecendo aos professores várias possibilidades de despertarem para a sensibilidade e a sabedoria das crianças. Para desenvolver essa proposta com qualidade é necessário que o professor seja um pesquisador, saia da sala, trabalhe com a linguagem lúdica e oportunize aos alunos vivências corporais e também apresentar os elementos das Artes Visuais, Teatro, da Dança e da Música, enfocando assim, suas constituições e transformações no tempo e no espaço.
Pois é através dessas linguagens “alma” que a criança expressa sem restrições, sentimentos e emoções. Por seu intermédio à criança deixa aflorar o que está no seu íntimo, traduzindo o que, em certas ocasiões, as palavras não dão conta de significar.

 
 

ARTE: LUZ, PONTO E AÇÃO

ARTE: LUZ, PONTO E AÇÃO

FORMAÇÃO CONTINUADA 2010

IDEB

Como o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) é calculado?
 
A nota do IDEB varia de 0 a 10 pontos e funciona como um indicador de qualidade – para a escola e para a rede.
Ela é calculada com base em uma fórmula que considera dois componentes: o nível de conhecimento dos alunos em relação aos conteúdos de Língua Portuguesa (com ênfase em leitura)e Matemática e a taxa de rendimento – isto é quantos estudantes não foram reprovados nem abandonaram a escola no ano de referência da avaliação.
Assim sendo o IDEBé a média das notas da Prova Brasil, do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e das taxas de reprovação e evasão. A Prova Brasil permite saber a nota de cada aluno e de cada escola. O SAEB, apesar de ser feito por amostragem, inclui as escolas rurais. As taxas de reprovação e evasão entram para garantir que a qualidade seja o objetivo principal, com todos aprendendo.
 
O Índice do Município de Toledo em 2009 foi de 5,9. No ano de 2010 tivemos novamente a avaliação com os alunos do 5º ano para gerar o novo Índice do Município que será divulgado em 2012.

LIVRO DIDÁTICO

O Município de Toledo sente-se prejudicado com o não fornecimento de livros didáticos aos alunos do 3º ano e pelo fato de as autoridades competentes não se manifestarem junto ao município acerca do problema. Para solucionar o problema, foram feitos inúmeros contatos com o FNDE, telefonemas, e-mails, ofícios, com secretarias de educação de municípios de Santa Catarina e São Paulo, mas sem sucesso. Comprometido com a qualidade do ensino e com a aprendizagem das crianças, o município de Toledo realizou processo licitatório e adquiriu 11.780 livros de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia e História para atender todos os alunos do 3º ano da Rede Municipal de Ensino, num montante de R$125.402,85, com recursos próprios. Essa despesa não estava prevista, pois os livros devem ser garantidos pelo Ministério da Educação, o que significa reorganização de algumas ações. Todos os livros constam do Guia do Livro Didático do PNLD 2010 – Programa Nacional do Livro Didático e trazem os conteúdos coerentes com a proposta pedagógica do Município. Dessa maneira, os professores poderão ar sequência as atividades com mais um instrumento de apoio importante, otimizando o tempo, as tarefas das crianças e o acompanhamento dos pais.

NÍVEIS E MODALIDADES DE ENSINO

 
 
PROFESSORES DE APOIO A ALFABETIZAÇÃO
 As Escolas Municipais Alberto Santos Dumont, André Zenere, Anita Garibaldi, Ari Arcássio Gossler, Borges de Medeiros, Carlos Friedrich, Henrique Brod, José Pedro Brum, São Francisco de Assis, Shirley Maria Lorandi Saurin, Tancredo Neves, Waldyr Luiz Becker e Walter Fontana do município de Toledo, tem em sua equipe pedagógica o professor de apoio ao Ciclo de Alfabetização.
 
 
EDUCAÇÃO FÍSICA
 
A Secretaria Municipal de Educação promove encontros bimestrais com os Professores da rede municipal de ensino que ministram a disciplina de Educação Física nas Escolas.
O objetivo dos nossos encontros é propiciar aos nossos professores uma maior integração entre o grupo, trocar experiências, planejamento, conversa sobre alguns temas mais relevantes de acordo com o bimestre, entre outras atividades.
ENCONTRO DE ARTE EDUCAÇÂO
 
A Secretaria Municipal de Educação promove encontros com os professores da rede municipal de ensino que ministram a disciplina de Arte nas Escolas.
Esses encontros visam buscar uma maior integração entre os professores, a troca de experiências, o estudo dos conteúdos curriculares, os objetivos do ensino de arte, a metodologia utilizada nas diversas linguagens artísticas (artes visuais, teatro, música e dança) e  os aspectos relacionados a avaliação, observando os pressupostos filosóficos, psicológicos e pedagógicos que fundamentam a proposta curricular do município.
 
O Ciclo de Alfabetização compreende um continuum de dois anos, iniciado no município quando da implantação do Ensino Fundamental de Nove Anos.
A ação pedagógica para esse ciclo exige uma prática educativa que assegure aos alunos a aquisição do conhecimento, respeitando as especificidades da infância nos aspectos físico, psicológico, intelectual, social e cognitivo.
Considerando esses aspectos, é de fundamental importância a atuação do Professor de Apoio ao Ciclo da Alfabetização no processo pedagógico, afim de:
·         desenvolver práticas pedagógicas juntamente com o professor regente na sala de aula do ciclo de alfabetização;
·          refletir sobre os conteúdos curriculares, estratégias e metodologias com a coordenação e o professor;
·         socializar metodologias e estratégias desenvolvidas nas salas de aula;
·         pesquisar e elaborar atividades a serem utilizadas no processo de ensino aprendizagem;

  • planejar e avaliar questões de aprendizagem com a coordenação o professor do ciclo;
  • registrar as observações referentes aos alunos com o propósito de contribuir no processo de avaliação;
  • acompanhar os agrupamentos produtivos, mediando a aprendizagem e realizando as intervenções necessárias.

Bimestralmente a Secretaria Municipal de Educação realiza encontros com os Professores de Apoio ao Ciclo de Alfabetização, com o propósito de assessorar, planejar, pesquisar e socializar metodologias e estratégias de ensino.
No decorrer do primeiro semestre de 2010, foram realizados os seguintes estudos:
 
·         Procedimentos para o uso das letras, in CAGLIARI, Luis C. Alfabetizando sem o ba-bé-bi-bó-bu. São Paulo: Scipione,1998.
·         Como abordar Questões Ortográficas com alunos da Alfabetização.
·         Consciência Fonológica.

INFORMÁTICA EDUCATIVA
O município de Toledo introduziu o uso do computador nas escolas municipais no ano de 1994. Com a idéia de introduzir gradativamente o computador em todas as escolas, o município adquiriu quinze máquinas consideradas Top de Linha na época. Todas possuíam o tão cobiçado Kit Multimídia.
A aquisição não era suficiente para atender a todos os estabelecimentos. Para contornar a situação, a administração resolveu fazer um “sorteio” direcionando os equipamentos por regiões.
Tentou-se, geograficamente, distribuir em três estabelecimentos as quinze máquinas. Portanto cada estabelecimento recebeu cinco delas. Um no centro da cidade, outro em um bairro da periferia e o último em um distrito do município – Novo Sobradinho.
As máquinas foram distribuídas sem muito alarde. Os professores que ficaram responsáveis pelos laboratórios tiveram que ir atrás de informações de como utilizá-las. Reuniam-se, em média duas vezes por mês, para trocarem experiências e ideias sobre como poderiam desenvolver o trabalho da melhor forma possível.
O programa da introdução ocorreu no final de mandato. O município passava por grandes dificuldades. Quando ocorreu a troca da administração, algumas máquinas foram recolhidas dos laboratórios e levadas para o prédio administrativo, para serem usadas pela administração. Depois de alguns meses elas foram devolvidas. No entanto, a administração não promovia assessoramento a esses laboratórios. As escolas buscavam formas mais eficazes da utilização do computador no auxílio da aprendizagem de modo autônomo e independente da SMED. Dessa forma, a administração tinha os profissionais para trabalhar na área, mas sem um programa de expansão e incentivo à utilização do computador como ferramenta pedagógica.
Em 2002 este projeto de informática pedagógica se ampliou para as demais escolas do município de forma bem gradativa, foram projetadas mesas padrão para todas as escolas. Com o levantamento dos custos para aquisição dos equipamentos, percebeu-se o enorme valor que seria agregado com a aquisição das licenças dos programas proprietários, então se concebeu a proposta da adoção de software livre.
Na primeira experiência, seis escolas fizeram parte do projeto piloto. Os laboratórios foram instalados, com os computadores conectados em rede e com acesso a internet.
Hoje, atendemos todos as escolas do município com laboratório de informática em funcionamento e realizando 40 horas de Formação Continuada aos professores de informática que a princípio tinham poucas habilidades com a ferramenta, mas atualmente desenvolvem aplicações e atividades com conteúdo pedagógico e muito importantes para a construção do conhecimento do aluno.
O trabalho desenvolvido nas aulas de informática é planejado pelo professor do laboratório com base no conteúdo pedagógico que o professor regente elenca, considerando a faixa etária e atendendo as necessidades dos alunos. Algumas escolas utilizam o laboratório também com as turmas de jovens e adultos - EJA.
Necessitamos ajustar nossas vidas com o ritmo do futuro, por isso, a educação tem o dever de ser a mola propulsora das ações que intensificam o desenvolvimento humano.

 

PROJETOS E PROGRAMAS

PROGRAMA ALÉM DAS  LETRAS
 
Em parceria com o Instituto Avisalá, Razão Social e Banco Santader a Secretaria Municipal da Educação realiza o Programa Além das Letras com dez escolas do município.
Este programa visa contribuir com a formação dos coordenadores das escolas participantes, proporcionando momentos de aprofundamento teórico-metodológico, com reflexão acerca dos processos de ensinar e aprender, com vistas na melhoria da qualidade das práticas de leitura e escrita dos alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental.
 
INCENTIVA À LEITURA
 
O Incentivo à Leitura se trata de uma hora-aula por semana às crianças da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, de 40 a 50 minutos, ministrada por professores efetivos, cujos objetivos são coincidentes com aqueles previstos para a disciplina de Língua Portuguesa, embora mais especificamente em relação à leitura, que é uma ferramenta voltada à emancipação humana e condição para o desenvolvimento intelectual, para o desenvolvimento da criatividade e conhecimento da experiência humana, tanto em termos da produção do conhecimento, como da ética e da estética.
O objetivo que se pretende atingir com o trabalho de Incentivo a Leitura é que os alunos desenvolvam, de forma integrada ao processo de ensino-aprendizagem, os conhecimentos em relação aos usos das diferentes linguagens, possibilitando-lhes interação social, acesso aos bens culturais e ação efetiva no mundo letrado.
 
  PROJETO MENTE INOVADORA: BRINCANDO E APRENDENDO
O Projeto Mente Inovadora foi implantado na Escola Municipal Ivo Welter, em 2010, para atender todos os alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental. Foram adquiridos Kits para os alunos, para os professores e jogos que, hoje, compõem a sala de jogos da escola. Também foram realizadas 24 horas de formação inicial e mais encontros mensais de assessoria e aprofundamento. As crianças têm aulas semanais sob orientação do próprio professor. Pretende-se, com o projeto, promover o desenvolvimento da inteligência, das capacidades de planejamento, levantamento de hipóteses e checagem, trabalho em grupo, negociação, controle emocional, bem como, estimular o estabelecimento de relações saudáveis com os colegas, professores e demais pessoas da escola. Os jogos apresentam-se em quantidade, qualidade, material e estratégias apropriadas para cada faixa etária, com problematizações e metodologias próprias aos desafios de aprendizagem e desenvolvimento da pré-escola e Ensino Fundamental. A sala de jogos também está à disposição das demais escolas da rede, principalmente, das escolas de tempo integral. Jogar é uma forma privilegiada de se aprender. Investir nisso é possibilitar às crianças uma escola de qualidade, direito de todas.
 
 
PROGRAMA CONHECENDO TOLEDO
 Através de Roteiros e Estudos interpretativos os alunos do 3°, 4°e 5° anos participam do Programa “Conhecendo Toledo” que possibilita ao educando compreender a interdependência dos elementos naturais e culturais. O programa coloca o aluno em contato com questões ambientais, culturais e econômicas do município. Este trabalho envolve a comunidade escolar com objetivo de adquirir mais conhecimento sobre Toledo, fortalecer as ações de preservação dos ambientes, compreender a produção e transformação sócio-históricas dos espaços, e se entender como sujeito histórico responsável, numa perspectiva de compreender a responsabilidade de cada um e da coletividade no desenvolvimento sustentável do local onde vive. O programa é realizado pela Secretaria Municipal da Educação de Toledo, com parcerias da Secretaria do Meio Ambiente, Agroindústria LactoBom, Museu Histórico de Toledo e Sanepar. A cada início de ano letivo, os coordenadores das áreas de conhecimento de História, Geografia e Ciências são responsáveis pela formação dos professores envolvidos no programa, para orientá-los sobre os Roteiros de Estudos. Para realização do Roteiro de Estudos, os alunos são transportados no ônibus identificado com o nome do programa. O Roteiro de Estudos I é realizado com os alunos do 3° ano que visitam a Nascente do Rio Toledo, acompanhando suas águas até o perímetro urbano, observando e comparando a ação do homem no ambiente durante todo o percurso do rio. Os alunos têm a possibilidade de ver diversos bairros, localidades rurais onde passam pelo distrito de São Luiz visualizando e compreendendo o que é um distrito. Finalizam esse roteiro visitando o Parque dos Pioneiros. No Roteiro de Estudos II, visitam a Sanepar, onde recebem informações sobre o tratamento da água e como é feito o tratamento de esgoto no nosso município. O 4° ano, através do Roteiro de Estudo III, visita o Museu Histórico de Toledo e a Agroindústria LactoBom. No 5° ano, a partir de 2011, as crianças participarão do IV roteiro de estudos, onde conhecerão uma RPPN (Reserva de Patrimônio Particular Natural) o Horto Florestal e o Aterro Sanitário complementando estudos, pesquisas, e outras visitas, promovidas também pela escola, que fortalecerão o processo de formação da criança. Este ano atenderemos, com esse programa, 4672 crianças da Rede Municipal. O programa está de acordo com o Currículo das Escolas Públicas Municipais de Toledo, nas áreas de História, Geografia, Ciências, Educação Ambiental e Ensino Religioso, sendo que os conhecimentos trabalhados também são analisados e refletidos em Língua Portuguesa, Matemática, Arte e outras áreas do conhecimento, garantindo um trabalho interdiciplinar.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

PROJETO HORTA SAUDÁVEL NAS ESCOLAS E CMEIS
            O Projeto Horta Saudável busca um sistema de produção menos nocivo, com uma agricultura de sustentabilidade ecológica sem conseqüências degradantes para o meio ambiente, boa produtividade e garantia de hortaliças de boa qualidade e saudáveis.
            O projeto está sendo desenvolvido no ano de 2010 com escolas municipais e CMEIs (Centro Municipal de Educação Infantil) no município de Toledo – PR, onde o público atendido são: alunos, professores, zeladoras, cozinheiras e pais, como voluntários.
Cada escola pode indicar de 3 (três) a 5 (cinco) pessoas, sendo que 1 pessoa será a representante do cidadão ambiental, que terá que disseminar e articular o projeto nas unidades, e estas pessoas participantes não poderão ser alteradas no decorrer das atividades do Projeto Horta Saudável. Estas pessoas serão condutoras e terão o compromisso de colocar em prática os conteúdos trabalhados nos encontros em cada unidade escolar.
O período de realização do projeto será de março a dezembro de 2010, com 10 (dez) encontros de 8h diárias, intercalando conteúdos teóricos e práticos em encontros mensais nas unidades participantes.
 
OBJETIVOS DA HORTA ESCOLAR:

  1. Produzir hortaliças frescas e sadias a baixo custo;
  2. Proporcionar aos alunos experiências práticas na produção de alimentos;
  3. Enriquecer a alimentação dos estudantes complementando a merenda escolar;
  4. Compartilhar e transmitir conhecimentos a familiares para aplicar em hortas caseiras ou comunitárias;
  5. Estimular o consumo de frutas e hortaliças orgânicas entre os alunos criando bons hábitos alimentares;
  6. Promover a capacitação de todos os envolvidos no projeto.

DICAS:
 
Hortaliças cruas: consumir diariamente, sempre lavando-as bem em água corrente;
 
Hortaliças cozidas: para reduzir as perdas de vitaminas e minerais:

  1. Não deixá-las de molho antes e depois de serem cozidas;
  2. Colocar os vegetais para cozinhar em panelas tampadas, com o mínimo de água fervida possível, cozinhando por pouco tempo;
  3. Cozinhar os alimentos com casca e inteiros e só depois os descascar;
  4. Não cozinhe demais os legumes. Isso evita a perda de vitaminas e minerais;
  5. Servi-las logo depois de prontas;
  6. Utilizar a água do cozimento em outras preparações como: arroz, sopa, molhos e purês, pois esta água contém vitaminas e minerais;
  7. Aproveitar o máximo das frutas e hortaliças utilizando cascas, talos e sementes, pois possuem valor nutritivo igual ou maior do que as partes acostumadas a consumir. Podem-se transformar sobras de carne e vegetais em deliciosos pratos, tortas, sopas ou bolinhos.

 
SALA VERDE

A Sala Verde é um espaço definido situado dentro da BIBLIOTECA PÚBLICA –CENTRO, o qual é dedicado ao delineamento e desenvolvimento de atividades de caráter educacional voltadas à temática ambiental, tendo como uma das principais ferramentas a divulgação e a difusão de publicações sobre Meio Ambiente produzidas e/ou fornecidas pelo Ministério do Meio Ambiente.
A Sala Verde é uma iniciativa que dispõe de uma série de potencialidades, quais sejam: ambientais, culturais, sociais, informacionais, de pesquisa, articuladoras, dentre outras.
É considerada como sendo um ambiente dinâmico, onde os públicos que a ela se dirigirem poderão fazer leitura, ouvir, acessar e ver documentos, participar de atividades educacionais e de eventos promovidos por ela, dentre outras atividades. É preciso ressaltar a capacidade articuladora que a Sala Verde apresenta, e salientar que ela deve ser considerada como potencial Centro de Educação Ambiental (CEA), porque tem capacidade de apoiar e de promover processos educacionais voltados à questão ambiental, a partir da disponibilização de informações, da promoção de eventos e de outras atividades de caráter cultural e ambiental, dentre elas: exposições, mostras, seminários, teatros, etc.
Para usar esse espaço, comunidade, professores e alunos devem se dirigir à Biblioteca Publica do Centro situada na Av. Tiradentes, 1165.
O telefone é (45) 3252-6225 e o e-mail: biblioteca@toledo.pr.gov.br.
Entre em contato para agendar visitas, exposições ou assessoramento pedagógico de material.
 
Saiba mais:
www.linhaecologica.com.br
www.rebea.org.br
www.google.com.br (digitar Sala Verde MMA)
 

PSICOPEDAGOGIA ESCOLAR

Inclusão Responsável

Uma prática na educação em Toledo

A rede municipal conta com 18 Classes Especiais e uma Classe de Condutas Típicas, atendendo 144 alunos e 13 Salas de Recursos, atendendo 196 alunos.
No decorrer de 2005 aconteceram encontros com professores de Classe Especial e Sala de Recursos, nos quais foram realizados estudos referentes ao processo cognitivo, planejamento e discussão sobre estratégias adequadas às situações de aprendizagem.
Houve também a expansão do atendimento aos alunos com Necessidades Educacionais Especiais através da abertura de mais uma Classe Especial na Escola Vereador José Pedro Brum.
No que se refere à Educação Inclusiva, realizou-se assessoramento aos professores do Ensino Regular e CMEIS, orientando-os quanto aos encaminhamentos pedagógicos, metodológicos, aquisição de equipamentos e materiais didáticos adaptados, conforme a necessidade dos educandos.
Também, durante o decorrer do ano de 2005, foi desenvolvido nas escolas o projeto da “Boa Visão”, em parceria com Lions Clube Toledo / Lions Clube Toledo Cidade e estagiários dos cursos de Direito e Nutrição da Unipar. O Projeto realizou a triagem Visual de 2799 crianças da Educação Infantil à 4ª série. Deste total 265 crianças necessitaram de avaliação com especialistas.
E ainda, em parceria com a secretaria da saúde foram realizadas também Triagens de Acuidade Auditiva de 2521 alunos dos quais 168 necessitaram de encaminhamento para especialistas da área.
Para o bom andamento deste trabalho a SMED conta com a equipe da Educação Especial, a qual proporcionou grupos de estudos com encontros freqüentes desde o ano de 2005, disponibilizandose aos professores psicopedagogos, para possíveis supervisões e estudo de casos necessários, garantindo a qualidade das avaliações, o que favoreceu a realização de aproximadamente 1340 avaliações em 2005 e 1384 em 2006 no contexto escolar, atendendo a demanda, possibilitando maior êxito no desenvolvimento da aprendizagem da criança.

Psicopedagogia, um projeto inovador

Atendendo o Projeto de Psicopedagogia, a partir do ano de 2002 as escolas municipais receberam em sua equipe de profissionais da educação o Professor Psicopedagogo, sendo que suas ações, envolvem a instituição escolar integralmente– estudantes, educadores e familiares – visando uma atuação preventiva.

Considerando a demanda de crianças que os rofessores consideram com possível necessidade de atendimentos especializados, o papel do Professor Psicopedagogo volta- se inclusive à avaliação e diagnóstico, orientando e encaminhando a outros profissionais quando necessário (fonoaudiólogo, neurologista, pediatra, oftalmo, psicólogos e outros).

Este trabalho tem continuidade a partir da intervenção e acompanhamento direto e permanente do Professor Psicopedagogo na escola, que orienta as famílias e os professores, participando deste processo de aprendizagem podendo identificar as possíveis defasagens e assim auxiliar para um melhor desempenho na aprendizagem da criança.

No primeiro momento, a Secretaria Municipal de Educação – SMED, promoveu cursos de capacitação num total de 80 horas, entre eles enfatizou o curso de Avaliação Psicopedagógica e Psicoeducacional.

Efetivou-se a realização de avaliações e reavaliações psicoeducacionais e psicopedagógicas no contexto escolar pela equipe de trabalho da educação especial e também pelos Professores Psicopedagogos que atuam nas escolas municipais, totalizando atualmente o número de 39 profissionais.

Com o propósito de promover a Inclusão Responsável nas escolas municipais, no ano de 2006, foi oportunizada a participação aos Professores Psicopedagogos, da capacitação Saberes e Práticas da Inclusão, desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades educacionais de estudantes com deficiência físicas/neuro-motora, surdos, cegos, baixa visão e com altas habilidades/ superdotação, somando o total de 84 horas de estudo presencial, organizada e ministrada pela equipe de educação especial da SMED, com parcerias, da APADA e do CAEDV.

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO

A Secretaria Municipal da Educação - SMED, tem como atribuições básicas coordenar, orientar, assistir, acompanhar, gerenciar a Educação no Município: Educação Infantil; Ensino Fundamentalanos iniciais; Educação Especial; Educação de Jovens e Adultos. Em decorrência dessas atribuições, a SMED vem se preocupando sistematicamente com a qualidade do ensino nos estabelecimentos públicos, escolas e Centros Municipais de Educação Infantil- CMEIs, preocupação esta que se estende desde a adequação das escolas e CMEIs, até a capacitação dos professores, passando pelo fortalecimento da gestão democrática e pela atualização dos recursos didático- metodológicos.A equipe da SMED tem como meta assessorar continuamente as Escolas e CMEIs.Os coordenadores de área e o setor administrativo procuram estar o maior tempo possível, apoiando, acompanhando, discutindo, fornecendo material teórico-prático de modo a intervir imediatamente nas dificuldades encontradas.Consciente, também, da necessidade premente de inovação e implementação, a SMED tem empenhado esforços no sentido de apresentar novos programas e de produzir material de apoio teóricometodológico, alterando de forma positiva e forte a organização de escolas e CMEIs, bem como a relação servidores/ comunidade.A educação tem sofrido alterações significativas em função de mudanças na estrutura social, na organização das famílias, na educação dos filhos, da forte influência dos meios de comunicação e dos recursos tecnológicos, fatores que indicam a necessidade de se investir tanto na formação profissional, quanto na formação pessoal do professor.É de consenso que o profissional da educação sofre um acentuado desgaste emocional, o que impõe a necessidade de propor alternativas que fortaleçam o professor, sua capacidade de administrar conflitos, dificuldades e diferenças, atendendo os alunos nas suas especificidades, sem per der de vista o fim último da educação: A formação ética, intelectual e social do cidadão.O Serviço prestado pela Secretaria Municipal da Educação está previsto na legislação vigente: na Lei de Diretrizes e Base (LDB), na Lei Orgânica do Município de Toledo, no Plano Nacional de Educação (PNE) e no Plano Municipal de Educação (PME).Neste sentido, a SMED define como preocupações centrais à paixão de ensinar, o prazer de aprender e o dever de investir, assim assumindo o lema: Plantando Conhecimento, Colhendo Educação.